ana gabriela rebelo

Crônicas, cartas e bilhetes no papel de pão

Ana Gabriela Rebelo

Crônicas, cartas e bilhetes no papel de pão...
Ana Gabriela Rebelo
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    TECHNO- bichinhos: crushs-robôs, aplicativos e telas nas janelas

    Mozão e relacionamentos "sem rabos" são negócios que andam mesmo muito arriscados, e talvez isso venha de um desarranjo estrutural de incompatibilidades entre sangue e Wireless. Ainda podemos sonhar e baixar aplicativos, netflix, popcorn, pôr telas nas janelas e pedir pizzas_ Acho que a modernidade é isso: + leds – riscos.

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    A bicicleta ao lado_ ensaios sobre a leveza do mundo

    O espírito natalino carrega muitos espíritos. São espíritos solidários, beatos, espíritos de gula e de fome. O natal sem fome caminha junto ao “vou ficar bonita na sala”. Consumistas, médiuns, crianças, velhos, ambientalistas, ateus e renas compõem esse fenômeno de espíritos alterados. É no mínimo curioso, para não dizer bizarro, quando Noel, Jesus e a coca cola se fazem presentes em uma mesma embalagem de biscoitos. Não sou radical contra qualquer uma dessas definições bonitas sobre o natal, apenas preciso pensar, pois sinto estranheza e, de fato, não sei...

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    Gin com limão e gelo_ O homem que caiu na terra

    Sete bilhões de televisores no mundo, muitas roupas passadas, pessoas velhas e novas que não carregam de fato nenhuma diferença entre si, que não as rugas e os fios de cabelos brancos. O tempo é consumido como sequência de coitos, fetiches e natais.

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    Precisamos falar sobre Calvin, Mafalda e Snoopy também

    Nós adultos fingimos tudo! Fingimos que gostamos quando não gostamos. E também fingimos que não gostamos quando gostamos. Quando crianças, sentíamos o que sentíamos e pronto. E aí vamos crescendo e sendo educados a esconder o coração, não tirar melecas e participar de coisas chatas por mera formalidade. Nos tornamos adultos carregados de melecas velhas e quinquilharias no coração.

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    Mais de 100_ Carta manifesto_Por uma, por todas!

    Carta manifesto para que possamos circular e para que todas que sintam ressonância se sintam livres para se apropriar e assinar e ecoar.

    "O tempo não são 30,
    são mais de 100.
    Muito mais de 100 mulheres!" _ Por uma, por todas

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    Pau de sê o quê?

    Essa é a diferença básica atual entre um pau e uma pá. O pau está demasiado mandado, por isso prefiro a pá ou a pedra. _Pois, a ditadura do fazer está nas coisas?_ Pergunta o caro leitor. Não, não está. A ditadura aparece de forma delicada e invisível no fazer que fazemos com as coisas. A ditadura mansa acontece quando nos desapropriamos do movimento e fazemos da vida, coisa.

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    Nudes, cupcakes e o marido chinês

    O problema em recebermos fotos de pessoas nuas pelo celular não são os corpos nus das pessoas, sejam eles jovens, velhos (sim, os corpos envelhecem e não há nada de feio nisso), gordos, tatuados ou magros. O problema é nos fazermos disponíveis a todo e qualquer momento. É a chatice da esvaziada e repetida história, sobre “vazar alguém pelado”, sempre tomando espaço nas manchetes dos jornais. Outra pessoa pelada, mas que raios! Será que não cansamos de ver bundas?!