Anatomia móvel de 3 cidades


2004080100__40403385_phoneparisbodyA BBC refere um estudo sobre a utilização de dispositivos móveis em locais públicos, nomeadamente em Londres, Madrid e Paris, evidenciando o facto das pessoas não conseguirem viver sem os seus telefones móveis. Em alguns casos, as pessoas que esquecem o telefone em casa, preferem voltar para o buscar, chegando atrasados ao trabalho, do que encarar todo um dia sem comunicações móveis. Uma das razões pela qual as pessoas estão tão dependentes deste dispositivo, é pelo facto deste servir de mediador das relações sociais actuais. A utilização de telemóveis tornou-se banal e genericamente aceite. Os sons dos toques, presentemente, integram totalmente o rol de ruídos característicos de uma cidade, tais como as buzinas, ruidos de motores, sirenes, etc.

Os utilizadores sentem-se mais desinibidos de falar no meio da rua, onde há menor possibilidade de serem ouvidos. No entanto, quanto menor for a idade do utilizador, menor é a preocupação relativamente a questões de privacidade ou ao facto de alguém estar a ouvir a conversa. Outro aspecto curioso, é o facto de em Madrid e Paris os utilizadores falarem livremente em qualquer local público. Londres, pelo contrário, é mais raro ver pessoas a falar em andamento, assistindo-se a outro fenómeno. A criação de bolhas. Um transeunte decide parar e telefonar, sendo seguido de vários outros que aproveitam para fazer o mesmo, seguindo o exemplo do primeiro. Assiste-se então a criação temporária de aglomerados de pessoas, todos a andar de um lado para o outro a falar febrilmente pelo telemóvel. Link.

Do mesmo autor do estudo: The Social Shaping of Fixed and Mobile Networks: A Historical Comparison


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