a hora e a vez

"Os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta". Ana Carolina

Marcos Martins

Estudante de Publicidade e Propaganda (Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium - UniSALESIANO) e funcionário público da cidade de Sud Mennucci-SP (Secretaria Municipal de Educação). Gosto de escrever sobre comunicação, tecnologia, artistas e literatura. Loucamente apaixonado por livros, música e culinária. Amo estar entre amigos e familiares!

Eu vou te jogar num pano de guardar confetes e o amor Chuva de Verão

Falar de amor não é coisa fácil, mesmo assim todos querem falar sobre o assunto. Todo escritor, em algum momento da vida, deparou-se com o desejo de expressar através das palavras sobre esse sentimento tão múltiplo e incerto. Todos querem inspiração para falar de amor, seja ele correspondido, não correspondido, virtual, casual, enfim; neste caso falaremos dos amores de carnaval, do amor fugaz, conhecido como "Chuva de Verão".


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Para isso usaremos como base o verso "Eu vou te jogar num pano de guardar confetes", da música Chão de Giz, de Zé Ramalho. O verso é claro e quer dizer: Eu vou te esquecer para sempre, guardar suas lembranças, tirá-las de mim. Assim como o carnaval, a chuva de verão é passageira, é limitada, ocorre geralmente numa única estação e depois... vai embora.

Assim é o amor "Chuva de Verão", termo metafórico que define o amor de carnaval como algo momentâneo, leve, efêmero, bem como a chuva de verão. Bom seria se todos os amores resistissem ao carnaval e não entrassem no tempo de seca, como o período pós-chuvas, quando chega o outono, tempo gris.

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Ah, é neste momento em que as lembranças são guardadas, até mesmo esquecidas. Na música do Zé, o tal pano de guardar retalhos nada mais é do que aqueles balaios de costureiras em que são colocados os retalhos de tecidos, que não serão usados mais. Assim é o amor de carnaval, quando a festa acaba, para quê continuar com a fantasia? É preciso tirar a máscara e voltar para a realidade. Bom seria se o amor permanece-se junto, mas e se... e se a realidade não permitir? Fica esquecido junto com o carnaval.

"Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval", já passou o momento, perdeu-se o encanto, foi-se o sexo, que também é considerado algo popular, assim como o carnaval. Rita Lee também diz que o sexo é imaginação, fantasia. Sexo é invasão: "Ó abre alas, deixa ele passar", é carnaval. E ainda completa dizendo: Sexo vem dos outros, e vai embora, amor vem de nós... e demora.

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E vai embora... "No mais, estou indo embora": não adianta ficar, a fuga é o melhor caminho, é solução. Deixe guardado, deixe o amor ficar com a chuva de verão, guardado entre panos.


Marcos Martins

Estudante de Publicidade e Propaganda (Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium - UniSALESIANO) e funcionário público da cidade de Sud Mennucci-SP (Secretaria Municipal de Educação). Gosto de escrever sobre comunicação, tecnologia, artistas e literatura. Loucamente apaixonado por livros, música e culinária. Amo estar entre amigos e familiares!.
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