ana g.passos

Não sou de difícil de ler...

Goris Passos

Eu vi o mundo e ele começa na escrita...

UNIVERSO DAS INVERSÕES

Universo das inversões denota o quão a contradição é constante no nosso cotidiano...


hexentanzplatz-1501400_960_720_HAIDE.jpg Foto: Haide

Nos últimos tempos, o mundo anda meio “de cabeça para baixo”, e não se adaptar a essa realidade podemos ser considerados um tanto retrógrados. Ao nos referirmos de maneira pejorativa “de cabeça para baixo” nos remete à palavra inverso, que por sua definição, segundo colaboração dos dicionários quer dizer: invertido;contrário ou oposto ao sentido ou direção natural das coisas.

A contradição é tão hedionda, que ás vezes torna-se inacreditável. A verdade é que transpira, como se as pessoas perdessem totalmente o valor das coisas e das pessoas...

Temos como exemplo claro, a mania de eleger quem na verdade está estampado na cara que não vai cumprir o que nos prometeu, e ainda por cima, quando surgem as notícias negativas sobre tal candidatura, criticamos quem no fundo apoiamos o tempo inteiro, vendendo nosso voto, por propagandas enganosas e persuasivas, e que se possível na próxima eleição, elegemos novamente o mesmo candidato.

Também acontece infelizmente, com os professores, que hoje são vistos como inimigos pela sociedade, quando outrora eram referências importantíssimas para a educação no Brasil. Antigamente ser professor, era uma profissão desejada por todos, até porque existia uma valorização e respeito por tal profissional, e se analisarmos, sem essa base (educação), tudo vira um caos, o qual estamos nos deparando.

Ser um professor em dias atuais, em escolas públicas ou privadas, é correr o risco de receber agressões verbais e físicas na sala de aula, como também de receber remuneração em atraso e que não condiz com a profissão exercida, e sua competência torna-se vulnerável e limitada... Enfim, despreza-se constantemente a única chave para a esperança de um futuro melhor.

Outra situação que merece atenção é ter o péssimo hábito em não darmos ouvidos, a quem na verdade só quer nos proteger, ou seja, os conselhos dos nossos pais ou avós são vistos como palavras ao vento... Como se fossem banais, quando com suas vastas experiências, só querem nos alertar sobre esse mundo cruel que está à nossa frente, e nos acorrenta sem escrúpulos.

Nossa música, que nos últimos tempos têm se demonstrado de baixíssima qualidade. O fato, infelizmente é que agrada os ouvidos da maioria das pessoas. Os cantores bem conceituados como Caetano Veloso, com seus versos contagiantes, quando diz: “Linda, e sabe viver, você me faz feliz, esta canção é só para dizer e diz”... Valorizando a mulher, está perdendo espaço para certas músicas que ao contrário, violentam e banalizam, na frase: “Dói, um tapinha não dói, só um tapinha não dói”, e pasmem, faz muito sucesso, principalmente aos gostos das mulheres.

Preferimos mandar um email, ou uma mensagem pelo Whats app, do que conversar olho no olho e sentir o calor humano. Em tempos atrás, entregar um convite em mãos, era uma questão de honra e consideração, hoje em dia, faz-se isso virtualmente, perdendo toda essência de ver um sorriso das pessoas ao receber a convocação para comemorar momentos felizes...

A inversão de valores, só nos leva a perder os sentidos, sentimentos... Jamais poderemos sentir o olor de rosas recebidas por mensagens pelas redes sociais. Os abraços e o tocar das mãos tornaram-se ordinários...

Com tantas contradições, e em meio a esse universo das inversões, é importante refletir ao que acontece ao nosso redor, e passar a ter mais cuidado com os nossos filtros comandados pelo cérebro: ouvidos, olhos, bocas, narizes... Para saber realmente filtrar os valores, quando esses são extremamente valorizados. Cada situação, cada coisa em seu lugar e com seu devido valor.


Goris Passos

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