1sb

Um sorriso basta!

Eduardo Salazar

Baseado no quase, deixando tudo pela metade e naturalmente incompleto, este quase designer acredita que tudo não passa de uma experiência e tenta aproveitar a vida fazendo quase tudo que pode

profissão? cyber atleta!

A evolução no mundo dos games, disputa acirrada contra o cinema e um novo mercado de trabalho para ser explorado. e-sport a nova tendência.


gamer_.jpg

Pra quem viveu no início dos anos 2000, quando o "Boom" das Lan Houses chegou ao Brasil pôde perceber que um novo segmento estava se formando e em menos de 20 anos depois a indústria de games já se tornou mais lucrativa que o cinema e os astros de Hollywood e ao que tudo indica que este duelo ou trabalho em conjunto entre cinema e games está apenas começando.

Antigamente restrito a residências e fliperamas, os games se remodelaram, evoluíram e atingiram um nível que há 30 anos atrás era difícil de se imaginar. Hoje com produções milionárias, consoles superdesenvolvidos, computadores a preços acessíveis e a interação que a internet propicia fomentou esse novo mercado de trabalho. Quem viveu nas Lan Houses, pode recordar a interação que os games permitiam, você perdia a noção do tempo e se você aproveitou esse período, provavelmente está sentindo uma dose de nostalgia e quem sabe até um sorriso em poder presenciar o desenvolvimento que os games passaram, deixando de ser um passatempo e começando a se tornar uma profissão cobiçada por muitos, mas ainda com vaga para poucos.

Por ser um mercado em desenvolvimento se tornar um Cyber atleta não é uma tarefa simples, assim como qualquer profissão exige muita dedicação e força de vontade. Alocados em residências exclusivas chamadas de Gaming Houses, os cyber atletas vivem confinados, treinando em média 10 horas diariamente, vivendo em uma espécie de concentração. Para quem pensa que é brincadeira, abdicar de família, vida social e ficar na frente de um computador ou console por 10 horas, desconhece o empenho que um Cyber atleta precisa fazer para chegar ao nível competitivo bem como qualquer esporte de alto rendimento.

Recentemente os Estados Unidos liberou o visto para Cyber atletas ingressarem no país como atletas profissionais e assim como ocorre no basquete, futebol americano, wrestling, etc, algumas universidades já fornecem bolsas de estudos para aqueles alunos que se destacarem em algum jogo eletrônico. Poder aprender uma nova cultura, melhorar o idioma, fazer o que gosta e ainda ser pago por isso é raridade, se tratando de games não seria exagero dizer que é um sonho. Dizer para seus pais que sua profissão será jogar videogame poderá ser um choque e provavelmente não será nada fácil convencê-los, mas utilizando o conhecimento necessário e utilizando as informações sobre este novo mercado a tarefa se torna mais fácil, mas como mencionei anteriormente o e-sports se equivale a um esporte de alto rendimento, então se você escolher esse caminho, tenha em mente que não será nada fácil.

Nosso país ainda está engatinhando no e-sport (electronic sport), mas é notável o crescimento do mercado de games, seja por consumo ou pelo número de eventos que atraem cada vez mais pessoas. Por ser algo novo, a profissão de Cyber atleta ainda não é bem recebida, muitos ainda acreditam que jogar videogame seja apenas um passatempo, dificultando o investimento e atrasando o desenvolvimento. Usando como exemplo a Coréia do Sul, provavelmente o país mais desenvolvido em relação a games, o incentivo para a profissão é feita pelo próprio governo e o e-sport já é reconhecido pelo Comitê Olímpico. Depois do cantor PSY (Gangnam Style), as maiores celebridades sul-coreanas são Cyber atletas como se fossem os astros da badalada Hollywood, lotando estádios, distribuindo autógrafos, participando de eventos transmitidos pela TV aberta semelhante a um jogo de futebol aqui no Brasil.

world-championship-at-the-staples-center.jpg Evento realizado Staples Center - USA

Para acelerar o desenvolvimento no Brasil, algumas organizações já contrataram Cyber atletas oriundos da Coréia, a cada dia que passa o número de adeptos só aumenta, proliferando assim cada vez mais o mundo dos esportes eletrônicos na terra tupiniquim. Atualmente já contamos com diversos eventos, como feiras de tecnologias, torneios a nível nacional, trazendo assim uma expansão pra esse mundo pouco explorado no nosso país. A principal questão que cai sobre o desenvolvimento dos esportes eletrônicos é em relação a certeza. Será que essa profissão continuará atraindo adeptos ou será apenas mais uma febre parecida com as Lan Houses nos anos 2000 e terá uma vida curta? Mas uma coisa é inegável, graças ao mundo de games a tecnologia antecipou alguns anos de desenvolvimento e isso não vale somente para games, mas para o próprio cinema, só para exemplificar já podemos ver alguns filmes baseados em games e alguns efeitos especiais que antes só víamos em games, agora temos a oportunidade de ver nas telonas do cinema. E se você pensa que o mundo games é só para os jovens está enganado, mesmo sem você ser um atleta profissional é possível conseguir uma renda extra com games, atualmente existem os sistemas de streaming onde você transmite para o mundo todo seus jogos, alguns players conseguem atingir a média de 20 mil telespectadores simultâneos.

Mesmo com toda desconfiança em relação ao mercado de esportes eletrônicos, ele continua crescendo, se desenvolvendo e se firmando como uma das profissões mais promissoras da atualidade. Cabe a nós aguardar e se você é um aficionado por games deve estar se perguntando se daqui alguns anos será possível colocar no currículo que sua profissão é/foi Cyber atleta. Conhecer o mundo intercalando competições, disputar premiações que chegam a valer milhares de dólares e poder dizer que sua profissão é jogar videogame parecia fantasia alguns anos atrás, mas a realidade chegou e está mais plausível que nunca.


Eduardo Salazar

Baseado no quase, deixando tudo pela metade e naturalmente incompleto, este quase designer acredita que tudo não passa de uma experiência e tenta aproveitar a vida fazendo quase tudo que pode.
Saiba como escrever na obvious.

deixe o seu comentário

Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do autor do artigo sobre as matérias em questão.

comments powered by Disqus
version 4/s/tecnologia// @destaque, @hplounge, @obvious, @obvioushp //Eduardo Salazar
Site Meter