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A vida é mesmo uma coisa efêmera

Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes.

O holocausto Brasileiro

Foram cerca de 60 mil vidas ceifadas, pessoas comparadas com lixo social, escórias, impuros desregrados, a margem da sociedade, portanto, era necessário segregá-los para manter a paz e a ordem social.


O holocausto, foi um dos episódios mais horripilantes ocorrido em terras Brasileiras, recebeu esse nome por possuir características bem semelhantes aos do grande holocausto ocorrido nos tempos do nazismo. Dentro do grande hospital, mais conhecido como "colônia" havia espaço somente para 200 pessoas, porém estavam internados cerca de 5.000 mil pessoas. O hospício de Barbacena nos demostra com nitidez como a loucura foi tratada, e como os ditos loucos tiveram um tratamento desumanizado. A segregação levava o individuo a construir uma subjetividade com base na dor e no sofrimento. Vamos aprisionar a loucura, vamos encarcerar os não dotados de razão, vamos tirar de cena aqueles que em nada acrescentam, eram seres humanos , porém eram tratados como animais irracionais.

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Quem eram os internatos

Foram cerca de 60 mil vidas ceifadas, pessoas comparadas com lixo social, escórias, impuros desregrados, a margem da sociedade, portanto, era necessário segregá-los para manter a paz e a ordem social. Jovens, crianças, doentes mentais, viciados, prostitutas, meninas que perderam a virgindade, eram levados ao grande hospital colônia nos vagões de um trem, mais conhecido como “trem de louco”, estima-se que cerca de 30% das pessoas que eram internadas não possuíam nenhuma especie de doença mental.

Tratamento de choque

Os internatos eram submetidos a tratamentos de choque, a relatos de que as descargas eram tão altas que derrubavam as a rede de energia do município. Alguns suportavam as descargas, porém outros morriam ali mesmo.

Venda de corpos

Nada ali se perdia as mortes eram diárias, ou morria de fome, ou de frio, ou de eletrochoques. Depois de mortos os internatos geravam lucros para o hospital, pois os corpos eram vendidos para as universidades de medicina. E quando os corpos não eram mais vendidos, eram decompostos em ácido no pátio do grande hospital, em meio a todos para que as ossadas pudessem ser vendidas e mais uma vez gerar lucros.

Ratos viram alimentos

A fome e a sede eram eminentes, muitos chegavam a morrer, porém para amenizar esse sofrimento, muitos se submetiam a situações deletérias. Ingerir água de esgoto, urina, e se alimentar de ratos e pombos, eram a fórmula que os internatos usaram para camuflar a fome.


Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes. .
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