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Cinema e Literatura

Alfredo Passos

Alfredo Passos, professor universitário, autor de livros, blogueiro, adora livros, cinema, música e andar a cavalo. Mais sobre autor em http://about.me/alfredopassos

O Irlandês: Robert De Niro e Al Pacino 50 anos depois

Trata-se de uma saga épica do crime organizado na América do pós-guerra, contada pelos olhos do veterano Frank Sheeran, da Segunda Guerra Mundial, um vigarista e assassino que trabalhou ao lado de algumas das figuras mais notórias do século XX.


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Em meados de 1969, Al Pacino andava pela rua 14 em direção ao cruzamento da Avenida B, no East Village em New York, quando encontrou Robert De Niro. Naquela época, Pacino três anos mais velho, já era uma estrela no teatro nova-iorquino. De Niro só havia atuado em filmes de baixo orçamento, mas lembra desse encontro. Pacino, nem tanto, mas em recente entrevista para o lançamento do filme “O Irlandês”, disse “pensei que ele iria longe. Tinha carisma. Era óbvio”.

Essa é apenas uma das histórias de Al Pacino, 79 anos, com Robert De Niro, 76 anos, cinquenta anos depois na primeira exibição desse novo filme, no Festival de Londres.

Até “O Irlandês” com exibição no Brasil em apenas 15 cidades por exigências da Netflix, os dois estiveram juntos em “O Poderoso Chefão – Parte II, Fogo contra Fogo, As Duas Faces da Lei”.

Sobre o novo filme, Pacino afirma que “foi um trabalho feliz” uma vez que “nos conhecemos há muito tempo. Não nos vemos com frequência, mas nos sentimos próximos. Chegamos à fama quase ao mesmo tempo, vivemos experiências semelhantes. E obviamente recebemos ofertas similares no cinema”, segundo Gregorio Belinchón Yagüe do El País.

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Robert De Niro, Al Pacino e Martin Scorsese em evento do filme "The Irishman (2019)". Photo by Mike Marsland/Mike Marsland/WireImage - © 2019 Mike Marsland - Image courtesy gettyimages.com

Sobre o filme

Frank "O Irlandês" Sheeran é um homem com muito em que pensar. O ex-funcionário do sindicato e assassino, aprendeu a matar servindo na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Ele agora olha para trás em sua vida e os sucessos que definiram sua carreira de mafioso, mantendo conexões com a família criminosa Bufalino. Em particular, o papel que ele afirma ter desempenhado no desaparecimento de seu amigo de vida, Jimmy Hoffa, que desapareceu misteriosamente no final de julho de 1975, aos 62 anos.

O filme é adaptado por Steven Zaillian a partir de um livro de Charles Brandt, em parte baseado em conversas com o verdadeiro Frank Sheeran, morto em 2003, e intitulado "I Heard You Paint Houses".

Trata-se de uma saga épica do crime organizado na América do pós-guerra, contada pelos olhos do veterano Frank Sheeran, da Segunda Guerra Mundial, um vigarista e assassino que trabalhou ao lado de algumas das figuras mais notórias do século XX.

Ao longo de décadas, o filme narra um dos maiores mistérios não resolvidos da história americana, o desaparecimento do lendário chefe sindical Jimmy Hoffa, e oferece uma viagem monumental pelos corredores ocultos do crime organizado: seu funcionamento interno, rivalidades e conexões com a política dominante.

Mas, Frank Sheeran matou o Hoffa em 1975 por ordem do Bufalino? O filme, como a biografia de Sheeran de Charles Brandt, I Heard You Paint Houses, diz que sim. Alguns dos incidentes foram desacreditados; os restos mortais de Hoffa nunca foram encontrados.

O irlandês é um Scorsese no auge de seus poderes dirigindo gigantes. É imperdível.


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