A regra de quatro - Crítica


2004110901_207848Sinopse: Este thriller de grande suspense intelectual conta a história de quatro finalistas da Universidade de Princeton que descobrem alguns dos segredos que poderão ajudar a desvendar o Hypnerotomachia Poliphili, um texto do século XV escrito em várias línguas por um padre romano no ano de 1499. Os estudantes vão compreendendo a mensagem codificada em labirintos linguísticos e matemáticos que estão por detrás de dissertações sobre arte, zoologia, erotismo e fé, capazes de descodificar segredos de obras da época Renascentista.

Comparar este livro com o Código Da Vinci é um erro. No entanto, tal torna-se difícil quando o livro é vendido através da comparação directa com ele. Assumindo que o mal está feito, o mais difícil foi tentar esquecer o modelo literário que ficou com a leitura do Código Da Vinci, não que este último seja um modelo de referência para o que quer que seja, muito pelo contrário. Basicamente, são combinados elementos narrativos de forma a obter um sucesso garantido. O factor chave é o conhecimento especializado, a teologia, historia da arte e linguagem. Combinar estes com suspense, um toque exótico e um protagonista apelativo, obtemos uma pseudo história sexy, capaz de ascender a best-seller. Em contrapartida, achei a Regra de Quatro, tremendamente maçadora. Apesar do final ser interessante, as 200 páginas anteriores foram um preço demasiado alto.


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