Alexandre Veloso

Amante da arte. Praticante da inquietação constante, que tudo muda de lugar o tempo todo. Produtor cultural, especialista em marketing e propaganda.

Era uma vez um menino, ele correu até a esquina e viveu feliz para sempre

O menino que uma vez correu até a esquina, já era feliz. Enquanto menino ou enquanto corria.


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Recebi esse título numa comunicação via e-mail de um mais novo amigo. Mais um amigo artista, que é um prazer tê-los. A frase veio como o assunto da correspondência. Na verdade era resposta do que eu tinha enviado, pedindo pressa, urgência, na verdade usei a palavra correr. Foi uma surpresa. Uma boa surpresa, perceber também nossas diferenças, aprender e tentar equalizá-las já que estamos atuando em dueto, eu detentor de um pragmatismo irritante e sistemático, o outro divaga nas ondas sonoras, no seu próprio ritmo, sendo ele músico.

A frase foi propícia, pertinente. O momento pedia a correria costumeira do nosso cotidiano, precisávamos correr naquele momento para quem saber ser feliz, com o resultado quiçá alcançado. Às vezes é preciso correr. Às vezes a correria faz parte da felicidade. Às vezes correr nos faz feliz.

O menino que uma vez correu até a esquina, já era feliz. Enquanto menino, enquanto corria. O para sempre, sempre acaba, não na esquina, esta é apenas um ponto, uma virada, que nada tem haver com a felicidade. Como já disseram, a vida não é pra ser resolvida, a vida é pra ser vivida. Assim o ritmo não importa. Não há chegada, nem pote de ouro no final do arco-íris. Mas sempre haverá uma esquina.


Alexandre Veloso

Amante da arte. Praticante da inquietação constante, que tudo muda de lugar o tempo todo. Produtor cultural, especialista em marketing e propaganda..
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