Karoline de Carvalho

Uma pessoa cada dia mais convicta de que precisa ser mestre, doutora e phd na busca por ser alguém melhor.

Saudade com gosto de vó

Crônica de uma neta para sua saudosa avó.


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Perdi minha avó em fevereiro de 2012. Ela partiu sentindo que era o momento do seu fim. Falou tudo o que era para ser feito quando não estivesse entre nós. Mas, a vovó Nuca, como era carinhosamente chamada esqueceu de dizer como afastar esta saudade que, muitas vezes, chega e me faz chorar com uma música. Sinto saudade do bolo de puba da minha avó. Às vezes compro e como pensando nela. Ela se chamava Bernarda Félix de Carvalho. Completou seus cinquenta anos de casamento antes da sua morte. Minha avó não publicou nenhum livro, mas ela está nos meus pensamentos através de frases marcantes e “tiradas” engraçadas. Vejo minha avó nos idosos que me tocam de alguma maneira. Outro dia conversando com o pai de uma amiga, precisei segurar o choro durante o telefonema. Por um momento senti minha avó através do seu acolhimento nas palavras. Nestes dias, eu tenho sentido muita falta do beijo com gosto de vó, que ela gostava de colocar nas cartas que me enviava. Minha avó não foi para escola porque se ocupou muito cedo com o trabalho. Ela aprendeu a ler sozinha e por toda a vida me incentivou demais para estudar. Descanse em paz vovó. Um beijo com gosto de neta.


Karoline de Carvalho

Uma pessoa cada dia mais convicta de que precisa ser mestre, doutora e phd na busca por ser alguém melhor..
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