a biblioteca de babel

Todas as Palavras são Palavras de Amor

Mateus Machado

Teve Simioto na infância. Publicou livros de Poesia. É a favor do caos criativo. Detesta propagandas de cerveja. Não vê esperanças na política e nos demais centros de poder. Não tem ideologias. Fã do John Coltrane, Lou Reed, Cartola e São Francisco de Assis. Apaixonado por música, literatura, cinema & gatos. Mora em qualquer lugar.

Entre o Céu e a Terra

O que nos revelam os sinais? O que há entre o Céu e a Terra? A linguagem da vida através dos símbolos, é possível?


Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia” - William Shakespeare

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Mitos são Verdades

O mitólogo estadunidense Joseph Campbell escreveu: “Mitos são sonhos públicos”. A palavra “Mito” vem do grego antigo Mythos e significa “palavra”, “narrativa”, “conto”. Trata-se de histórias sagradas, pois guardam em sua essência a sabedoria antiga, em uma linguagem simbólica, metafórica. Entender a linguagem dos mitos é entender a linguagem da própria vida, é interagir conscientemente com seus sinais em nosso cotidiano, pois os mitos são o reflexo de nossa própria existência, das nossas verdades. Os Mitos são universais e nos oferecem a chave para as questões existenciais.

Toda narrativa sagrada ou mitológica mostra o quanto a vida se desenha diante dos nossos olhos com seus sinais; basta olharmos com mais atenção. Na história de Noé, o arco-íris surgiu como símbolo entre a aliança de D’us e o homem, isso foi passado de geração em geração e tal narrativa permanece viva nos dias de hoje. Assim como o símbolo da cruz nos remete a Cristo. E podemos encontrar os mesmos símbolos e arquétipos em quase todas as tradições e culturas. Por Exemplo, na tradição judaico-cristã temos a imagem da Árvore da Vida, também encontrada no Islamismo, chamada por Maomé de Árvore de Tuba; no budismo encontramos a Árvore Bo, onde Buda se iluminou, na mitologia nórdica temos a Yggdrasil, esses são apenas alguns exemplos.

Não é à toa que muitos presidentes de grandes empresas usam, em seus escritórios, a figura de uma águia; arquétipo de liderança, foco, determinação e visão ampla. Já os diretores costumam ter em seus escritórios a figura do cavalo.

Arquétipo (do grego arkhétypon), conceito surgido com Carl Jung em 1919, são modelos originais, imagens primordiais armazenadas no Inconsciente Coletivo. Arquétipos de heróis, reis, dragões, da morte, por exemplo, estão em nosso imaginário desde nossa infância. Arquétipos estão presentes nos mitos, contos de fada, lendas, dando significado para essas estórias. E hoje tais arquétipos são usados no cinema, na publicidade e nos demais meios de comunicação. Somos influenciados por esses arquétipos inclusive quando consumimos serviços e produtos.

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“Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades” (Cazuza)

Como tais símbolos podem se manifestar em nossos dias como sinais das coisas como elas são ou de mudanças que estão por vir? Um exemplo é a destruição do Museu Nacional, na Zona Norte do Rio, pelo fogo. O incêndio começou por volta das 19h30, no dia 02 de Setembro 2018, 200 anos depois do seu nascimento.

O museu foi instalado no Palácio de São Cristovão; que foi residência da família real portuguesa de 1808 a 1821, depois abrigou a família imperial brasileira de 1822 a 1899. Se olharmos para o passado, podemos ver a princesa Maria Leopoldina assinando o decreto de Independência do Brasil no dia 02 de setembro de 1822, cinco dias depois, no dia 07, tal decreto chegou às mãos de D. Pedro I através de um emissário, dando assim o grito da Independência às margens do Ipiranga.

O Museu Nacional, também chamado de Museu da Quinta da Boa Vista, era um símbolo da história do Brasil, era o arcabouço onde toda a nossa história estava guardada e mantida; museus simbolizam o passado e contam a sua história. Quando D. Leopoldina assinou o decreto, simbolicamente ela assinou o fim de uma época para o início de outra na história do país; através daquele ato deixamos de ser uma colônia para nos tornarmos um Império; houve uma ruptura com o passado. Na noite do dia 02 de setembro de 2018, no mesmo dia, mês e local do decreto assinado por D. Leopoldina, um incêndio destrói a nossa história; outra ruptura simbólica com o passado, justamente no ano das eleições presidenciais.

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Assim como o decreto da Independência assinada pela princesa Leopoldina marca o fim e o início de um ciclo, a queima do museu sinaliza um país que acabou para surgir um novo, como no mito da Fênix que renasce das cinzas.

Vale lembrar que um dos únicos itens que sobreviveram ao incêndio do museu foram 9 rolos de Pergaminho da Torá, texto sagrado do judaísmo, datados do século 13 e que pertenceram a Dom Pedro 2°. Tais pergaminhos foram retirados dias antes para serem restaurados na Seção de Obra Raras da Biblioteca do Horto, localizada na Quinta da Boa Vista, perto do até então Museu Nacional.

Praticamente tudo no Museu Nacional foi destruído pelo incêndio, porém, o que se preservou intacto para o futuro foram os pergaminhos da Torá, ou seja, a tradição judaica sobreviveu, um forte sinal que a aliança entre Brasil e Israel se fortalecerá e resistirá nesse novo ciclo.

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Quatro dias depois do incêndio do Museu Nacional, no dia 06, em um ato de campanha presidencial na cidade de Juiz de Fora, MG, Jair Messias Bolsonaro sofre um atentado através de uma facada mortal dada pelo ex-psolista Adélio Bispo; temos aqui o grito de “Independência ou Morte” simbolizado no atentado.

Há algumas especulações simbólicas sobre o cenário onde ocorreu o atentado. As imagens mostram que ao ser atingido, Bolsonaro estava ao lado do Hotel Renascença, o que nos remete ao ato de renascer; depois de passar pelo golpe mortal da facada. A camiseta que ele usava com os dizeres: “Meu partido é o Brasil”, também sinaliza, dentro dessa narrativa, que o atentado não atingiu apenas ao Jair Bolsonaro, mas boa parte dos brasileiros; comovendo até mesmo os eleitores que estavam em dúvida quanto à escolha dos presidenciáveis. O atentado contra Bolsonaro reflete o atentado contra o Brasil.

Já no segundo turno, em que a corrida eleitoral era disputada entre Bolsonaro e Haddad, viralizou os trechos bíblicos a respeito dos nomes dos dois presidenciáveis; em 1° Reis, 11-25, aparece o nome Haddad, de origem árabe, mas já era conhecido e usado entre os hebreus; Haddad foi um rei Inimigo de Israel. Haddad, na tradição árabe, significa “ferreiro”, “ferro fundido”. É interessante notar que na tradição bíblica Tubalcaim, filho de Lameque e da descendência de Caim, foi o primeiro ferreiro da história. Haddad também foi o 8° filho de Ismael, filho bastardo de Abraão com a criada Agar; daí se originou o povo árabe. Jair significa “ele brilha” ou “ele ilumina” de origem hebraica Ya’ir, que significa “iluminado por D’us”. Jair foi um dos Juízes de Israel. No Novo Testamento o nome Jair aparece em sua versão grega, Jairo, que era um dos chefes da sinagoga e que alcançou um dos milagres de Jesus ao ter a sua filha curada.

Outro cenário interessante surgiu em meio à polêmica do velório do irmão do Lula, Genival Inácio da Silva, vulgo Vavá, falecido no dia 29 de janeiro, o velório aconteceu no dia 30. A cena que se viu torna-se emblemática; em meio ao sermão do padre ao lado do caixão, petistas com bandeiras e cartazes escritos “Lula Livre” e usando camisetas com a face do presidiário participam do velório. Para um desavisado o que fica parecendo é que o velório é para o próprio Lula. Fica claro que se trata de uma morte simbólica do Lula e, por extensão, do PT. Enquanto o morto Vavá era esquecido, Lula se tornava o protagonista do enterro, mesmo estando ausente, transformando assim o velório do seu irmão no seu próprio velório.

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No dia 06 de fevereiro saiu a condenação de Lula pela Juíza Gabriela Hardt; condenado a mais 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia. A vida da os seus sinais, e às vezes ela é bem irônica.

Política & Religião – O Casamento do Céu e do Inferno

Segundo o Poeta, Escritor e Filósofo espanhol Miguel de Unamuno: "Querer separar a religião da política é uma loucura tão grande ou maior do que a de querer separar a economia da política".

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De todos os ministérios do governo bolsonarista o mais polêmico gira em torno da Ministra Damares Alves, escolhida por Bolsonaro para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. A Ministra tem sido altamente criticada e debochada pela imprensa e pelos grupos de esquerda, acusando à de misturar religião com política.

A interpretação errônea usada como argumento pelos socialistas/progressistas, na defesa do aborto e de outras pautas progressistas é de que o Estado, sendo laico, não deveria aceitar a opinião dos cristãos sobre as decisões do governo na área ética.

A contra-argumentação vem com o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, em seu n. 572: “O princípio da laicidade comporta o respeito de toda confissão religiosa por parte do Estado, ‘que assegura o livre exercício das atividades cultuais, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes. Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação’ (João Paulo II, Discurso ao Corpo Diplomático (12 de janeiro de 2004), 3: L’Osservatore Romano, Ed. Em português , 17 de janeiro de 2004, p.7)”.

Dentro do ponto de vista legal, o Dr. Ives Gandra da Silva Martins, constitucionalista brasileiro, adverte que: “O Estado laico, longe de ser um Estado ateu – que nega a existência de Deus – protege a liberdade de consciência e de crença dos seus cidadãos, permitindo a coexistência de vários credos”.

O que a esquerda progressista tem pregado é um falso Estado Laico. O padre David Francisquini denuncia essa falsa laicidade: “Como você tem uma convicção religiosa, não pode impô-la a mim. Mas eu que sou agnóstico ou ateu, posso impor a minha a você”.

O que tem se formado como ideia é justamente esse conceito de Estado laicista, fomentado pelo socialismo e ganhando amplitude nas ideias progressistas que sufocam e marginalizam o cristianismo através de grupos que se pretendem merecedores de mais direitos e direitos específicos; grupos feministas, LGBT, pró-aborto, pró-drogas e outros, usando para isso o discurso democrático como escudo.

Como exemplo Jesus Cristo ensinou: “De a César o que é de César e a D’us o que é de D’us”, ou seja, embora Estado e Igreja tenham papéis diferentes, ambos precisam trabalhar em conjunto para o bem da sociedade; o homem deve permanecer debaixo da autoridade dos governantes como também deve permanecer debaixo da autoridade de D’us e de suas leis. E dentro da tradição judaico-cristã é sabido que as leis terrenas, de Noé a Moisés, foram ditadas por D’us, bem como a escolha de Juízes e Governadores. Entretanto, o livre arbítrio, teoricamente exercido em um Estado Laico e Democrático, da ao homem o direito de escolher acreditar ou não em D'us (ou em qualquer divindade, doutrina religiosa ou caminho espiritual) e seguir ou não suas leis.

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Mas a mensagem de Jesus Cristo não era partidária, não havia um contexto político-ideológico, mas Cristo reconhecia a autoridade dos governos terrenos e precisava deixar o exemplo pagando os impostos.

A Terra Prometida

Muitos judeus e cristãos concordam que o Brasil, durante o regime Lula/Dilma, viveu uma maldição pelas escolhas e pelas posições que esses governos fizeram e tiveram. Em uma visita oficial de Lula a Israel, em 2010, ele se negou a visitar o túmulo do fundador do sionismo Theodor Herz, desrespeitando o povo judeu; tal atitude é como negar a existência do Estado de Israel. Porém, dias depois, viajando para Hamalla, fez questão de colocar flores no túmulo do ex-dirigente palestino e terrorista Yasser Arafat.

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A relação do Brasil com a Palestina remonta a 1975, quando a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), obteve autorização para ter um representante em Brasília. Mas foi em 2010, com Lula, que a Palestina foi reconhecida como Estado nas suas fronteiras de 1967, e tal exemplo foi seguido por boa parte dos países sul-americanos.

De acordo com o “Diário Oficial da União” do dia 21 de Julho de 2010, o governo federal sancionou a Lei 12.292/2010 que determinou a doação de R$ 25 milhões para as autoridades palestinas. Ao se pronunciar sobre o assunto o então Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim explicou: “É dinheiro para um fundo que vai trabalhar na reconstrução de Gaza”. O problema é que o primeiro ministro da Autoridade Nacional da Palestina que recebeu a doação é Ismail Haniya, líder do grupo terrorista Hamas.

Dilma também se posicionou contra Israel ao recusar o embaixador Dani Dayan no Brasil. Por sua vez, no governo Temer, o Brasil vota contra Israel, não reconhecendo Jerusalém como capital, apoiando assim o projeto de resolução da ONU que exige que todos os países não participem de missões diplomáticas em Jerusalém.

Resumindo, a esquerda flerta descaradamente com o islamismo radical, provando que o fanatismo de grupos distintos se une pelo ódio desses grupos aos Estados Unidos e à tradição judaico-cristã, a ponto de, na Síria, por exemplo, árabes convertidos ao cristianismo serem crucificados, torturados e debochados em praça pública, além de já ter se tornado comum as chacinas de grupos étnicos. Outro ato comum é o apedrejamento de mulheres adúlteras nas ruas. Os dissidentes passam por um julgamento rápido e arbitrário e são enforcados também em praça pública. Desde a mais tenra infância as crianças são ensinadas a odiar judeus, cristãos e aos americanos e são treinadas para a violência.

Os governos Lula/Dilma e por extensão os demais partidos de esquerda e os grupos progressistas e das “minorias” sempre foram favoráveis à “causa Palestina”, às vezes até desconhecendo profundamente o que são e as motivações destes grupos radicais islâmicos. Tais atitudes demonstram claramente a hipocrisia da esquerda.

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Bolsonaro, em 2016, em visita a Israel, participou de uma audiência com o presidente do Congresso de Israel Yuli-Yoel Edelstein, e na ocasião pediu desculpas pela atitude vergonhosa do governo brasileiro em não reconhecer o embaixador indicado por Israel, manifestando assim o seu total descontentamento.

Uma das grandes polêmicas nas eleições de 2018 está justamente associada com a religião, mais precisamente com a tradição judaico-cristão; do caricato Cabo Daciolo com seu bordão “Glórias a Deus” à posição pró-Israel de Jair Messias Bolsonaro. Porém, enquanto Daciolo ficava com sua fanfarrice alardeando teorias da conspiração e anunciando as suas falsas profecias, Bolsonaro já estava debaixo de uma promessa de D’us.

Gênesis 12-3

Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditos todos os povos da terra”. Graças aos governos anteriores o Brasil permaneceu fora dessa promessa; escolheram viver debaixo de maldição. Bolsonaro, ao contrário, traz a esperança de alcançarmos as bênçãos dessa promessa. Por isso é urgente a transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém, pois será o sinal dessa aliança entre nações ligadas na terra e no céu (espiritualmente). E não estou colocando aqui a crença sionista da vinda do messias. Não se trata de profecias, estou apenas mostrando uma promessa feita a Abraão e que permanece viva até os dias de hoje.

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Debaixo dessa promessa os riscos comerciais com países árabes se tornam risíveis. Há um medo exagerado no meio econômico com relação à perda comercial com a venda de carne para os árabes. A maior perda será da parte deles, afinal, onde eles encontrarão carne de boa qualidade e barata fora do Brasil? Quanto a nós, podemos vender carne para outros países, além de outros produtos e serviços que temos e teremos disponíveis no mercado mediante as medidas econômicas e as posições comerciais com outros países. As chances para Brasil crescer, mantendo relações amigáveis com os Estados Unidos e Israel, são enormes, ao contrário de países como Cuba, Venezuela, países de ditaduras africanas e países árabes.

A Jornada do Herói

Em sua obra “O Herói de Mil Faces”, o mitólogo estadunidense Joseph Campbell deixa claro que: “O herói, por conseguinte, é o homem ou a mulher que conseguiu vencer suas limitações históricas pessoais e locais”. A jornada do herói segue, basicamente, o seguinte padrão: o herói vive em seu mundo cotidiano, recebe um chamado especial, obedece ao chamado e sai em uma aventura, uma jornada de enormes desafios, mas nos momentos mais difíceis o herói pode receber ajuda da Providência Divina, depois de muitas lutas obtém a vitória para finalmente voltar ao seu povo e compartilhar os benefícios de sua vitória à sociedade.

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Há heróis míticos, há também heróis históricos. Mas o que seria um ditador, um tirano, dentro da esfera mítica do herói? Ditador é um homem que usa de forma egoísta o poder que lhe foi concedido. O herói não é um ser dotado apenas de virtudes, o herói tem seus defeitos, suas limitações e fraquezas. O herói grego Aquiles tinha o seu ponto fraco no calcanhar. O herói bíblico Sansão tinha a sua força descomunal ancorada nos cabelos, se deixou seduzir por Dalila e quando ela cortou seus cabelos o herói judaico perdeu suas forças.

Jair Messias Bolsonaro passou boa parte de sua vida falando sozinho, desprezado na Câmara pela maioria esmagadora. Ainda hoje é criticado por não ter projetos de lei aceitos no passado. Quando percebeu que podia fazer mais pelo Brasil, iniciou a sua corrida presidencial. Desde então os maiores desafios começam; toda a grande imprensa se levantou contra ele, tem menos de 10 segundos na TV, com pouquíssimo dinheiro para investir na campanha, todos os demais candidatos o atacam, as difamações aumentam; ele é chamado de fascista, racista, sexista, homofóbico. Quanto mais cresce a sua popularidade, mais ele é atacado por jornalistas, repórteres e “especialistas” da ciência política; alegam que ele não tem capacidade, inteligência e muito menos governabilidade. Grupos de “minorias” se levantam contra; artistas, feministas, LGBT e outros grupos. As maiores revistas e jornais do país investem contra usando de fake news, há ataques até da imprensa internacional; atacam sua vida política e pessoal, sua família e seus aliados. Mas ele continua o seu caminho.

Foi então que no dia 06 de setembro, em plena campanha, carregado pelas pessoas que o cercavam, ele leva uma facada mortal; muitos ganhariam com a sua morte. A facada no abdômen atingiu o intestino causando forte hemorragia. Jair Messias Bolsonaro tinha tudo para perder a sua vida em Juiz de Fora, se não fosse uma série de “coincidências”, que prefiro chamar de “sincronicidade”; o local do atentado foi perto da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, foi atendido em poucos minutos, uma equipe com médicos especializados para esse tipo de atendimento se encontrava no hospital naquele momento. A opinião popular e médicos reconheceram ter sido um milagre ele ter sobrevivido ao atentado.

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Apesar da comoção que o atentado causou, a oposição levantou a hipótese de ser falsa a facada, de que o atentado seria uma armação para alavancar a candidatura de Bolsonaro. As redes sociais começaram a divulgar essa ideia. Parte da imprensa minimizou o atentado, o Jornal Nacional chamou de “incidente”. Os deboches e as ridicularizações voltaram com força total; logo os demais candidatos apelariam em atacá-lo por não se apresentar nos debates. Bolsonaro volta a receber ameaças de morte.

Do outro lado, bolsonaro ganha a confiança da população, fake news são rebatidos por alguns youtubers de direita e pelos seus eleitores nas redes sociais. Devido ao seu estado de saúde, usando agora uma bolsa de colostomia, Bolsonaro passa a usar a internet como meio de chegar aos seus eleitores. Ele faz renascer o sentimento patriótico em boa parte da população. As passeatas nas ruas se intensificaram por todo o país com o bordão “Eu Vim de Graça”.

Mesmo com toda a polêmica sobre a fraude das urnas, Bolsonaro atinge mais de 46% dos votos no primeiro turno. No segundo Turno, com Haddad, as fake news predominaram na imprensa; era necessário destruir a imagem de Jair Messias Bolsonaro. Era tudo ou nada.

Mas a vitoria veio no segundo turno com mais de 55% de votos em seu favor. Toda uma equipe técnica de ministros foi montada por Bolsonaro. Estamos no segundo mês do seu mandato. A sua batalha mais urgente ainda continua sendo a recuperação da facada. A bolsa de colostomia foi retirada, falta a sua recuperação total.

Nas tradições antigas eram comuns os ritos de passagem; provas dificílimas, dolorosas, que representam de forma simbólica a morte e o renascimento de um indivíduo, indicando o fim de um ciclo e o começo de outro. Tudo isso faz parte da jornada do herói. Jair Messias Bolsonaro tem seus defeitos, suas limitações, suas fraquezas, mas olhando o seu trajeto de vida e comparando-a com a jornada do herói, sim, ele já é um mito em vida, representando fielmente o arquétipo do herói, mas se ele morrer no decurso de seu mandato e, principalmente, se for por complicações de saúde relacionadas com a facada, certamente se tornará um mártir.

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Mateus Machado

Teve Simioto na infância. Publicou livros de Poesia. É a favor do caos criativo. Detesta propagandas de cerveja. Não vê esperanças na política e nos demais centros de poder. Não tem ideologias. Fã do John Coltrane, Lou Reed, Cartola e São Francisco de Assis. Apaixonado por música, literatura, cinema & gatos. Mora em qualquer lugar..
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