Vanelli Doratioto

Vanelli Doratioto é escritora e autora desse e de outros textos que podem ser lidos em sua página no Facebook. Ela espera todos vocês por lá (www.facebook.com/vanellidoratioto)

A Energia do Amor

O amor é luz e sabe da vastidão que abrange. Tudo que toca exala uma aura mágica, cheia de dinamismo, otimismo e simpatia. Contudo existem milhares de sentimentos que como pequenos lobos se disfarçam de amor e carregam consigo uma placa luminosa indicando serem o que não são. Ser enganado por eles pode ser uma triste opção, principalmente quando teimamos em não ver o que está bem em frente aos nossos olhos.


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Quando buscar alguém para amar, busque aquele que te recebe de braços abertos no instante em que você se sentir desprotegido. E que você não precise marcar hora para isso. Que seja quando for, que seja como for.

Quando relembrar aquele que habita teus pensamentos analise como se sente junto dele. Você pode no corpo dele mergulhar? Vocês costumam ficar juntos sem pensar nas horas, nos amarrotados das roupas ou nos manuais de boas maneiras?

Aquele com quem você tem saído te brindaria com o mesmo sorriso se o seu cabelo não estivesse perfeitamente arrumado com a escova da vez, se suas roupas não lhe caíssem tão bem e se nos seus olhos existisse além do brilho uma lágrima escondida?

Depois de horas, nas quais contam apenas com a companhia um do outro, você costuma se sentir desperto ou terrivelmente indisposto?

Tempos velozes e vorazes quase sempre exigem que estejamos atentos, rígidos e à postos. Mas o amor não se encaixa nessa roleta louca e desenfreada. O amor é lânguido e terno, o amor é curva e conforto, o amor é fluidez e ponderação.

Antes de abrir a porta para receber um novo affair, feche os olhos e enxergue seu íntimo. Como está seu coração? Ele pulsa acelerado na certeza de uma ternura recíproca ou na incerteza de um novo encontro?

Você não é um soldado e o amor não é uma guerra com milhares de feridos e sangue de corações destroçados por todos os lados. O amor é um imenso jardim perfumado em uma manhã de outono ensolarada.

Quando os seus olhos tocam os do outro, como você está por dentro? Está calmo e animado ou aflito e inseguro?

Lembre-se, esse outro não é o general dos seus anseios e você não precisa estar pronto para bater continência a qualquer momento aflito pelo medo de perder o posto.

Amar não é prova, não é uma nota calculada pelo número de acertos e erros.

O amor é reciprocidade. É confiar, é restar, é deixar todos os sentidos entorpecidos por uma deliciosa calma e serenidade. O amor nos envolve como garoa fina em dia chuvoso. Nos toca de leve e aos poucos preenche todo nosso ser.

O amor não cobra pelos excessos, pois é infindável em sua essência. Ele é grama verde, macia, cheia de pequenas flores que moldam nossos anseios.

Quando se ama em recíproca pode-se fechar os olhos, pode-se calar as palavras e ficar junto sem se preocupar que o sono vire desleixo e o silêncio rancor.

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O amor é entender pelo olhar, é compreender as falhas e exaltar as conquistas de forma a dizer “você é bom e pode mais”.

Existe um milhão de sentimentos disfarçados de amor. Milhares de pequenos lobos com placas luminosas dizendo serem aquele que farão nossos dias mais iluminados.

E quando estamos vendados pela gana de encontrar nossa metade, pela ansiedade de encaixar alguém em nossa vida custe o que custar, fica difícil distinguir o que é amor e o que não é. E nessa loucura de permanecer com o que não é, damos muito mais do que podemos, abdicamos de nós mesmos e de tanto ajoelhar esfolamos feio os joelhos.

O amor não se justifica. Aquele que finge ser, sim. Para o falso amor existem inúmeras razões para não amar. Ou porque você se deu demais ou de menos. Ou pela falta de tempo ou pelo excesso dele. Ele sempre encontrará uma razão esdrúxula para não amar, e você quase sempre será apontado como o responsável por ela.

Amar é compromisso, é vínculo, é partilhar e compartilhar. Há por ai muitas pequenas crianças disfarçadas de adultos que querem um outro, contudo se juntam na certeza de que não dividirão seus brinquedos. A brincadeira repleta de ternura, de sonhos e anseios fica então para uma outra hora, guardada em alguma gaveta empoeirada.

O amor não vem com um manual de instruções (felizmente), mas é muito bem acompanhado pelo que é autêntico. Não adianta buscar no GOOGLE táticas de conquista infalíveis. Não somos robôs.

O amor é energia. Ilumina tudo como uma lâmpada de milhares de watts acesa dia e noite.

Amar e ser amado de verdade é uma fonte inesgotável de energia. Ao lado do amor verdadeiro, um sorvete numa tarde quente, assistir a um bom filme, uma noite de amor recíproco certamente te farão despertar na manhã seguinte querendo mais e mais vida.

O amor descongestiona todos nossos poros, clareia nosso sorriso, dá firmeza para nossa voz e brilho aos cabelos. O amor rejuvenesce a pele muito mais que qualquer produto caro de beleza, mas isso as propagandas não contam.

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O amor é elixir mágico, é o que há de mais sublime em nós. O amor não nos esgota, não nos desestimula.

Quando trilhamos o volúvel caminho do autoengano, fingindo estar junto sem realmente estar, o dia-a-dia rouba, em suas profundas reentrâncias, nossa escassa energia e como um coelhinho bem diferente do da propaganda de pilhas, ficamos a cada passo mais e mais lentos. Pensamos então em tomar um multivitamínico, mas antes que isso aconteça, um e-mail, um telefonema ou uma mensagem via celular nos surpreende com um “Hello Baby, tudo acabou, isso nunca foi amor”.

Observe bem, apure a visão, diminua a velocidade e se preciso vá ao oftalmologista e coloque óculos. Muitas vezes nos deixamos enganar gratuitamente e depois sofremos e choramos nossas pitangas aos quatro ventos. O óbvio estava lá e não quisemos enxergar. Estávamos mal, mas fingíamos a felicidade acenando ao mundo com um estático sorriso amarelo no rosto.

Aos que sublimaram sem se despedir e se perderam nos lapsos desses tempos modernos. Aos que fingiram ser uma luz duradoura, mas mostraram-se lampejo. Aos que não foram abrigo em dias de chuva. Aos que apertaram os passos quando nossos pés doíam. Aos que rasgaram nossos sonhos e jogaram no chão a confiança depositada, uma certeza nos embala na observação detalhada do que somos: não era pra ser.

O simulacro não torna fértil uma terra sedenta de vida. O que engrandece, o que estimula, o que soma e apetece, o que traz energia e ilumina tem um nome: amor.

Leiam meu outro texto sobre a importância de se descobrir e de se amar: Quem é Você?

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Vanelli Doratioto

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