Juliana Santin

Humana, demasiado humana, apreciadora da companhia de crianças, adolescentes e velhinhos que retomaram o gosto pela vida, em busca constante por pessoas que mantêm o brilho nos olhos

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    A sociedade é uma estranha senhora que hoje sorri e amanhã te devora

    Fica claro que há a necessidade de haver tristezas e vazios, porque é disso que essa velha senhora se alimenta, afinal. Pessoas felizes e contentes consigo mesmas não comem demais, não bebem demais, não postam demais nas redes sociais, não compram demais. Assim, conclui-se que a sociedade sempre vai te devorar, seja você quem for.

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    Onde foi parar a tal da empatia?

    Onde foi parar essa tal de empatia, ou seja, nossa capacidade de nos colocar no lugar do outro? Se um homem como um morador de rua, cujos olhos gritam tão alto, já temos dificuldade em enxergar, imagine aqueles que são mais semelhantes a nós. Tenho a impressão de que temos uma dificuldade cada vez maior de simplesmente enxergar a pessoa que está à nossa frente e de tentar entender o que essa pessoa está passando, sentindo.

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    Sobre como me transformei em pipoca

    "Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. (...) A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! – e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado" (Rubem Alves).

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    A certeza da mortalidade no muro de Sartre

    Somos mortais e podemos morrer a qualquer momento. O meu golpe veio no dia 27 de abril de 2012, quando um coágulo grande resolveu instalar-se na minha virilha. Eu poderia ter morrido? Como assim, morrer? Eu não podia morrer assim, sem mais nem menos. Podia. Todos podemos. Puf! Tchau, querida. Senti naquele momento a certeza da finitude me golpeando. E foi no livro O Muro, de Sartre, que encontrei uma reflexão muito parecida com a que fiz na ocasião. "Algumas horas ou alguns anos de espera dão na mesma, quando se perdeu a ilusão de ser eterno".

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    Por uma vida cada vez mais inútil

    O que seria uma coisa útil? Sem pensar muito, diríamos que útil é tudo aquilo que serve para alguma coisa. Em outras palavras, úteis são aquelas coisas que têm seu valor fora delas. E a felicidade, serve para que? Resposta dada pelo professor Clóvis de Barros Filho citando Aristóteles: para nada. A felicidade é completamente inútil. Os momentos felizes são aqueles que valem por si mesmos, que têm valor em si mesmos, que não servem para absolutamente nada além de nos alegrar.

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    Somos todos grandes fingidores mascarados

    “Escolher a própria máscara é o primeiro gesto voluntário humano” (Clarice Lispector). A máscara é necessária, é a proteção, o escudo que usamos. Muitas vezes, ela é como uma roupa que nos protege do mundo, das coisas que nos agridem, das pessoas, de nós mesmos. A máscara nos encapsula em nossa extrema solidão, mas quando dois mascarados deixam-se ver nus, há conexão, a solidão é aplacada.

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    Onde não houver alegria, não se demore

    Onde não houver amor – ou ALEGRIA - , não se demore. Onde há tristeza, não se demore. Onde há frustração, dor, queda de potência, não se demore. Se não há como evitarmos as tristezas, as quedas de energia, há como escolhermos não nos demorar nelas, não gastar tempo com elas, não passar para frente, tentar nos livrar o mais rápido possível disso.

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    Afinal, é mesmo bom ter esperança?

    Costumamos pensar na esperança sempre como uma coisa boa. Mas, afinal, é mesmo bom ter esperança? “Mais vale uma verdadeira tristeza do que uma falsa alegria”, diz Sponville. A esperança - ou expectativa - é necessariamente sem gozo, na ignorância e na impotência. Por isso, precisamos nos tornar menos dependentes da esperança, conhecendo um pouco mais e crendo um pouco menos; agindo um pouco mais e esperando um pouco menos; e, acima de tudo, amando um pouco mais.

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    Nunca torça para o tempo passar mais rápido

    Vivemos constantemente com uma ilusão de eternidade, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Assim, constantemente nos pegamos torcendo para o tempo passar mais rápido sem perceber que para cada segundo que torcemos para acabar logo, estamos torcendo para a vida passar logo, pois é exatamente aí que está a vida, no tempo presente.

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    Preste atenção nas críticas: elas dizem mais sobre você do que sobre o outro

    Sempre que nos pegamos criticando alguém, irritados com comportamentos alheios que não nos dizem respeito ou nos pegamos incomodados com críticas feitas a nós, vale fazer a pergunta: por que isso me incomoda? No momento em que nos damos conta de que não podemos mudar ninguém além de nós mesmos, podemos usar as críticas – feitas a nós e feitas por nós – como oportunidades para fazer com que a nossa paz pertença cada vez mais a nós mesmos.

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    O cativeiro psicológico e o medo de ir mais longe

    Por que as pessoas obedecem determinadas regras se não tem, muitas vezes, nada nem ninguém que as faça obedecer de forma forçosa? Muitas vezes, agimos como gatos assustados que, mesmo tendo um mundo muito mais amplo e interessante à sua disposição, não têm coragem de sair daquele pequeno espaço delimitado que os deixa seguros, mesmo que esse seja muitas vezes ruim e insuficiente.

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    Redes sociais e (in)felicidade: porque há uma relação entre as duas coisas

    O ser humano possui dois “eus”: o EU EXPERIENCIAL, que é o eu que vive o instante, e o EU PROJETIVO, que é o eu que olha para o passado e para o futuro. Esses dois eus tornam-se felizes por razões diferentes. Enquanto o primeiro se alegra em saborear o momento presente, o segundo se alegra com objetivos e conquistas. Nossa sociedade é perita em garantir felicidade para o eu projetivo, mas não para o eu experiencial. No entanto, tem algo que alegra os dois eus: relações de boa qualidade. E onde entram as redes sociais, afinal? Estudos mostram que elas ativam o sistema de recompensa do cérebro gerando uma “felicidade instantânea”, mas não duradoura, que chega muitas vezes para criar momentos alegres e relações de qualidade duvidosa em fases da nossa vida em que não há equilíbrio entre esses dois eus.

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    Porque a maior transgressão é ser você mesmo

    O maior ato de transgressão que podemos fazer é ser a gente mesmo. O ato de nos libertarmos da corrente que nos prende aos padrões e referências nos torna insuportavelmente livres aos olhos daqueles que não entenderam ainda que essas correntes são imaginárias e que é possível andar na contramão e ser feliz.

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    Maturidade emocional e a capacidade de lidar com frustrações

    O que define uma pessoa madura? A maturidade emocional está relacionada à tolerância às frustrações. Tornamo-nos pessoas cada vez mais maduras e mais aptas ao crescimento e desenvolvimento quando aprendemos a ser competentes em lidar com as dores e frustrações, inevitáveis na vida de todos.

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    Você acha que a música tem o poder de mudar as pessoas?

    Sobre como a arte nos abre novos mundos, novas possibilidades, gera perguntas, amplia nossa alma e nos transforma. "Vivenciamos algo e, por intermédio dessa vivência, outro algo acontece em nossas vidas. É uma espécie de reação química". (Haruki Murakami)

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