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A vida é mesmo uma coisa efêmera

Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes.

A felicidade chegou, e agora?

Procuramos a felicidade, no entanto somos os primeiros a mandá-la embora quando ela chega, não aceitamos que somos bons o bastante para merecê-la.


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Estamos incessantemente procurando essa tal felicidade que às vezes está debaixo de nosso nariz e não percebemos. E quando ela chega até nós ficamos desesperados, não sabendo como lhe dar com ela. A verdade é que não estamos preparados para sermos de fato felizes.

Vivemos em relacionamentos intoxicantes, ridículos, vazios e que na maioria das vezes não nos acrescentam em nada, pelo contrário só nos diminuem. Sim estou sendo generalista mesmo. Comumente estamos tão acostumados a esse estilo de vida que não conseguimos reconhecer quando a felicidade verdadeira bate a nossa porta. Foi em nisso que a sociedade nos transformou, em seres descrentes desprovidos na maioria das vezes de amor próprio aceitando qualquer tipo de migalhas.

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Procuramos a felicidade, no entanto somos os primeiros a mandá-la embora quando ela chega, não aceitamos que somos bons o bastante para merecê-la. Estamos nos tornando céticos, e quando em algum momento estamos felizes, já estamos preparados para o pior, não aceitamos viver a plenitude da vida.

Sinceramente estamos acostumados tanto com uma felicidade dosada, e em pequenas porções, que quando nos encontramos em situações onde temos que escolher ser felizes, ou parcialmente felizes, escolhemos ser parcialmente felizes, pois a felicidade para alguns é uma descrença, não acreditam que ela de fato possa existir.

E agora ela bateu na minha porta, “Não tenho a melhor roupa”, “Não estou preparada”, “Ele é perfeito demais isso não é verdadeiro”, “Tenho medo do que as pessoas irão falar”, “Ele é novo demais pra mim”. Por quê? Pode acreditar evitamos a felicidade, encontramos forma de sabotá-la, mandar ela pra bem longe de nós, não conseguimos reconhecê-la, pois nossos olhos não estão acostumados a ver a beleza das coisas e sim a maldade por trás delas.

É de fato algo intrigante, por que da mesma forma que não reconhecemos a felicidade, procuramos desculpas para sermos felizes, ou seja, queremos arranjar maneiras para fingir que iremos ser felizes mesmo quando as circunstâncias aparentam o contrário. Quem nunca ouviu? “Ele é mulherengo, mas pode mudar”. “Ele não me assume, mas quem sabe um dia”. “Ele me bate, mas me faz feliz”. “Ele não me apresenta pra família, o importante é que estamos juntos”. Por quê? De fato isso prova o quão somos conformados com o pouco, e se não abrirmos nossa mente, nossos horizontes, e se permanecemos na inércia, não iremos desfrutar de relacionamentos produtivos e saudáveis, que nos dão paz, ao contrário daqueles que nos roubam a paz.

Deixe a felicidade entrar, não se permita permanecer naquilo que te proporciona somente algo parcial e momentâneo, abra seus olhos e reconheça aquilo que todos procuram, mas dificilmente encontram. Quebre essas regras imperativas que te colocam pra baixo, se permita ser feliz, mas feliz de verdade. E aprenda: Existe a diferença entre felicidade e infelicidade camuflada de felicidade.

Nota : É importante falar que não sou adepta a toda e qualquer espécie de felicidade que falam por aí, existem pessoas que querem ser felizes em detrimento da felicidade do outro, mais claramente falando optam por uma falsa sensação de bem estar. Estou aqui me referindo a felicidades genuínas verdadeiras, que não geram mal estar nos que estão ao nosso redor,não apoio essa regra de "Vamos ser feliz e que se dane o mundo". O que prego é uma felicidade sem filtro e máscaras.


Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes. .
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