a delicadeza do tempo

As horas são lentas. Passa mais um café.

Gabriela Richinitti

Gosto dos riscos daquilo que é de verdade. Escrevo cotidianamente para reter os dias, mas acabo reinventando tudo.

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Gabriela Richinitti

Exploradora das ruas. Atenta a personagens e ocorrências.

Feminista e vegetariana. Prefiro os riscos daquilo que é de verdade. Gosto de cinema, literatura, pessoas, bichos, natureza e viagens. Acredito na beleza das coisas inúteis e cotidianas. Meu mundo é a vontade de descobri-lo.

Lugares sem turismo, escondidos; manhãs e madrugadas, se precisar mesmo escolher. Sol, misturas, aventuras, estranhezas, invenções, exercícios, brincadeiras, paisagens, intervenções e culturas diferentes: fascinam.

Admiro as pessoas que inventam seus momentos e superam o óbvio.

Escrevo poesias (principalmente) e histórias porque preciso superar a realidade quando ela se inclina a essa infértil constância. Não entendo por que as pessoas gostam dessa infértil constância. Não entendo o porquê de buscarem com tanta sofreguidão essa infértil constância.

Ter ideias me faz feliz mesmo quando não sei bem qual o valor ou qual a utilidade.

Furto diálogos alheios nos ônibus, nas filas, nas calçadas, nas salas de espera.

Avessa às palavras “idiota” e “ridículo”, culpo-as por tolherem muitos sorrisos e pensamentos. Não oportunizo contraditório ou ampla defesa às pessoas que se valem de suas inseguranças para limitar os outros.

Gosto que meus amigos sejam muito idiotas e ridículos. Também sou - não sempre.

As pessoas têm suas razões; por isso, de vez em quando, aceito que não possuam.

Tenho também meus sonhos.

Não gosto de edições plásticas ou lineares do mundo.

Moro em Porto Alegre. Estudo direito na UFRGS.

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