a biblioteca de babel

Todas as Palavras são Palavras de Amor

Mateus Machado

Teve Simioto na infância. Publicou livros de Poesia. É a favor do caos criativo. Detesta propagandas de cerveja. Não vê esperanças na política e nos demais centros de poder. Não tem ideologias. Fã do John Coltrane, Lou Reed, Cartola e São Francisco de Assis. Apaixonado por música, literatura, cinema & gatos. Mora em qualquer lugar.

Marxismo e Marxismo Cultural – Vários Nomes Para Uma Metástase

Por que chamamos de Marxismo Cultural aquilo que entra em conflito com os fundamentos do próprio Marxismo? A relevância ou a irrelevância de um paradoxo é em si um paradoxo?


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A conquista do poder cultural é prévia à do poder político, e isto se consegue mediante a ação concertada dos intelectuais chamados orgânicos infiltrados em todos os meios de comunicação, expressão e universitários” - Antonio Gramsci

Quem Sabe Um Paradoxo

Se considerarmos historicamente o Marxismo original, de base, sabemos que Marx não acreditava que as ideias eram fundamentais para a transformação da sociedade, ou seja, toda a transformação social viria por meio de uma transformação dos modos de produção, ocorrendo isso, todas as questões éticas, morais, políticas e religiosas se transformariam como conseqüência. Sendo assim o chamado Marxismo Cultural é tido pelo Marxismo original, ortodoxo, como um conceito dissociado das ideias de Marx.

A Escola de Frankfurt surgiu com sua Teoria Crítica da Sociedade e com o seu aprofundamento da autodestruição pós 1° guerra mundial, e principalmente pós 2° guerra, exemplo disso é a obra “Eros E Civilização” de Herbert Marcuse, um dos livros fundadores da contracultura e que foi patrocinado pela fundação Rockfeller. Lembrando de que Marcuse é o autor do famoso slogan, adotado por Madona nas décadas de 80/90, “Faça amor, não faça guerra”, estimulando a promiscuidade panssexual e o sexo polimórfico.

Diante disso temos as bases da civilização a mercê dos desejos instintuais, por isso o culto irrestrito à juventude e ao prazer e a Revolução Feminista, trazendo o caos em nome da “Libertação do Eros”, travestido de “paz” e “amor”. O próprio socialismo progressista, que alimenta os excessos, é um nível para se chegar ao caos social; exemplo disso é que a ideologia de gênero tem a sua raiz nas ideias de Herbert Marcuse, Erich Fromm, Wilhem Reich e outros.

Por outro lado a visão pessimista da Escola diz claramente que o mundo está em ruínas não por causa do indivíduo, mas por causa de um sistema que foi estruturado de forma errada, tal sistema é identificado como Cultura Ocidental e ela é responsável pela ruína do mundo e do homem. A possibilidade de um mundo novo e melhor viria com a derrocada desse sistema. E a proposta da Escola de Frankfurt é destruir a Cultura Ocidental dilapidando-a, corroendo-a em suas bases, os seus valores. Vale ressaltar que o intuito de destruir o Ocidente, cronologicamente está ligado, primeiro, aos grupos islâmicos, ainda que por outros meios e motivos.

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A Escola de Frankfurt em sua essência é niilista, ou ao menos tem em seu DNA o niilismo. Eles apontam o fim e como destruir o mundo ocidental, porém, não traz soluções, nem ao menos sabem aonde vai dar o resultado de toda essa destruição.

No caso de Antonio Gramsci, fundador do partido comunista italiano, ainda persiste a ideia utópica do socialismo como sistema para criar o mundo ideal, porém o espírito gramscista corrobora com a Escola de Frankfurt, mesmo que ele não tenha sido um pensador ligado a Escola.

Em resumo, os pensadores da Escola de Frankfurt, estavam envolvidos com questões até metafísicas, diferentemente dos marxistas tradicionais cuja ideia central era a luta de classes, no entanto esses pensadores viam a civilização em estado de ruínas e não acreditavam em uma saída a não ser continuar se aprofundando na própria ruína para ver até onde se poderia chegar. Essa crítica radical da existência vai contra a própria ideologia socialista por ser ela mesma uma distopia.

A visão desses pensadores estava distante do marxismo ortodoxo, no entanto, está muito próxima do jovem Marx e sua obra Oulanem, uma peça dramática em versos, em que ele revela seu desejo mais profundo de levar a humanidade ao abismo. Em O Manifesto do Partido Comunista ele anseia pela “derrubada violenta de toda ordem social existente”. Levando em conta o ateísmo atrelado à Escola, pregado por muitos dos seus defensores, e o satanismo de Marx, casa-se um propósito em comum. Encontramos o fio condutor que liga, em um mesmo espírito de destruição, Marx e a Escola de Frankfurt. Com um olhar mais atento, veremos que ao menos uma vertente da Escola estava associada com fraternidades ocultistas, satanistas.

Os Frankfurtianos prometiam a liberdade sem o livre arbítrio e acreditavam na igualdade com a ausência de justiça. Lembremos que a Linguagem tem muito peso nos regimes totalitaristas, daí a importância da propaganda estatal massiva. Creio que, baseado na história da Torre de Babel, o afastamento e a rebelião contra D’us e, por conseguinte, a separação do homem pelo próprio homem, tem a sua raiz em uma única linguagem que foi mutilada em prol de vários idiomas. Daí nasceu a impossibilidade de nos entendermos, isso porque a linguagem tornou-se, como já afirmou William Burroughs, um vírus. O que vivemos hoje em pleno século 21 é uma Guerra da Informação, uma guerra viral no campo tecnológico.

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E hoje podemos ver a Torre de Babel, idealizada por Ninrod, renascida e simbolizada no edifício do Parlamento Europeu. Assim a pauta globalista é apoiada pela nova roupagem do comunismo/socialismo, o progressismo. Uma vez que, para o marxismo, a Verdade é substituída pela Propaganda.

Socialismo e comunismo estão divididos politicamente. Se por um lado o comunismo traz o caos pela repressão, o papel do socialismo é trazer o caos através dos excessos da liberdade. O comunismo oferece a repressão maquiada como liberdade atrelada à segurança, no socialismo a repressão vem através do próprio excesso da liberdade; quando a liberdade torna-se a sua prisão.

Os pensadores do Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923, mais conhecido como Escola de Frankfurt, fugindo da Alemanha na ascensão de Hitler, enxergam nos EUA o campo ideal para a práxis de sua Engenharia Social, que alguns chamam de Contracultura ou Revolução Cultural e outros de Marxismo Cultural. Seja como for, as terminologias, as diferenças e conceitos paradoxais deixam de ser relevantes quando o corpo já está tomado pelo câncer.

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Mateus Machado

Teve Simioto na infância. Publicou livros de Poesia. É a favor do caos criativo. Detesta propagandas de cerveja. Não vê esperanças na política e nos demais centros de poder. Não tem ideologias. Fã do John Coltrane, Lou Reed, Cartola e São Francisco de Assis. Apaixonado por música, literatura, cinema & gatos. Mora em qualquer lugar..
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