a aerodinâmica das palavras

O Mundo nas Asas da Arte

Eduarda Amaral

A Arte nos permite brincar com a realidade. Desconstruir verdades estagnadas, colorindo-as com novas cores. Psicóloga, Mestre em Relações Internacionais e Especialista em Políticas Públicas, apaixonada por cinema, musica, fotografia e gente .

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    O Sal da Terra ou a Perfeição do Imperfeito

    Ao assistir este documentário,fui procurando poesia e imagens.
    Mas a frase clichet “é filme poesia, ou poesia em forma de filme” neste caso, não se aplica.
    Não é poesia.
    É brutal.
    É duro.
    É real

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    Trágico ou Mágico ?

    Certa vez, um gênio da música cantou: "a vida é o que acontece com você, enquanto você está ocupado fazendo outros planos." Esta frase faz parte da canção "Beautiful Boy", que John Lennon compôs para o filho Sean, na qual lhe dá alguns conselhos. E o melhor deles talvez seja o que o trecho em tela ensina: "relaxe! não há como controlar a vida!"

    E este pequeno conto completa: há muito mais áreas coloridas na vida do que imagina a nossa necessidade primal de classificar cada segundo de nossa existência como sendo uma experiência entre o céu e o inferno.

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    Roma : Crítica ou Apologia ?

    Com uma das estéticas mais bonitas dos últimos tempos (fazendo-nos lembrar de uma mistura entre Bunuel e Fellini), uma direção impecável, o filme quase convence. A beleza de suas cenas, contudo, encerra uma armadilha que nos seduz e quase nos cega para uma narrativa que mais parece uma apologia ao pensamento imperialista defendido em " O fardo do homem branco", poesia de Rudyard Kipling.

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    Amor Materno: Como Sílvia teve de esquecer a filha para sobreviver

    Sílvia é uma mulher forte, que já tinha enfrentado a violência duas vezes, em sua família nuclear e, depois já casada, com o marido. Saiu de casa, criou a filha sozinha. Por circunstâncias do destino, agora, vê-se diante da pior forma de violência: a tortura. Para preservar a vida da filha, suporta as piores dores que lhe são infligidas. Para sobreviver, porém, terá de matar seu enorme amor materno.

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    Atraiçoados: a maldade do preconceito racial em estado bruto

    Com uma narrativa sobre um grupo de supremacia branca, Costa Gravas nos leva a refletir acerca da seguinte pergunta: o quanto de maldade humana você está disposto a suportar nos Outros, e em você ? Mas preste atenção: muito cuidado com a sua resposta... O ódio e a indiferença são feras ávidas por alimento, e fazem política de terra arrasada. Destruindo tudo a sua volta, e, dentro de você.

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    Mania de dizer a verdade ou a nossa (per) versão da verdade do Outro

    Somos criados sob o dogma de que devemos dizer a verdade em todas as circunstâncias. Como se dizer a verdade fosse uma confirmação de que o caráter e as intenções da pessoa são bons. Como se a verdade fosse sempre ajudar ao próximo. Como se ela fosse a única. Mas será mesmo? Na minha experiência o mundo é repleto de histórias, sabores , cheiros... A nossa versão é apenas uma versão ...

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    Casamento de verdade: Sobre a coragem de darmos às pessoas a quem amamos a chance de mostrar quem realmente são

    Como você se sente quando uma mudança em sua vida pode provocar alterações em seus relacionamentos com pessoas a quem ama? Você prefere esconder a mudança? Será que o outro entenderá? E a pergunta que mais nos fazemos, sem que sempre consigamos traduzir : “será que o Outro continuará a me amar"?
    O Casamento de Verdade nos oferece uma bela lição quando trabalha o outro lado da história: porque desconfiamos tanto do amor do Outro, desconfiamos tanto que ele não vá nos acolher ?

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    A Volta ao Mundo de Júlio Bittencourt, do Piscinão de Ramos ao Japão, Parte II

    Quem escreve ama as palavras. Quem ama as palavras, deleita-se com o som e a grafia delas. O Ensaio "Plethora" já encanta pelo seu título, e em seu conteúdo, Júlio nos brinda com o verdadeiro significado desta palavra: abundância! Exagero !
    Tendo as grandes aglomerações humanas como enredo principal, Plethora se divide em nove sub-histórias, que se desenrolam em oito cidades, espalhadas em três continentes distintos. Alinhadas pelo tema central, elas compõem um belo, triste, angustiante panorama estético de um mundo regido pela dicotomia excesso-escassez.

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    A Volta ao Mundo de Júlio Bittencourt, do Piscinão de Ramos ao Japão, Parte I

    Inicialmente, havia me programado para dedicar dois artigos ao trabalho de Júlio Bittencourt. Porém, quando estudei melhor seu último projeto (PLETHORA), me encantei com ele, e decidi que deveria dedicar um texto somente para este trabalho, não apenas pela beleza de suas fotos, mas também pela importância de seu conteúdo.
    Ramos e PLETHORA intensificam a pesquisa/produção fotográfica em temas de profunda densidade social. Cada um,do seu jeito, mostra temática contemporânea de grande importância, na qual se pode ver a relação entre o indivíduo e seu meio, de que forma os fatores externos moldam as subjetividades humanas.

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    A fotografia relacional de Júlio Bittencourt, Parte I

    Este artigo inaugura uma série de artigos que irei publicar sobre fotógrafos brasileiros . O aspecto que mais chama a atenção no trabalho de Bittencourt é a sua capacidade de brincar com a representação de suas imagens de forma complexa; não se contentando em fotografar apenas uma dimensão dos sujeitos retratados. Suas lentes parecem captar a essência daquelas pessoas. Suas fotografias, todavia, não se limitam à intimidade dos indivíduos. Elas buscam revelar a interação deles com o ambiente.

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    Noite: Uma incursão agridoce na poesia

    Em sua primeira coletânea de poesias, o jovem escritor Pedro Karam nos convida a um passeio pela Noite, com seus mistérios, descobertas e paixões. Oferece as mãos ao leitor, para, com gentileza e força, nos conduzir a uma vivência de deslumbre e agonias retratados em seus 62 poemas. Apesar de, por vezes, muito dolorosas, a sensação predominante que fica é a de que entramos em contato com algo forte e profundo, que, sem piedade, nos propõe uma reflexão sobre grandes questões da existência humana.

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    Como permitimos sermos amados quando achamos que temos pouco a oferecer: O Artista e Leonard Cohen

    Uma dificuldade, pela qual muitos de nós já passou, é permitirmos nos entregar a um parceiro quando nos julgamos, de alguma forma, não-dignos do afeto do Outro. Afinal, estamos acostumados a nos apaixonar pelas qualidades positivas do Outro, e queremos que ele se apaixone também pelas nossas, não é? Especialmente, em tempos tão imagéticos, e consumistas como os que estamos vivendo.

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    Novo show de George Israel “Agora” mostra o amadurecimento jovial deste músico

    O show “Agora”, de George Israel – lançado em 4/07, no Theatro Net Rio - é uma celebração à carreira deste versátil e mega carismático músico. Nele também fica evidente a sua assombrosa capacidade de transitar entre diferentes influências. George possui o dom raro de conseguir, ao mesmo tempo, fazer o público se sentir embalado por sucessos antigos, e botar a plateia para pular com hits ainda inéditos ao público, feito bastante raro.

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    Altinho: um lazer com polêmicas elevadas

    Um jogo democrático, saudável, ambientalmente amigável e inclusivo, o Altinho ( ou Altinha) é uma atividade apaixonante. Ele, porém, suscita forte polêmica em torno do uso do espaço público. Afinal, todos querem desfrutar das áreas comuns (em geral as praias) de forma saudável e segura.

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    O Mundo ainda Não Está Pronto, tributo à banda Pato Fu

    A única ressalva diz respeito ao título deste tributo. Felizmente, afirmo que ele está equivocado: O mundo, com certeza, está Prontíssimo para amá-lo ! Este ano, a banda mineira Pato Fu comemora 25 anos. E ganha um baita presentão: esta deslumbrante coletânea com trinta versões inéditas de suas canções. Muitos desaprovam reinterpretações musicais. Muitos. Eu não. Eu amo uma versão bem feita. E esta coletânea está uma grande reverência a esta deliciosa banda mineira.