a dama célebre

Do Éden ao leito, as minhas loucuras

Charlote Claire

Caloura de Biologia, 17 anos, Gemini. Cantora de chuveiro desde os 6 anos, poeta entre os intervalos das aulas, Drama Queen. Componho músicas para musicais imaginários e preciso consertar o meu violoncelo! Nasci no século errado, sou completamente das antigas, ''old school'', que seja! Ah, e para finalizar, serei sempre, eternamente, uma Dancing Queen.

A Origem da Música na Humanidade

A música faz parte da vida da maior parte da população mundial, seja apenas como fundo em bares e festas ou como forma de expressar os sentimentos mais internos. Contudo, a música que nós conhecemos hoje é uma derivação de um código inicial, um sistema que aparenta ser simples, porém ajuda a construir a complexidade cultural do ser humano.


c250266a51fc1023cfadbf2ff4377bc3.jpg Pintura egípcia retratando o uso de alguns instrumentos musicais

A música sempre esteve presente no universo, antes mesmo da chegada do homem no ambiente terrestre. Os sons da natureza, tais como o barulho das ondas do mar, a brisa serena, o canto dos pássaros, etc, representaram por muito tempo uma canção puramente natural, mas que ajudou na origem da música como marca cultural da sociedade moderna.

Os antigos hominídeos foram capazes de distinguir os sons da natureza para a sua sobrevivência no ambiente, e por instinto, descobriram o mais precioso dos instrumentos musicais: a voz. Naquele período, a voz ainda não era utilizada como uma combinação de notas para formar uma harmonia, era principalmente uma forma de comunicação por impulso, tal como a de outros animais.

Com a evolução do homem primitivo, vieram instrumentos para facilitar o dia-a-dia (utensílios, instrumentos de caça e pesca, etc) e posteriormente, houve a criação de equipamentos que faziam barulhos interessantes. Pouco a pouco, o homem criou a sensibilidade necessária para juntar batidas desalinhadas e o silêncio a fim de construir notas e a partir delas, harmônia.

flautas.jpg Exemplo de flautas primitivas

Nos destroços deixados pelas cidades da antiga Mesopotâmia, historiadores encontraram o que julgaram ser harpas de 3 a 20 cordas de origem assíria. Em símbolos cuneiformes, o povo de 800 a.C foi capaz de criar um acompanhamento de harpa para duas e três vozes.

O foco da linguagem musical nas civilizações primordiais era expresso para fins religiosos. No Egito, a música estava presente em cerimônias de cunho religioso, pessoas utilizavam ''discos'' e ''paus'', harpas, flautas diversas e a voz, havia até mesmo corais para homenagear os deuses durante os rituais sagrados. A escala egípcia era constituída de tons e semitons (diatônica).

Na Grécia, a música era utilizada como forma de adoração às belezas da natureza, à sua perfeição e forma. Foi na Antiguidade Clássica que a teoria musical surgiu. A sua representação se dava por quatro sons com as letras do alfabeto (tetracordes), os gregos também uniram a matemática para a criação de períodos e notas musicais. Além disso, os poemas tinham o acompanhamento de instrumentos musicais nacionais (lira e citara). liragrega.jpg Pintura grega retratando o uso da lira

Durante a Idade Média, mais precisamente no século XI, o movimento literário e poético chamado de ''Trovadorismo'' originou as cantigas, que inspiradas na Antiguidade Clássica, eram constituídas por poemas cantados com auxílio da voz e outro instrumento, como viola, lira, harpa, flauta, alaúde, etc. Essas cantigas, apresentadas em jograis, tinham como tema, o amor cortês por alguém intocável (cantiga de amor), a glorificação da natureza como uma personificação do sentimento real por uma outra pessoa(cantiga de amigo), críticas indiretas ou diretas e de cunho zombeteiro (cantigas de escárnio e maldizer).

cantigadeamor.jpg Imagem retratando o amor cortês

Ademais, o ápice da fé na Idade Média, proporcionou que a igreja tivesse uma grande influência sobre as produções musicais da época. Com isso, nasceu o famoso canto gregoriano que era cantado em latim e por isso, sua composição era pouco acessível às camadas populares, que eram formadas por uma maioria analfabeta e que preferiam falar em um dialeto informal (mais tarde, dará origem às línguas nacionais).

cantogregoriano.jpg Partitura de um canto gregoriano

A ascensão do Renascimento promoveu o surgimento de músicas universais, compostas na língua nacional (própria) do artista e não em latim, atingindo assim, a população em geral. A música Barroca, fazendo jus ao estilo literário, era mais rebuscada, mais dramática e complexa, com ela surgiu a ópera musical.

Posterior ao Barroco, veio a música clássica que é bastante reconhecida atualmente graças às composições de Beethoven e Mozart. Apesar de ser considerada elitista, foi devido à música clássica que surgiram os conceitos ''orquestra'', ''sinfonia'' e ''sonata''. Orquestra-Jazz.jpg Exemplo de orquestra

A fim de contrariar a fôrma que imperava no período, o Romantismo na música, tal como na literatura, idolatrava a liberdade na concepção musical e na sua estrutura. O conteúdo das composições românticas tinham como essência a expressão exacerbada de emoções e críticas. Foi com o Romantismo que surgiu a música nacionalista, folclórica.

Portanto, conclui-se que a música contemporânea fez, e faz, parte de uma seleção e adaptação. A música é recriada de geração em geração, influencia e é influenciada por diversas sociedades, assim como qualquer outro aspecto do ser humano, é complexa e mutável, evolui diariamente para refletir os anseios do homem e deixar a marca de uma história, de um tempo, de uma vida.

REFERÊNCIAS:

http://www.passeiweb.com/estudos/musica/pre_historia_antigas_civilizacoes http://www.infoescola.com/musica/historia-da-musica/ http://portugues.uol.com.br/literatura/trovadorismo.html


Charlote Claire

Caloura de Biologia, 17 anos, Gemini. Cantora de chuveiro desde os 6 anos, poeta entre os intervalos das aulas, Drama Queen. Componho músicas para musicais imaginários e preciso consertar o meu violoncelo! Nasci no século errado, sou completamente das antigas, ''old school'', que seja! Ah, e para finalizar, serei sempre, eternamente, uma Dancing Queen. .
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