amarse

A vida é mesmo uma coisa efêmera

Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes.

Somos feitos de saudades


A saudade é fonte de expiração, por causa dela, muitos escreveram coisas lindas e enriquecedora para nossa literatura, a saudade é tão arcaica quanto o amor. Machado de Assis, um brilhante escritor já dizia:

“Por que sinto falta de você? Por que esta saudade? Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro”.

A saudade é a ausência do que se foi, e a espera do que pode ser, é um desatino, que faz do ser que ama, uma pessoa nostálgica. Esse sentimento corrói, o coração, sem pena de maltratar.

Existem saudades de todas as cores, e formas: saudades de um amigo, irmão, pai e mãe, mas, o que falar de saudade de um amor, que não quis nada com seu coração? Há, essa sim é intolerante, apressada arriscada, e devastadora.

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Existe ainda uma outra forma de saudades, aquela em que eu com a minha subjetividade considero desesperadora, e até mesmo arriscada, tenho uma leve impressão de que não tenho maturidade para encará-la, a saudades na qual me refiro é a saudades dos casais apaixonados, mas, que por circunstâncias, a distância lhes afastam. Esses, vivem contando os minutos e espreitando o tempo, e esse torna-se então ou seu principal algoz.

Suas mãos não estão dadas, seus braços não se abraçam,no entanto, seus corações permanecem juntos pelos laços do amor, e isso faz com eles acreditem, e superem qualquer distância. As ligações podem ser mais longas, a caixa de entrada mais extensa, as palavras mais valorizadas, pois é através delas que eles conseguem expressar aquilo que não podem eventualmente mostrar com atitudes. Acho muito importante a presença, o carinho compartilhado a troca mútua, e considero isso primordial, mas, sinto que tenho uma certa admiração por estes amores construídos num contexto onde a distância não os tornam menos amados, ou impedem de ambos se amarem. Da distância dois resultados podem surgir: ou a fagulha do amor apaga, ou o ínfimo torna-se mais forte.


Ana Karoline

Estudante de psicologia , aos 21 anos tive a minha primeira publicação em jornal. Apaixonada pelo comportamento humano e fascinada por neurociência. Sonhadora, desbravadora e as vezes exagerada. Ridiculamente bem humorada, e amante da vida e de pessoas resilientes. .
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