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Cinema e Literatura

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Alfredo Passos, Prof.Dr. (professor universitário, autor de livros, blogueiro, adora livros, cinema, música e andar a cavalo). Mais sobre autor em http://about.me/alfredopassos

A inteligência artificial e os bons empregos

A inteligência artificial já está bem no seu caminho para fazer "bons empregos" obsoletos: muitos estagiários, jornalistas, trabalhadores de escritório, e até mesmo programadores de computadores estão prestes a serem substituídos por robôs e softwares inteligentes.


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Você sabe o que é um UAV ou drone? Por definição, um UAV é um Veículo Aéreo não Tripulado. Mas parece que o que está no ar não incomoda tanto quanto o que estiver na terra. E se estivermos falando de um automóvel, não tripulado, ou seja, um carro autônomo, como já vem sendo testado há algum tempo – e não é por uma montadora, e sim pelo Google, isso mesmo, a empresa do buscador da web. E Big Data, ou a moça que fala com você no seu smartphone? Sim, a Siri.

Parecem assuntos diferentes, mas não são. Tudo faz parte do avanço da IA, ou Inteligência Artificial. E todos esses dispositivos e programas que facilitam a vida de todos, também estão deixando muitos “bons empregos” obsoletos, como descreve o fundador de uma empresa de desenvolvimento de software, com sede no Vale do Silício, e autor do livro “Rise of the Robots: Technology and the Threat of a Jobless Future”, Martin Ford.

Quais são os empregos do futuro? Quantos haverá? E quem vai tê-los? Quando as máquinas substituíram seres humanos em fábricas têxteis na Primeira Revolução Industrial, seguida pela Segunda Revolução Industrial, quando Henry Ford dominou a ciência da linha de montagem móvel e a produção em massa, havia temores de que máquinas colocariam os seres humanos fora do trabalho permanentemente. Em vez de se tornarem redundantes, os seres humanos apenas se adaptaram e criaram novos postos de trabalho. No entanto, desta vez, a tecnologia poderá mudar significativamente a forma como certos trabalhos são percebidos.

Seu próximo concorrente poderá ser um robô

A inteligência artificial já está bem no seu caminho para fazer "bons empregos" obsoletos: muitos estagiários, jornalistas, trabalhadores de escritório, e até mesmo programadores de computadores estão prestes a serem substituídos por robôs e softwares inteligentes. Como o progresso continua, empregos de colarinho azul e branco vão evaporar, tanto apertando a classe trabalhadora quanto a classe média, deixando as famílias cada vez mais longe umas das outras.

A escalada dos robôs na atualidade

De 25 a 31 de julho de 2015, foi realizada na Argentina, em Buenos Aires, a Conferência Internacional Conjunta de Inteligência Artificial, onde mais de 1.200 pesquisadores que trabalham para "conseguir que os computadores pensem e aprendam", como descreveu o pioneiro americano John McCarthy.

Nesta conferência, mais de mil especialistas, cientistas e pesquisadores escreveram uma carta alertando sobre o perigo de armas autônomas, munidas de inteligência artificial - os chamados "robôs matadores."

Os "robôs matadores" têm sido alvo de debate e foram tema de comitês na Organização das Nações Unidas, que considera proibir certos tipos de armas autônomas.

Outros nomes na carta, publicada pelo Future of Life Institute (FLI), incluem o professor do MIT, Noam Chomsky, o chefe de inteligência artifical do Google, Demis Hassabis e o filósofo e cientista cognitivo, Daniel Dennett. Outro signatário da carta, como Eric Horvitz, chefe de pesquisa da Microsoft, deixou claro que defende o uso de inteligência artificial em outros campos de pesquisa.

Entre os signatários também estão o cientista Stephen Hawking, o empreendedor Elon Musk e o cofundador da Apple Steve Wozniak. O documento foi apresentado na terça-feira (28/7/2015).

Por isso, Martin Ford, diferente de outros autores de livros de tecnologia, não fica fascinado pelas maravilhas e facilidades e conveniências que estes aplicativos podem trazer e faz um chamado bem forte para a sociedade:

“Estamos em um ponto de inflexão. Melhor apostar em um futuro miserável, ou vamos começar a discutir o que devemos fazer para garantir a todos nós, e não apenas a poucos, se beneficiar do impressionante poder da inteligência artificial? A hora de escolher é agora!”


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