Naquela noite, o Político estava contrariado. Estava sendo acusado de insensibilidade para com o seu povo. Logo ele... pensou
]]> Ler o artigo completoAngústia. Indisposição. Insônia.
Estes eram os sentimentos que atropelavam Júlia ao longo dos últimos dias e a deixavam atônita. Não conseguia entender o que estava acontecendo com ela. Era boa mãe; filha; profissional competente; tinha uma ótima parceria com o marido.... Mas algo a incomodava muito.
Adorava música, mas aquilo já estava demais: a maldita rosa juvenil tanto que rodopiava em sua cabeça e não a deixava dormir.
Pode um longa metragem ser excepcional e muito ruim ao mesmo tempo?
A última história de Tarantino parece nos indicar que sim.
Para mim, o problema de Era uma vez em....Hollywood não é trazer o excesso de violência para um conto de fadas mas, sim, de tentar transformar o macabro em um conto de fadas.
Ao assistir este documentário,fui procurando poesia e imagens.
Mas a frase clichet “é filme poesia, ou poesia em forma de filme” neste caso, não se aplica.
Não é poesia.
É brutal.
É duro.
É real
Certa vez, um gênio da música cantou: "a vida é o que acontece com você, enquanto você está ocupado fazendo outros planos." Esta frase faz parte da canção "Beautiful Boy", que John Lennon compôs para o filho Sean, na qual lhe dá alguns conselhos. E o melhor deles talvez seja o que o trecho em tela ensina: "relaxe! não há como controlar a vida!"
E este pequeno conto completa: há muito mais áreas coloridas na vida do que imagina a nossa necessidade primal de classificar cada segundo de nossa existência como sendo uma experiência entre o céu e o inferno.
]]> Ler o artigo completoCom uma das estéticas mais bonitas dos últimos tempos (fazendo-nos lembrar de uma mistura entre Bunuel e Fellini), uma direção impecável, o filme quase convence. A beleza de suas cenas, contudo, encerra uma armadilha que nos seduz e quase nos cega para uma narrativa que mais parece uma apologia ao pensamento imperialista defendido em " O fardo do homem branco", poesia de Rudyard Kipling.
]]> Ler o artigo completoSílvia é uma mulher forte, que já tinha enfrentado a violência duas vezes, em sua família nuclear e, depois já casada, com o marido. Saiu de casa, criou a filha sozinha. Por circunstâncias do destino, agora, vê-se diante da pior forma de violência: a tortura. Para preservar a vida da filha, suporta as piores dores que lhe são infligidas. Para sobreviver, porém, terá de matar seu enorme amor materno.
]]> Ler o artigo completoCom uma narrativa sobre um grupo de supremacia branca, Costa Gravas nos leva a refletir acerca da seguinte pergunta: o quanto de maldade humana você está disposto a suportar nos Outros, e em você ? Mas preste atenção: muito cuidado com a sua resposta... O ódio e a indiferença são feras ávidas por alimento, e fazem política de terra arrasada. Destruindo tudo a sua volta, e, dentro de você.
]]> Ler o artigo completoSomos criados sob o dogma de que devemos dizer a verdade em todas as circunstâncias. Como se dizer a verdade fosse uma confirmação de que o caráter e as intenções da pessoa são bons. Como se a verdade fosse sempre ajudar ao próximo. Como se ela fosse a única. Mas será mesmo? Na minha experiência o mundo é repleto de histórias, sabores , cheiros... A nossa versão é apenas uma versão ...
]]> Ler o artigo completoComo você se sente quando uma mudança em sua vida pode provocar alterações em seus relacionamentos com pessoas a quem ama? Você prefere esconder a mudança? Será que o outro entenderá? E a pergunta que mais nos fazemos, sem que sempre consigamos traduzir : “será que o Outro continuará a me amar"?
O Casamento de Verdade nos oferece uma bela lição quando trabalha o outro lado da história: porque desconfiamos tanto do amor do Outro, desconfiamos tanto que ele não vá nos acolher ?
Quem escreve ama as palavras. Quem ama as palavras, deleita-se com o som e a grafia delas. O Ensaio "Plethora" já encanta pelo seu título, e em seu conteúdo, Júlio nos brinda com o verdadeiro significado desta palavra: abundância! Exagero !
Tendo as grandes aglomerações humanas como enredo principal, Plethora se divide em nove sub-histórias, que se desenrolam em oito cidades, espalhadas em três continentes distintos. Alinhadas pelo tema central, elas compõem um belo, triste, angustiante panorama estético de um mundo regido pela dicotomia excesso-escassez.
Inicialmente, havia me programado para dedicar dois artigos ao trabalho de Júlio Bittencourt. Porém, quando estudei melhor seu último projeto (PLETHORA), me encantei com ele, e decidi que deveria dedicar um texto somente para este trabalho, não apenas pela beleza de suas fotos, mas também pela importância de seu conteúdo.
Ramos e PLETHORA intensificam a pesquisa/produção fotográfica em temas de profunda densidade social. Cada um,do seu jeito, mostra temática contemporânea de grande importância, na qual se pode ver a relação entre o indivíduo e seu meio, de que forma os fatores externos moldam as subjetividades humanas.
Este artigo inaugura uma série de artigos que irei publicar sobre fotógrafos brasileiros . O aspecto que mais chama a atenção no trabalho de Bittencourt é a sua capacidade de brincar com a representação de suas imagens de forma complexa; não se contentando em fotografar apenas uma dimensão dos sujeitos retratados. Suas lentes parecem captar a essência daquelas pessoas. Suas fotografias, todavia, não se limitam à intimidade dos indivíduos. Elas buscam revelar a interação deles com o ambiente.
Em sua primeira coletânea de poesias, o jovem escritor Pedro Karam nos convida a um passeio pela Noite, com seus mistérios, descobertas e paixões. Oferece as mãos ao leitor, para, com gentileza e força, nos conduzir a uma vivência de deslumbre e agonias retratados em seus 62 poemas. Apesar de, por vezes, muito dolorosas, a sensação predominante que fica é a de que entramos em contato com algo forte e profundo, que, sem piedade, nos propõe uma reflexão sobre grandes questões da existência humana.
]]> Ler o artigo completoUma dificuldade, pela qual muitos de nós já passou, é permitirmos nos entregar a um parceiro quando nos julgamos, de alguma forma, não-dignos do afeto do Outro. Afinal, estamos acostumados a nos apaixonar pelas qualidades positivas do Outro, e queremos que ele se apaixone também pelas nossas, não é? Especialmente, em tempos tão imagéticos, e consumistas como os que estamos vivendo.
]]> Ler o artigo completoO show “Agora”, de George Israel – lançado em 4/07, no Theatro Net Rio - é uma celebração à carreira deste versátil e mega carismático músico. Nele também fica evidente a sua assombrosa capacidade de transitar entre diferentes influências. George possui o dom raro de conseguir, ao mesmo tempo, fazer o público se sentir embalado por sucessos antigos, e botar a plateia para pular com hits ainda inéditos ao público, feito bastante raro.
]]> Ler o artigo completoUm jogo democrático, saudável, ambientalmente amigável e inclusivo, o Altinho ( ou Altinha) é uma atividade apaixonante. Ele, porém, suscita forte polêmica em torno do uso do espaço público. Afinal, todos querem desfrutar das áreas comuns (em geral as praias) de forma saudável e segura.
]]> Ler o artigo completoA única ressalva diz respeito ao título deste tributo. Felizmente, afirmo que ele está equivocado: O mundo, com certeza, está Prontíssimo para amá-lo ! Este ano, a banda mineira Pato Fu comemora 25 anos. E ganha um baita presentão: esta deslumbrante coletânea com trinta versões inéditas de suas canções. Muitos desaprovam reinterpretações musicais. Muitos. Eu não. Eu amo uma versão bem feita. E esta coletânea está uma grande reverência a esta deliciosa banda mineira.
]]> Ler o artigo completoOcupando as ruas com … Som. Muito som. O movimento neofanfarrista no Rio de Janeiro tem como um de seus objetivos levar a música ao público. E, para isto, nada mais apropriado do que ir aonde o povo está. Nos espaços públicos. Com ele dividir as dores e as delícias da cidade.
Em forma de um pequeno grande conto (passa tão rápido que nem sentimos sua duração de quase duas horas), Moonlight fala sobre temas sociais complexos de forma honesta e sutil, sem preconceitos. Com grande sensibilidade, mostra uma das cenas mais belas de amor entre homossexuais, sem recorrer a clichets ou sem dotá-la de caráter panfletário. Apenas, tudo isto, dois seres humanos que se amam.
]]> Ler o artigo completoEm outubro de 2016, Gaga lançou seu mais recente álbum, Joanne. Este artigo, contudo, falará sobre as causas sociais que ela tem defendido, desde sua corajosa campanha de conscientização contra a Bulimia/ Anorexia ao lançamento de uma linha de vestuário tendo como tema o amor e a coragem.
Em tempos de recrudescimento do conservadorismo nos Estados Unidos, dois filmes deliciosos e essenciais que retratam o lado alternativo da sociedade estadunidense. Mostram por que este país teve papel fundamental no fortalecimento de diversos movimentos em favor dos direitos humanos. Sobretudo, mostram uma característica muito bacana deste povo , que poderia ser resumida na frase: "e a vida continua!"
Apesar do título propor uma pergunta ao público, Stone impõe ao roteiro um ponto de vista que justifica somente uma interpretação de Snowden: um jovem prodígio, que supostamente vê seus ideais serem massacrados pela cruel Ética de Estado, a qual justifica ações nefastas em benefício de um bem–comum. E, é neste aspecto, que o filme se torna mais uma estória de heróis naive, para agradar ao senso comum, do que uma obra que visa a refletir, de fato, acerca dos serviços de inteligência dos Estados, seus prós e contras.
Frequentemente, vemos textos e debates alertando sobre os perigos dos relacionamentos amorosos iniciados nas Redes Sociais. Sobre como pessoas boas podem ser facilmente enganadas por pessoas má intencionadas. Mas este artigo falará sobre um dos principais responsáveis pelos “enganos” que ocorrem nos amores virtuais: Você! Tanto Confiança quanto Perigos na Rede falam sobre situações nas quais os indivíduos tendem a desejar tanto encontrar um amor, que chegam, até mesmo, a distorcer a realidade. Moldá-la de acordo com o seu desejo.
Antes das redes sociais, "normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados...” sentenciou Eco. Será mesmo? Penso que não. O maior imbecil de todos projetou a sua voz em frequência mundial, ao redor do mundo, bem antes da existência das redes sociais: Hitler. Hoje, a Internet ampliou o direito do contraditório, do discurso democrático; coibindo, assim, a prevalência de discursos de muitos imbecis. Estamos todos muitos cansados de tanto debate politico nas redes sociais? Mas, talvez, nunca se tenha falado tanto de política no Brasil, e no mundo. Isso é bom!