Eça



Eça Queiros

"Nada se impõe aos homens como a afirmação de um sentimento justo."

(Eça de Queirós)

Português. Escritor. José Maria Eça de Queirós nasceu em 25/11/1845, Póvoa de Varzim, Portugal. Faleceu em 16/8/1900, Paris, França. Introdutor do realismo em Portugal. Com linguagem perfeita, os seus livros observam a classe dominante do seu tempo de uma maneira irrepreensível e com um humor que, muitas vezes, beira a irreverência. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, Eça de Queirós lutou, ao lado de Antero de Quental, na defesa do realismo em Portugal. Diplomata, morou em Cuba, Inglaterra e França, onde faleceu. Considerado um dos melhores ficcionistas da língua portuguesa, desde seu primeiro livro, impressionou pelo domínio estético do idioma e pelo vocabulário rico e bem humorado. Ao mesmo tempo um realista feroz, Eça satirizou o clero e a burguesia.

Perfeccionista, capaz de perseguir a palavra exacta à exaustão, ridicularizou-se a si mesmo em "O mandarim". Escrito em 1880, critica a escravidão monetária e de bens materiais, inclusive os livros. Também como consequência de sua permanente busca da perfeição, deixou inacabados ou inéditos vários trabalhos, entre eles, a primeira versão de "Os Maias", versão esta que foi publicada muito após sua morte com o título de "A tragédia da rua das flores" (1980). Criador das personagens que se tornaram referências da literatura - entre eles, o Conselheiro Acácio e Jacinto de Tormes -, Eça de Queirós marcou seu tempo e literatura na língua portuguesa como um dos mais perfeitos e profícuos escritores. Em sua vasta obra, iniciada com o realismo e o naturalismo, destacam-se - "O Crime do Padre Amaro" (1875), "O Primo Basílio" (1878), "Os Maias" (1888), "A ilustre casa de Ramires" (1900) e "A Cidade e as Serras" (1901).

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