Dayane Okipney

Leonina com ascendente em peixes, formada em Artes visuais, especialista em Arteterapia Junguiana e estudante de pedagogia! Artista por vocação, educadora por paixão!
Atualmente trabalha como Oficineira no CAPS Álcool e Drogas.

HIMYM e O peso da nossa bagagem

Como Ted Mosby, você também tem medo de conhecer o peso da bagagem que os outros carregam? Ou será que é com o peso da sua própria bagagem que você não está sabendo lidar?


Há pouco tempo, tenho assistido a série How I met your mother . Muitos episódios fazem-me lembrar de situações que vivi e pessoas que conheci. Outros fazem refletir sobre questões minhas que surpreendentemente, constato que mudaram! Em um desses episódios fala-se sobre o medo que as pessoas têm de “descobrir a bagagem” que alguém com a qual se relacionam carrega.

Passei um longo período da minha vida rejeitando bagagens incomodas. Não conseguia lidar com erros, não queria relembrar momentos ruins, queria apagar partes dolorosas da minha história e achava que essa era a forma de me sentir “leve”: começando do 0, não aceitando o passado, enterrando minhas dores. O grande problema é que isso não apenas me afetava, mas pessoas que eu amava também. Ouvir sobre seus passados me machucava, eu não compreendia como hoje elas eram de uma maneira comigo, se antes foram de outra maneira com outros! Não “perdoava” o fato de terem cometido erros, sido enganados, amado, vivido e pior: de não terem se arrependido, mas aceitado e acolhido aquilo que viveram! Como conseguiam viver sem o eterno “ e se tivesse sido diferente” não lhes atormentasse? bagagem Parece loucura, não é? Mas juro que esse medo de carregar o peso da vida e das experiências, doía! Não dava pra conviver com tantas coisas que não deram certo, que magoaram, que fizeram mal, que deram em outro caminho que não o escolhido. Quanto mais eu queria seguir em frente, mais presa a essas questões eu ficava e mais para baixo eu ia! E o que aconteceu? Aconteceram MUITAS coisas! Passei a trabalhar com pessoas que vivem os seus fantasmas diariammente e meu papel é tentar ajuda-las em seu sofrimento. Passei á fazer novas tentativas, desagarrar do que não havia sido como eu queria, mas que eu não deixava ir embora! Passei a, novamente, me enfrentar em sessões de terapia, a tentar aceitar que algumas coisas são como são e foram como foram. Parei de querer ser o que eu não era, passei a aceitar quem eu sou! E aí vi que amo as pessoas que amo por quem elas são! E se são o que são, é porque viveram o que viveram!

Sim, eu demorei quase 30 anos para perceber que o que deixa a bagagem leve é saber carrega-la com carinho, aceitando-a como parte de sua própria composição. E se ainda for muito pesado, sempre haverá alguém para te ajudar a carregar, assim como você também pode servir de apoio a esse alguém.

Todos nós temos nossa bagagem, nossa história, nossas experiências boas e ruins, elas fazem parte de nós e não há como mudar! Mas há como rever! Como reavaliar e resignificar e fazendo dessa forma, haverá muito mais espaço interno em nossa bagagem para que coisas melhores a preencham! Originalmente em Mandala-Land!


Dayane Okipney

Leonina com ascendente em peixes, formada em Artes visuais, especialista em Arteterapia Junguiana e estudante de pedagogia! Artista por vocação, educadora por paixão! Atualmente trabalha como Oficineira no CAPS Álcool e Drogas..
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