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Cinema e Literatura

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Alfredo Passos, Prof.Dr. (professor universitário, autor de livros, blogueiro, adora livros, cinema, música e andar a cavalo). Mais sobre autor em http://about.me/alfredopassos

Leonard Cohen: Por que agora?

Na The New Yorker, há pouco menos de um mês, o Prêmio Nobel de Literatura 2016, Bob Dylan, escreveu sobre Cohen “seu talento ou sua genialidade é a conexão dele com uma música de outra dimensão”.


1478900662889.jpg O cantor e compositor Leonard Cohen, Foto: Diego Tuson|AFP

Enquanto alguns ainda estavam tentando ouvir seu mais recente lançamento, You Want It Darker, o músico canadense Leonard Cohen já estava enterrado em Montreal, no Canadá.

Cohen morreu aos 82 anos mas havia prometido viver até os 120 anos, “adorável mentiroso”! Foram 14 discos e 15 livros falando em dor e solidão.

Se você não conhece direito, esse filho de pais judeus que encontrou em Quebec a consagração como músico e integra o Hall da Fama do Rock and Roll, já vai se lembrar de uma de suas músicas mais tocadas nos últimos tempos: Hallelujaj.

Foi no seu trabalho “Various Positions", 1984, que a música apareceu. Mas, realmente quem fez esta música renascer, foi John Cale, em um show tributo a Cohen durante os anos 1990, ao cantar, “Hallelujaj”. O incrível desta versão é que foi parar na trilha de Shrek durante os anos 2000.

A força da música, no entanto veio na versão de Jeff Buckley, jovem músico que veio a falecer muito cedo, aos 30 anos, com um disco lançado, Grace, em 1994. Na era pré-internet, o universo alternativo, adotou esta versão do músico atormentado de voz sofrida, como a definitiva.

A partir daí séries de televisão, premiações, competições de realities shows musicais na tv, não pararam mais de cantar essa música. E Cohen disse em 2009 ao Guardian “é uma boa música, mas acho que ela está tocando demais”.

Quem acompanha sua carreira, diz que esta não é sua melhor música. Prefere Avalanche que abre Songs of Love and Hate ou Famous Blue Raincoat.

Em termos de discos, os três primeiros, Songs of Leonard Cohen (1967), Songs from a Room (1969) e Songs of Love and Hate (1971), são definitivos para mostrar seu trabalho.

Quanto a livros, apenas “Brincadeira Favorita”, único dos 15 livros, traduzido para a língua portuguesa, lançado pela Cosac Naify em 2011.

Por isso, a atriz Ruby Rose tenha dito a melhor frase para sua perda “então perdemos Prince, Bowie, Leonard Cohen e elegemos Trump...Só estou dizendo que 2016 tem sido uma grande decepção...” Fontes: Pedro Antunes, Guilherme Sobota, Estadão, Caderno 2, C6, 12/11/2016


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