Na próxima segunda-feira vai haver ponte. Ou melhor: vai haver tolerância de ponto... Mas que magnífico eufemismo este! Esta salazarenta expressão caracteriza um daqueles dias em que o funcionalismo público não precisa de trabalhar - e não trabalha mesmo! As escolas, os infantários, as repartições, enfim tudo aquilo que é serviço público estará ENCERRADO!
E porquê? Suponho que deve ser porque não vale a pena começar a trabalhar se é para tornar a parar no dia seguinte... Brilhante... E então o que acontece aos que não são funcionários públicos? Esses têm que meter um dia de férias, não para fazer a ponte e ir "curtir", mas para ficarem com os filhos que não podem ir para a escola ou para o infantário!
É vergonhoso! É imoral! Quem quer "pontes" meta um dia das suas próprias férias! Eu não tolero mais isto...
1 comentário
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PL8
Eu não ia trabalhar mesmo nesse dia...
Agora, em tempos foi feito um cálculo que permitia averiguar quanto o Estado, com E maiúsculo, poupava numa tolerância de ponto.
Presumo que seja mais uma das medidas de contenção. O problema é se alguma das empresas, que andam a ajudar o dito Estado a tornar-se eficiente com procedimentos/qualidade, descobrem que não precisam de ter essa tranquitana toda a funcionar.
Quanto aos particulares, as escolas e infantários não receberam as mesmas ordens que os restantes organismos, no 3 ponto do Despacho Nº 20 381-A/2004 (2ª série), explica-se que:
"Salvarguarda-se ainda a situação dos estabelecimentos de ensino, a quem caberá, através dos respectivos conselhos directivos, a decisão da aplicação da tolerância de ponto prevista no n.o 1"
Organizem-se... formem associações de pais metam-se ao barulho. Os infantários privados não fecham (e os que fecham levam nas orelhas dos pais - o do meu filho é totalmente privado e não fecha).
Mas a seguir vêm os 25 dias úteis de férias dos funcionários, certo? Logo a seguir aos aumentos do ordenado base - em contraste com a percentagem retida de IRS, ADSE e CGA que aumenta.
Dêem-me o privado, com a qualidade de vida exigida acima para a minha famíla e abdico de todas estas "regalias".