a hora e a vez

"Os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta". Ana Carolina

Marcos Martins

Estudante de Publicidade e Propaganda (Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium - UniSALESIANO) e funcionário público da cidade de Sud Mennucci-SP (Secretaria Municipal de Educação). Gosto de escrever sobre comunicação, tecnologia, artistas e literatura. Loucamente apaixonado por livros, música e culinária. Amo estar entre amigos e familiares!

Os inúmeros estereótipos empregados aos cursos universitários

Os pseudo-revolucionários são, com certeza, os alunos de História ou Geografia, esses cursos que a nota de corte é sempre baixa e a concorrência no vestibular... mínima, qualquer uma passa. Usam camisetas com o ícone do Che-Guevara e normalmente são comunistas, contra o sistema capitalista (mesmo bebendo coca-cola escondidos ou usando cuecas da grife do estilista Calvin Klein), por isso não vão ao barbeador para aparar as gigantescas barbas.


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Vamos esclarecer desde o princípio: ser da área de humanas não é apenas vender água de coco na praia ("ou minha arte"), ou melhor, nunca foi, a não ser que você faça um curso para tornar-se um estrategista de marketing que planeja ações de comunicação eficientes que mudarão os rumos das vendas dos stands beira-mar. Na realidade está muito longe para ser isso, porém estereótipos expostos pela sociedade (sociedade de alunos universitários) ocasionam uma "rixa" sem fim, ou uma mentalidade estandardizada entre alunos de variados cursos. Parafraseando Shakespeare "Fazer ou não fazer? Eis a questão".

Segundo o dicionário online Michaelis: "estereótipo sm (estéreo + tipo) 2 Sociol Imagem mental padronizada, tida coletivamente por um grupo, refletindo uma opinião demasiadamente simplificada, atitude afetiva ou juízo incriterioso a respeito de uma situação, acontecimento, pessoa, raça, classe ou grupo social".

Esses dias, pelos corredores da faculdade, ouvi uma pessoa dizendo que homens que fazem curso de Arquitetura e Urbanismo não são "homens" o suficiente para fazer alguma habilitação em engenharia, que Arquitetura é coisa de "menininha". Pobre Niemeyer, morreu tão "insuficiente" e enganado.

E o que falam do curso de Publicidade e Propaganda então? Você faz faculdade para criar coisas que "meu sobrinho" sabe fazer perfeitamente? #SabeDeNadaInocente Vai muito além do que qualquer sobrinho sabe fazer no paint... Sem falar no reconhecimento de serem os maiores fãs da Madonna e da Britney.

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Os discentes de Filosofia, Sociologia e Antropologia são os eternos hippies que idolatram Bob Marley, veneram a mãe natureza e são ativistas assíduos da causa "PAZ e AMOR". Já os acadêmicos de ADM, Contabilidade e Economia são os que não vivem sem um tarja preta para apagar de vez (rivotril), seja dito de passagem, não é fácil o mundo dos negócios no campus, assistir algumas aulas (nem todas, porque algumas realmente não importam).

Os pseudo-revolucionários são, com certeza, os alunos de História ou Geografia, esses cursos que a nota de corte é sempre baixa e a concorrência no vestibular... mínima, qualquer um passa. Usam camisetas com o ícone do Che-Guevara e normalmente são comunistas, contra o sistema capitalista (mesmo bebendo coca-cola escondidos ou usando cuecas da grife do estilista Calvin Klein), por isso não vão ao barbeador para aparar as gigantescas barbas.

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Claro que os fashionistas são os alunos de Moda e Design, que antes de irem para a faculdade postam nas redes sociais uma foto com a legenda "Look of the day", com roupas diretamente vindas da Paris Fashion Week, de alta costura e, claro, peças exclusivas. Adoram praticar bullying, pois estar por cima é o que há. Os livros O Diabo Veste Prada, de Laura Weisberger, e Chic, da Glória Kalil, estão sempre na cabeceira ou escrivaninha de canto.

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Os gordinhos estão sempre nos cursos de Nutrição e Gastronomia e não faltam NUNCA nas aulas laboratoriais que têm comida. Sem falar que o branco engorda mais ainda, as fashionistas reparam sempre.

Os "ratos de academia" ou sarados estão nas aulas do curso de Educação Física, quando não estão na academia mesmo, ou até mesmo na cantina jogando truco com os universitários do curso de ADM, que como já foi dito: Não assistem a todas as aulas.

Por último os alunos de Odontologia, ou frustrados, que passaram três anos no cursinho para entrar na faculdade de Medicina, mas... porém... todavia... no entanto e entranto, não passam nos vestibulares e não possuem dinheiro suficientemente para comprar uma vaga.

Se continuarmos aqui a lista não vai para de crescer, por isso, deixe nos comentários outros estereótipos que andam sempre nos corredores das faculdades e as inúmeras rixas entre os cursos:


Marcos Martins

Estudante de Publicidade e Propaganda (Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium - UniSALESIANO) e funcionário público da cidade de Sud Mennucci-SP (Secretaria Municipal de Educação). Gosto de escrever sobre comunicação, tecnologia, artistas e literatura. Loucamente apaixonado por livros, música e culinária. Amo estar entre amigos e familiares!.
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