A Arquitectura Expressionista
Ainda hoje é difícil desligar o Modernismo das primeiras décadas do século XX da imagem da arquitectura funcionalista. Como se isso não bastasse as duas realidades são frequentemente confundidas – um dos equívocos mais duradouros da Arquitectura Moderna! Mas, como já aqui referi, a arquitectura funcionalista foi simplesmente a mais bem sucedida, a vencedora de uma competição em que participaram as várias expressões arquitectónicas modernas e que foram literalmente silenciadas pelo Funcionalismo – muito injustamente, diga-se. Entre elas encontrava-se o Expressionismo.
É preciso lembrar que a corrente expressionista conheceu uma grande difusão no início do século passado nos países do Norte da Europa (Alemanha, Holanda, etc.). A pintura foi uma das áreas em que se lhe reconhece uma maior projecção mas a arquitectura não lhe ficou atrás. O Funcionalismo surgiu posteriormente e durante algum tempo os dois representaram mesmo os principais “estilos” arquitectónicos europeus. Curiosamente Álvaro Siza Vieira registou num projecto seu de 1989 intitulado “De Komma en de Punkt” (O ponto e a Vírgula) a coexistência entre estas duas correntes (não consegui encontrar imagens mas se alguém souber delas...).
Quem se lembra de nomes como Erich Mendelsohn, Max e Bruno Taut, Hans Scharoun, Hermann Muthesius, Hugo Haring, Hans Poelzig ou Michel de Klerk? Produziram obras bastante interessantes mas foram ofuscadas pelos jogos de volumes, pelos grandes envidraçados e pelas máquinas de habitar funcionalistas... E, já agora, lembro que alguns dos mais convictos funcionalistas como Gropius e Mies começaram a sua carreira como bons arquitectos expressionistas.
Deixo aqui algumas imagens que encontrei para ilustrar ou apenas relembrar esta arquitectura estranha, tida como a parente pobre do Modernismo...




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