anárquica chancelaria

pelo prazer da dúvida, do desjuizo.

Bruno Albuquerque

escreve quase sempre à sombra. Autor de livros e músicas, é piloto marítimo, palestrante, e gosta de tudo o que cheira a liberalidades

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    A Música dos Astros - Signos

    Há poucos dias, depois de despretensiosa conversa com um amigo, criei por brincadeira uma postagem associando o signo de Áries a um trecho da música 'Meu Amigo Pedro'. As pessoas foram tão receptivas, e algumas das reações tão curiosas, que terminei dando sequência às postagens, correndo a ordem do zodíaco. E ora compartilho um pouco da ideia com vocês.

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    2016-2017 – VAMOS JUNTOS?

    Sejamos honestos: por mais que nosso coração altruísta e esperançoso tenha desejado um feliz e caloroso natal para todos, a vida demanda muitos outros esforços para 'que tudo se realize no ano que vai nascer'. Acostumados à nossa ineficiência, ao nosso descompromisso, aos níveis de corrupção que assistimos e praticamos a diário, mais das vezes pensamos que desejar ao outro um sincero feliz natal é o único que podemos fazer. Sem acreditar no poder de nossas ações, nos deixamos embarcar num jogo perigoso. De que necessitamos para trocar esse faz de conta, por um enfrentamento digno de nossos talentos em 2017? Como andam nossas perspectivas? Reafirmam nossos medos ou nos preparam para o combate? Negam nossos abismos ou trabalham para construir pontes que nos ajudem a começar uma jornada que valha a pena? Mais importante: o que poderá nos indicar – em termos práticos – um princípio forte o suficiente, para que construamos um ano 'novo' de fato?

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    MENTIRAS DE INDEPENDÊNCIA: histórico de GOLPES POLÍTICOS no Brasil [1]

    Eram as vésperas de um Dieciocho, como carinhosamente chamam os chilenos às celebrações que comemoram a separação do seu país da coroa espanhola, dada em 18 de setembro de 1810. Um amigo mapuche me enviou um artigo cujo título perguntava de que independência falavam, afinal, os chilenos. Meu coração de estrangeiro adotado experimentou, de uma só vez, uma torrente de sentimentos bem distintos.

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    DE QUE NECESSITAMOS PARA VIVER COM AUTONOMIA?

    Não é fácil fazer valer nossa individualidade, ainda mais quando a colocamos a serviço de objetivos comuns. Mas, honestamente, tampouco há nada mais gratificante que somar forças, talentos e ideais, na construção de um legado comum. Todos #porLatinoAmerica!

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    PRA LÁ DO PÃO-TV-E-CIRCO E TODO PARTIDARISMO

    Não somos caminho nem chegada
    Nem o trabalho nos define
    Menos ainda um sobrenome
    Nem as luzes ou o picadeiro
    Nem vícios ou virtudes
    Ou sim?

    Será um faz de conta
    Isso de ‘somos’?
    Um delírio ou precipício
    Um lago cruz ou ponta
    De infinito
    Quem sabe sonho ou castigo?
    Ícaro talvez
    Ou seu íntimo labirinto?

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    SERÁ ASSIM TÃO DIFÍCIL?

    Texto rápido, contaminado pela genialidade de PAUL WATZLAWICK, doutor em Comunicação, arauto do Construtivismo, autor de vários livros-convites a novas perspectivas e percepções.

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    JÁ ENCOMENDOU SUA MANDINGA DE AMOR?

    A ideia é mais antiga do que pensamos, e pese a ser coisa muito nossa, não é exclusividade brasileira ou latina. Usar de artifícios mágicos para 'trazer o amor de nossa vida' é coisa mais comum do que se admite, e algo moralmente justificável para muita gente. Você? Já encomendou sua mandinga de amor?

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    DE SOMBRAS E LIBERDADES

    Foi Simone de Beauvoir quem disse, 'Querer ser livre é também querer livres os outros'. Por que frases desse tipo ainda nos soam tão distantes? Para uns, não fazem qualquer sentido; para outros, soam a utopia, quando deveríamos tomá-las como sentença fundante para nossas relações. Como reverberam em você?

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    Quarenta e Nove Frestas

    O cheiro importa. O frasco de perfume não. Os olhos importam, a maquiagem não. O sabor da boca revolve todo o mundo, as palavras bonitas boiam. Importa deixar-se tocar pela vida e tocá-la. Despi-la e despir-se. Importa que nos perdoemos quando perdemos de foco o que importa. Importa que aumentemos quando encontramos o que importa. Importa seguir.

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    BANALIZEMOS O AMOR?

    Quantas vezes experimentamos de amores? Isso mesmo, substantivo minúsculo plural preposicionado, nada do Amor imperativo, maiúsculo, distante – sem fim – protegido pelo triste séquito de solidões, desamparos e loucuras. Já pensou de onde brotariam os instintos de guerra, se construíssemos um amor em cada esquina?

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    Vielas Democráticas

    Noutro dia, em meio aos ruídos das torcidas pró e contra impeachment para a presidente Dilma, uma amiga pegou carona numa sentença de Ruy Barbosa, para responder à parcela dos manifestantes que vê, na insatisfação com as políticas do governo, boa seara para reaquecer as mofadas cinzas intervencionistas, que tanto nos caracterizam. Mas até que ponto nossas defesas à democracia nos ajudam a formar democracia?