amoral

Amor. Moral. Amoral.

Guilherme Freire

Canceriano. Ascendente Touro. Traduzindo: comida, preguiça e amor. Estudante de Jornalismo e poeta nas (raras) horas vagas. Um INFJ que acredita que o mundo ainda tem jeito se todo mundo der seu jeito.

Ensinaram-nos a definição errada de amor

Acredito que tudo que nos foi ensinado sobre o amor esteja errado. O amor não é sinônimo de dor, nem tampouco um modelo ou contrato.


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Crescer não é fácil. Amar também não. É o que dizem. E o que é o amor, afinal de contas? Todo mundo tem suas próprias definições, mas em uma coisa todos concordam: é compartilhar bons momentos com alguém que é especial. Todo o resto é acessório. Queremos a segurança de que esses momentos se repitam e aí criamos contratos, modelos e histórias. Mas não é o contrato, tampouco o modelo e nem a história. Ele é o momento, dentro do momento. O amor é quando você me olha nos olhos e congela o tempo. Quando ele passa, se torna saudade e quando a recordação é maior que a vontade de voltar novamente, o amor se torna lembrança. Quando o anseio é repeti-lo, transforma-se em expectativa e quando o medo de não repetir sufoca, o amor vira apego. E o apego é o começo do final do amor. Porque amor não vive no passado e nem é garantia, no futuro. Ele está ali, apenas no momento.

Sendo assim, não posso dizer que o amo se não estou te amando, pois não é amor o que eu sinto. É saudade de você. Tampouco posso afirmar que te amo quando sonho um futuro ao seu lado, pois expectativa não é amor. Não é amor a promessa (e a ação) de estar sempre junto a você. Isso é lealdade, quando ainda há afeto, e apego, quando o compromisso é maior que o amor. Medo da solidão, no segundo caso. A fidelidade não é amor, porque o amor não é sexo, apesar de sexo, às vezes, ser parte do ato do amor. E a fidelidade enquanto promessa é infrutífera. Lembre-se: o amor não é garantia. Sendo assim, o amor não pode ser sinônimo de dor, pois quando o amor acontece (e o amor só acontece no agora) ele não dá espaço para outra coisa a não ser ele mesmo!

Essa minha definição de amor é tenebrosa, eu sei, porque ela retira do sentimento toda a obrigação de perenidade. Todas as inseguranças e regras deixam de ser amor. Mas o amor é assim, efêmero, mas gratificante. Tudo que eu já disse sobre o amor tornou-se, então, mentira. Mas não se preocupe, tudo que nos ensinaram sobre amor estava errado. É triste ver que muitas pessoas ainda carregam a potencialidade de amar, mas são sufocadas pelos sentimentos que rodeiam o amor. O amor está além das definições e ele aceita tudo, menos que não seja recíproco. O orgulho não, o ciúme não, a insegurança não, o amor sim.

Eu não posso e nem devo prometer nada, mas já prometi demais. Não posso e nem devo esperar, mas já esperei. E não posso garantir que não serei afetado por tudo que cerca o amor. O mais certo é que eu seja. Peço paciência. Alguns esperam mais do amor do que outros. Mas quando estou nos seus braços, o tempo ainda congela. Vejo que ainda te amo. Nada mais importa.


Guilherme Freire

Canceriano. Ascendente Touro. Traduzindo: comida, preguiça e amor. Estudante de Jornalismo e poeta nas (raras) horas vagas. Um INFJ que acredita que o mundo ainda tem jeito se todo mundo der seu jeito. .
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