a biblioteca de babel

Todas as Palavras são Palavras de Amor

Mateus Machado

Teve Simioto na infância. Publicou livros de Poesia. É a favor do caos criativo. Detesta propagandas de cerveja. Não vê esperanças na política e nos demais centros de poder. Não tem ideologias. Fã do John Coltrane, Lou Reed, Cartola e São Francisco de Assis. Apaixonado por música, literatura, cinema & gatos. Mora em qualquer lugar.

Crianças Com Bombas (Dos Filhotes de Leão aos Sem Terrinha)

A realidade das crianças que são ensinadas a amar assassinos. A doutrinação que vai do socialismo marxista aos ensinamentos gramscistas. Escolas que preparam desde cedo os futuros terroristas.


Pais positivistas, filhos comunistas, netos terroristas” - José Arthur Rios

001.jpg

Terrorismo Tupiniquim

Qual a relação entre Carlos Marighela, Leonel Brizola, Frei Beto, Pedro Pomar, Franklin Martins, José Dirceu, Carlos Lamarca, João Lucas Alves, Dilma Roussef, Guilherme Boulos e Adélio Bispo? Os atos terroristas. Da mesma forma que o modus operandi de facções criminosas ligadas ao narcotráfico e de grupos de ativismo político como o MST tem o mesmo propósito de desestabilizar a ordem social atuante através de ataques terroristas, usando para esse intento de armamentos bélicos a bombas caseiras, foices e machados.

No imaginário popular o terrorista é aquele radical islâmico, chamado homem bomba, que se explode motivado por ideologias político-religiosas, ou seja, algo distante da realidade brasileira. Porém, precisamos entender aqui que terrorismo é todo ato que usa de violência para impor a vontade de pessoas ou grupos por motivos políticos. O foco principal é desestabilizar a sociedade vigente e a tomada do poder.

E os atos terroristas aqui no Brasil são tão atuantes nos dias de hoje, e tem ganhado força, como foram nas décadas de 60 e 70 durante o regime militar. E quantas mortes mal explicadas nas últimas décadas podemos somar? De políticos da envergadura de Ulisses Guimarães e Eduardo Campos, temos também o caso de Celso Daniel e as pessoas próximas a ele. E como explicar as mortes envolvidas no caso de Adélio Bispo, sem resvalar para a mera coincidência? Tudo acaba sendo taxado como teoria da conspiração, isso quando a própria imprensa não constrói um discurso eufemista para não cair no silêncio total. Toda manobra é para esconder a verdade ou desconstruí-la. Mas quantos helicópteros e aviões ainda terão que cair para de fato encararmos o terrorismo como um problema real e que pede uma resposta rápida e eficaz?

dilma52.jpg

Infância Roubada

No discurso esquerdista, durante o regime militar, assaltar banco (para obter dinheiro para compra de armamentos em prol da “Revolução”) era um ato de “desapropriação”, da mesma forma que a invasão de terra e de imóveis, nos dias de hoje, é legitimada como desapropriação de espaço improdutivo; é a reforma agrária pelas próprias mãos. A estrutura desses grupos terroristas é extremamente organizada. No caso do MST há inclusive cartilhas, cadernos e livros didáticos dirigidos para a infância e adolescência, como por exemplo; o Caderno da Infância N° 1 – Educação da Infância Sem Terra (Orientação para o trabalho de base). Nesse Caderno, na página 12, já encontramos declarada a posição anticapitalista do Movimento:

“No capitalismo, o período da infância se torna importante também para preparar o novo consumidor, o trabalhador obediente e disciplinado, que não reage, não se organiza e aceita a realidade como está”

Na página 16 está bem definido o papel da formação da criança dentro do MST: “O lugar da criança do Movimento é no MOVIMENTO. Ela não pode ser pensada em separado da luta de sua família, de todos e todas Sem Terra. Ela está presente no dia a dia da comunidade, nos acampamentos, nas mobilizações, nos Encontros e cursos de formação. Por isso, temos que reconhecer a criança como sujeito do nosso Movimento”.

É garantido espaços para o protagonismo das crianças nas brincadeiras com intenção pedagógica. Nas cartilhas escolares encontramos a ideologia da guerrilha comunista cubana como ideal. No mesmo Caderno é pregado o sentimento e a importância da Coletividade, usando como analogia a Mãe Terra que acolhe seus filhos sem cobrar nada, ao contrário do sistema capitalista que destrói o planeta com agrotóxicos e o consumo desenfreado.

sem terrinha_sp.jpg

“Para o povo cubano, as crianças são como a Mãe Terra, precisam da luz para viver, precisam uma das outras e dos adultos...” – página 25. De tudo isso nasce os gritos de guerra como esse: “Somos Sem Terrinha do MST, brilha no céu a estrela do Che”

Fica claro que a filosofia do MST é a construção de um novo ser humano, com outros valores, alinhado a ideologia “revolucionária” de guerrilha para construir uma nova sociedade segundo os moldes de Cuba e outros países com o mesmo perfil comunista/socialista. E essa filosofia é passada para as crianças desde a mais tenra idade.

Os Sem Terrinha também participam de encontros, congressos e passeatas, empunhando bandeiras e cartazes do MST. Por trás do discurso social de luta pelos direitos iguais e pela posse de terra há uma lavagem cerebral, uma doutrinação político-ideológica. Abaixo segue um trecho da Apresentação do Boletim da Educação (N°6 – Setembro/95) com o subtítulo O Desenvolvimento da Educação em Cuba.

“Ainda não é no nosso país (Brasil), mas também não está tão longe que não possamos aprender seus ensinamentos. Estamos falando de Cuba e sua Revolução Socialista, que resgatou a dignidade do povo...”. E logo abaixo o encerramento do texto de Apresentação, assinado pelo Coletivo Nacional do Setor de Educação, São Paulo, Setembro de 1995, finalizando com uma citação de Fidel Castro.

“Como diz Fidel Castro: “A tarefa mais importante da Revolução, sem a qual não há Revolução, é a de fazer com que o povo estude”.

"Nós do MST estamos começando também a aprender isso. Certo?!”

E nas palavras do próprio Ministro Luiz Ignácio, que não é Lula (coincidências à parte), segue o trecho abaixo, retirado da página 07 (O Mundo Capitalista: Aumento dos Excluídos):

“Milhões de crianças, milhões de pessoas esperam pela oportunidade de exercer a sua condição de seres humanos. Essa oportunidade, eu digo de coração, foi o que a Revolução Cubana deu a seu povo”.

Este boletim da educação é a palestra transcrita de Luiz Ignácio Gomez Guitierrez, que na época era o Ministro da Educação da República de Cuba, e que foi lida na abertura do Congresso de Pedagogia em 1995.

Não podemos nos esquecer da Pedagogia da Alternância cujas principais características metodológicas são: a alternância; o ambiente educativo com pequenos grupos, internato e convivência de toda a comunidade. Tal metodologia facilita a doutrinação, uma vez que os pais perdem a autoridade sobre seus filhos em detrimento da comunidade, ou seja, do Movimento. Essa pedagogia, surgida na França na década de 1930, para atender as pessoas do campo, é explanada pelo professor Paolo Nosella no livro Origens da Pedagogia da Alternância no Brasil, com forte influencia de Antonio Gramsci.

No ano de 2016, em Medeiros Neto, no extremo sul da Bahia, foi inaugurada uma escola no Pré-Assentamento de nome Hugo Cháves; a escola foi uma homenagem ao ex-comandante/presidente venezuelano.

25239055075_f1c2d2ef62_b.jpg

O Hino do MST substitui o Hino Nacional nas escolas dos assentamentos e acampamentos, bem como a nossa bandeira é substituída pela bandeira vermelha do Movimento, ou mesmo pela bandeira de Cuba. Há também um vasto material pedagógico incluindo brincadeiras, poemas e cantigas.

Em comemoração aos 30 anos do MST, foi lançado o CD Sem Terrinha. Segundo a coordenadora Elisângela Carvalho "Os Sem Terrinha de 7 a 14 estão focados em atividades de agitação e propaganda”. Cerca de mil crianças participaram do 6° Congresso Nacional do MST. Ainda sobre o projeto a coordenadora comenta:

"Não são só crianças, são crianças do MST. Elas brincam, choram, e trabalham sua consciência política desde cedo. É lutar brincando, de forma organizada. É preciso ter intencionalidade pedagógica."

DjgzNh5XcAABtMb.jpg

Existe também, dentro do projeto, um trabalho de solidariedade internacional. Segue abaixo um trecho da canção Palestina Livre, que faz parte do Cd Sem Terrinha.

“Convidamos as crianças pra pintar no muro da desigualdade. É o Sem Terrinha cantando e ocupando com a sua ginga. Reforma Agrária, Justiça e Liberdade, uma canção de roda. Palestina livre: um sonho que também é brasileiro, ô Palestina! Nossa ciranda convida tuas crianças pra dançar na roda. E de mãos dadas sonhando a liberdade a ser conquistada, ô Palestina!”

Os Filhotes De Leão e a Terra Prometida

A aproximação e a amizade do governo Lula/Dilma com o Estado da Palestina, reconhecido pelo Brasil em dezembro de 2010, não é novidade para ninguém. Mas por que o governo brasileiro se filiou a causa Palestina mesmo sabendo que o estado islâmico recruta crianças para se auto-sacrificarem? Será apenas por uma questão comercial?

Os chamados “Filhotes de Leão” são doutrinados e treinados desde cedo contra os inimigos: “Ô mãe, não fique triste. Eu escolhi o caminho da jihad...eu vou lutar contra os judeus” cantam essas crianças em coro. Questionada uma das crianças diz: “...meu pai me lembra Osama Bin Laden, que aterrorizou os americanos e lutou contra eles...eu quero ser como o filho do Osama”.

São crianças que sonham em ser um inghamasi (lutador suicida) – “Quero ser suicida por amor a Alá” – diz um menino ao entrevistador. São crianças e adolescentes treinados para matar. E são letais.

levante nino 4.jpg

Segundo o Instituto de Justiça de Jerusalém (JIJ) o grupo Hamas já usou mais de 17.000 crianças em ataques terroristas.

Embora se apresente mais brando o modo de doutrinação dos Sem Terrinha, seguindo o esquema Gramscista, comparado às ações doutrinárias de grupos terroristas como Daesh, cujo treinamento é extremamente rigoroso, o processo em si é muito parecido com o que acontece em países de regimes fechados como Cuba, China e Coréia do Norte.

Há relatos, inclusive dos próprios membros do MST, denunciando que crianças também são usadas pelo Movimento, quando não pelos próprios pais, como escudo humano em ações de invasão onde há riscos de confronto. Fácil entender isso quando nas próprias escolas do MST são apresentados assassinos e terroristas do calibre de Che Guevara para crianças, como se fossem heróis de uma causa justa. O que me parece mais difícil de entender são pessoas famosas e influentes; entre artistas, profissionais da imprensa, políticos e ativistas, que apóiam o MST. Ou essas pessoas ignoram o que está por trás do Movimento ou se trata de mau-caratismo. Uma vez que, se por um lado pessoas simples são usadas como massa de manobra política, na outra ponta estão os criminosos travestidos de políticos, agentes sociais, ativistas e sacerdotes. É nesse ambiente que os Sem Terrinha nascem, crescem e formam a sua consciência política e visão do mundo, sem que lhes sejam mostradas outras vertentes ideológicas de maneira imparcial; havendo apenas “nós” de um lado e os nossos inimigos, do outro.

Dentro da pedagogia do MST há também o estudo religioso, alinhado com a Teologia da Libertação, que usa a bíblia dentro de uma visão socialista; o povo judeu é comparado com os Sem Terra, os líderes do Antigo Testamento, como Moisés, pode ser comparado com líderes do Movimento, o faraó e o povo egípcio são os ricos, poderosos e escravagistas. Em resumo é a busca do MST pela “Terra Prometida”; é a vida, prometida por Javé, como projeto popular versus o neoliberalismo; o inimigo do povo e de D’us. Para o MST, as metrópoles são o reflexo do capitalismo; é a representação do Mal.

Ao Sem Terrinha é ensinado toda essa pedagogia que vai do socialismo-marxista à doutrina gramscista, porém, fica evidente a ideologia comunista em sua raiz, ou seja, a da luta armada. Não, não é exagero, os Sem Terrinha são forjados no fogo para defenderem o Movimento, se for preciso essas crianças estarão preparadas para lutar, rersistir e, se preciso morrer, em nome do Movimento.

menino_mst.jpg


Mateus Machado

Teve Simioto na infância. Publicou livros de Poesia. É a favor do caos criativo. Detesta propagandas de cerveja. Não vê esperanças na política e nos demais centros de poder. Não tem ideologias. Fã do John Coltrane, Lou Reed, Cartola e São Francisco de Assis. Apaixonado por música, literatura, cinema & gatos. Mora em qualquer lugar..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/sociedade// //Mateus Machado