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A vida é mesmo uma coisa efêmera

Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes.

O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE

A mulher sempre foi julgada como sexo frágil. Se analisarmos o contexto histórico, perceberemos como ela vem sendo tratada desde o princípio. No século passado, por exemplo, a mulher não tinha um papel social definido, não possuindo direito ao voto e nem ao trabalho remunerado. Dedicando-se, exclusivamente, à família.


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A mulher, desde o principio, foi um ser marginalizado pela sociedade. Por muitos anos, ela teve pouca participação, sendo fadada aos mandos do seu senhor. O marido era o chefe do lar, mandava e desmandava, sendo assim definido por ele o que era certo ou errado e, portanto, o que era bom para aquele grupo familiar. Tudo isso acontecia de forma natural, como um ciclo vicioso. A filha casava-se, e era mais uma vez subordinada, mas agora do seu marido, e assim, ela repassava o seus costumes para sua mais nova família. Inferioridade era sinônimo de mulher que, após tantas lutas, vem conseguindo seu espaço como cidadã que possui direito e deveres iguais.

Na contemporaneidade, a mulher assumiu o seu papel, não por completo, mas a cada dia ela vem ganhando o seu espaço na sociedade. Quem nunca ouviu falar no feminismo? Essa palavra surgiu desde as duas grandes guerras mundiais, quando a mulher decide lutar pelos seus direitos. Muita coisa precisa ser melhorada mas, em contrapartida, a mulher está se superando tornando-se mais bem vista e com credibilidade. Hoje o que podemos observar, são essas guerreiras dominando os mais altos cargos, inclusive de Presidência da República, dirigindo empresas, sendo médicas, dona de casa, engenheiras, contadoras, enfim, a mulher pode sim ocupar o cargo que ela bem entender, embora não esteja livre de preconceitos e estereótipos.

Captura-de-Tela-2013-01-22-às-17.07.07.jpg A mulher sai do anonimato e se encaixa na sociedade, como uma pessoa comum, a qual é dotada de direitos e deveres assim como o homem. Detentora da liberdade, inclusive aquela que permite a expressão, ela agora está desbravando e recuperando os seus anos a fio que foram lhes roubado.

Para aqueles que ainda possuem a crença de que a mulher continua aprisionada, não sabe nem um pouco do que ela sofreu no passado, e não conhece ainda o conceito de mulher contemporânea, aquela cujo marido não é o seu deus, mas sim o seu companheiro, aquela que sai para trabalhar assim como o marido e que, inclusive, divide as tarefas de cuidar dos filhos. Aquela que possui uma função, e é parceria na educação do lar, aquela que tem direito de escolha, que pode opinar em todo o planejamento familiar. É essa a mulher contemporânea que continua frágil, todavia, sua fragilidade não afeta sua potência, e a sua vontade de lutar e vencer

E assim, a mulher continua a sua batalha árdua, não para vencer os homens, mas para vencer a si mesma. Não para garantir um patamar mais alto do que os dos homens, mas para se tornar com direitos semelhantes aos deles e, portanto, constituir-se como um ser que merece reconhecimento, e que fuja do anonimato causado pelo reflexo de uma sociedade ultrapassada e altamente patriarcal. Hoje, com certeza, ela caminha a passos largos para uma integração com um mundo moderno de oportunidades iguais para todos os indivíduos, constituindo-se, assim, a mulher brilhante do século XXI.


Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes. .
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