Soltem os arquitectos!

Li no Expresso de Sábado passado (link não disponível) um artigo do arquitecto Graça Dias intitulado "Junto ao chão não dá nas vistas". O texto debruçava-se sobre o projecto de Siza Vieira para Alcântara onde se previa a construção de torres. Torres do Siza mas torres. Graça Dias afirma que o projecto se tratou de um acto cultural. De facto, se podemos considerar a Arquitectura (com A maiúsculo) cultura, então o projecto também é um acto cultural, é obvious...
São conhecidas as opiniões polémicas e provocações habituais do arquitecto Graça Dias bem como a abordagem demasiado superficial que, por vezes, faz dos temas e que esconde um certo vazio ideológico. As opiniões que veicula neste artigo são demasiado irresponsáveis (escolhi bem o termo) para quem, como ele, tem alguma voz nos media.
Não o incomodam as torres. A mim também não. Mas, afirma, "o que falta seria uma certa clareza quanto à capacidade de edificabilidade (?) dos diversos sítios das cidades, dos diversos terrenos vazios ou construídos das cidades. (...) Uma vez definido esse índice, qualquer promotor deveria ser livre de poder discutir com um arquitecto o tipo de intervenção que ficaria ali bem, (como diz?) naquele particular contexto."
A favor deste postulado adianta os seguintes argumentos, se percebi bem: não é "estatista", uma vez que não define uma cércea; mantém a especulação imoliária à distância; aguça o engenho do projectista.
Ufa! E agora digo eu: deste modo não ficarão todos os cidadãos - os utentes das cidades - à mercê dos caprichos (sublinho caprichos) dos arquitectos? Graça Dias até explica como poderá ser: "Alto ou baixo? Torre, bloco, quarteirão, banda ou edifício lâmina?" (este último não sei o que é mas é preciso ter cuidado...) Isto a mim parece-me construção selvagem só que desta vez os especuladores são... os arquitectos!
E a imagem da cidade não é para aqui chamada? E o Planeamento? O que nos diz a experiência e a História (History will teach us nothing!...) é que o "liberalismo urbano" conduz ao caos e à indiferenciação: tantos a querer fazer diferente resulta num conjunto indiferente. Pelo contrário, onde existem fortes restrições como, por exemplo, em zonas históricas (que palavrão!) o conjunto possui características únicas.
Dizia o governador Gracchus Garovirus a propósito dos médicos em Astérix entre os Helvécios: "eu conheço bem os médicos da guarnição... em conjunto causam mais mortes que uma legião armada até aos dentes!" Pois bem, com os arquitectos é a mesma coisa. Deus nos livre dos arquitectos à solta!!!
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12 comentários
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um pequeno concelho: leia menos banda desenhada e mais textos de arquitectura se quer dizer alguma coisa sobre o tema...
e uma pequena pergunta: sera que nova iorque sempre teve a imagem urbana que hoje conhecemos?...mmm.nao me parece.
nao insulte a nossa inteligencia dizendo que estamos a mercê dos caprichos dos arquitectos...ao que chama caprichos corresponde a uma ideia e a um acto artístico que o senhor não tem a capacidade de entender. e nem sequer conhece o background que o sustenta.
basta olhar para a imagem da maketa para perceber que existe uma relação clara com a ponte 25 de abril...uma relação de escala. mas voce sabe la o que isso é.
é por causa de pseudo pensadores de horizontes curtos como voce que este pais nao vai a lado nenhum...
aR em 10 de maio de 2007

Meu caro e cobardolas anónimo:
Aqui tanto se lê banda desenhada como textos de arquitectura. É pena que você não leia nem uma coisa nem outra senão saberia que esse "concelho" que você pretende dar sem lhe ter sido pedido nada se escreve com "s". Também não me parece que saiba como se escreve maqueta que é um anglicismo para o qual a nossa língua possui o termo "modelo".
Também não sabemos o que é o background - talvez um nariz grande dito com pronúncia do Porto... Ah! E seria pedir-lhe muito que para a próxima pusesse acentos - e não assentos - nos palavras? Isto se houver próxima, porque infelizmente de comentários e "concelhos" imbecis como o seu estamos nós fartos...
seven em 10 de maio de 2007

Oh por fabor não se sinta ofenddo cm o meu mal falar…nõa era esa a minha cincera intençãm…
Pronto. Eu vou fazer a vontade a V. Ex.ª e escrever este pequeno comentário com toda a pompa e circunstância que um blog como este merece, e com a devida burucracia…(ohh desculpe…eu pormeto…caramba prometo que é a ultima…última vez que insulto o nosso Português), burocracia (assim é que é) linguística para que não se sinta ofendido, até porque burocrata é o V. Ex.ª deve ser para, numa suposta conversa sobre arquitectura, não conseguir ir além de termos pseudo cultos sobre formas de escrita: background - talvez um nariz grande dito com pronúncia do Porto (faça-me o favor e não diga dessas barbaridades e deixe de ser mesquinho com esses regionalismos, porque só prova que os seus horizontes são mesmo muito curtos).
Se quiser continuar a falar sobre arquitectura terei todo o prazer prolongar esta conversa. Se não continue no seu quartinho a escrever…que certamente não passará disso.
Ah…outra coisa. Não quero saber desses anglicismos para nada. Maqueta é um termo corrente na disciplina onde me insiro. Mas fiquei estupefacto pela sua cultura…Anglicismo…Sim senhor. Muito bem.
Continue com as suas gramáticas de bolso. Mas faça-me, ou melhor faça-nos, um favor: deixa a arquitectura para aqueles que a vivem e que a amam.
Sinceros cumprimentos
aR em 14 de maio de 2007

Vejo que reincide na visita, no anonimato covarde e no comentário estéril e ofensivo.
Afinal não sei porque cá veio outra vez se acha que somos tão maus! Deixar o quê para quem? A arquitectura é para todos. Eu vivo nela e como seu utente tenho o direito de falar sobre ela, para mais num país em que o exercício da cidadania é tão parco. Os arquitectos queixam-se da falta de cultura arquitectónica mas detestam que o "público" fale das suas obras. Rejeitam as suas opiniões e escudam-se em chavões autistas como esses que você esgrime!
Além disso estou na minha casa (leia-se no "obvious") e nela digo o que me apetecer. Aqui não há censura senão comentários como os seus seriam pura e simplesmente rejeitados - mas não. Se não gosta não coma. Agora não se ponha a insultar a torto e a direito.
Se tem alguma coisa a criticar - e as críticas são bem vindas no "obvious" - ou quer discutir arquitectura então comece por se ater às ideias expressas no texto e rebata-as uma por uma. Mas pelos visto não o entendeu senão não tinha escrito o comentário prepotente e vazio que fez. Não consegue articular uma ideia que seja no seu limitado discurso e depois eu é que sou curto de vistas...
Não se canse a visitar-nos outra vez e muito menos a comentar se persistir nesse seu tom. Não vale a pena.
Anonimo em 14 de maio de 2007

bem, bela discussão....só queria deixar aqui a minha palavra a quem persiste em achar que um arquitecto é um luxo ou um mal necessário, seja lá a quem for que sirva o barrete.
então é assim, como é sabido em Portugal não chega a 15% o trabalho feito por arquitectos, seja ele planeamento, urbanismo ou simples moradia, e o rsultado disso é a paisagem urbana horrivel que temos no nosso pais, por outro lado vejamos qualquer pais nórdico em que os arquitectos são senhores do traço e comandam a qualidade de vida urbana que se vive. ou seja produzem 80% do trabalho, e no entanto como se sabe são paises muito mais desenvolvidos e a arquitectura ajuda.
portanto, eu nao vou falar de outra área porque nao é minha especialidade, custa-me ver quem escreva sobre arquitectura sem nada perceber. Os arquitectos geralmente, e digo geralmente porque há sempre excepções,nunca são de caprichos, e se recorrermos à história vemos que isso está mais que provado.
bem, era só isto, falem voces bem ou mal portugues, a verdade é esta, é um facto.
nuno costa em 7 de junho de 2008

Caro senhor “ninguém” (não posso nomear aqueles que não se identificam)
Acho de devia prestar mais atenação ao que lhe foi dito e largar a postura paternalista "de quem sabe mais que os outros". Lá porque já leu muitos livros de arquitectura e provavelmente trabalha no ramo isso não lhe dá o direito de se julgar superior aos outros. Os seus textos provam o contrário: você não se digna a argumentar, apenas lança para a mesa comentários arrogantes e filosofia de bolso.
Já que gosta de falar do que se passa lá fora eu vou-lhe ajudar com a visão de uma pessoa que de facto ESTÁ lá fora.
Os arquitectos aqui (norte da Europa) são imensamente mais competentes que os arquitectos portugueses (consequência parcial das universidades portuguesas que dão mais valor à execução dos modelos arquitectónicos dos estudantes do que ao processo de criação da obra). Os aquitectos aqui não são arrogantes e é possível dialogar com um profissional do ramo sem que este nos atire à cara frases paternalistas "de quem sabe mais" e näo se digna a explicar o seu conhecimento aos outros. Eu compreendo que este hábito seja muito praticado pelos nossos "especialistas" em arquitectura: é uma boa máscara para a incompetência e ignorância.
Para finalizar: os arquitectos aqui constroem para as pessoas, o povo, os habitantes, os inquilinos. Compreende?! Não constroem para os intelectuais da arquitectura. A ideia central da arquitectura no norte da Europa não é: satisfazer as pulsões idiossincrásicas dos arquitectos mas sim satisfazer as pessoas que habitarão dentro ou nas imediações das obras arquitectónicas.
Você fala de Nova Iorque. O que é que quer dizer com isso? Quererá você dizer que o conceito urbano de Nova Iorque deve ter sido como exemplo para qualquer outro local do mundo? Quererá você dizer que o urbanismo de Nova Iorque é um exemplo e seria benéfico para o povo Portuguiês, ou para a cidade de Lisboa?
Será muito difícil compreender (para uma pessoa tão entendida no assunto como o senhor) as differenças culturais, geográficas e demográficas entre estas duas cidades? Como é que se pode trazer para a mesa um argumento que diz: “Estão a ver como a cidade de Nova Iorque é bonita e as pessoas adoram lá viver? Lisboa beneficiaria igualmente com a imitação!”
Por favor...argumentos mais adultos de futuro...
"Relação clara de escala entre as torres e a ponte" você diz? Pois é exactamente por existirem relações claras de escala que este projecto levantou tanta polémica. Já se lembrou de olhar para a relação clara entre as torres e o ambiente urbano circundante? E entre a relação clara entre a escala dos edifícios e as suas sombras?
O senhor diz para se "deixar a arquitectura para aqueles que a vivem e a amam"...Eu digo-lhe o que se diz aqui no norte da Europa: "A arquitectura é para aqueles que nela vivem e secundariamente para aqueles que a amam." A arquitectura não é escultura. Esse conceito de arquitectura foi passageiro na Europa desenvolvida mas resiste abandonar Portugal. Nas universidades de Varsóvia, Oulu, Tampere, do meu conhecimento pessoal, o conceito de aquitectura que o senhor defende é dado em aulas de História da Arquitectura.
Agradeço ao gestor do site por trazer à luz alguma crítica ao arquitecto Siza Vieira. É raríssimo encontrar debates sobre os aspectos negativos deste arquitecto em portugês, no entanto, fora do país não é difícil ouvir críticas à sua competência como arquitecto (não à sua competência como escultor veja-se).
Gonçalo Rocha
Goncalo em 3 de abril de 2009

Caro amigo Gonçalo:
Saúdo a sua atitude salutar e sensata no que respeita a esta matéria onde tanta falta de sensatez tem faltado. De facto os artigos deste blog têm tentado desmontar um pouco alguns tabus da arquitectura mas tem colhido maioritariamente comentários desfavoráveis de donzelas ofendidas (arquitectos) e deslumbrada com a beleza dos seus desenhos. O seu comentário é, pois, uma raridade.
Seria bom ouvir aqui mas testemunhos como o seu e nesse sentido pergunto-lhe se não estaria disposto a dá-los, não na forma de comentário, mas sim na forma de um artigo.
Obrigado pelo seu contributo.
seven em 3 de abril de 2009

Como não estudante ou trabalhador na área mas grande apreciador de arquitectura, devo dizer que acho este projecto algo que apenas me dá vontade de rir. Quer dizer, como é possível, numa zona história e (ao meu conhecimento) protegida de construção 'inovadora', ser projectado algo tão fora de contexto que chega a ser aberrante na àrea em que se insere?
Também como grande apreciador da Cidade de New York (mais propriamente de Manhattan) devo lembrar que, se a história não me falha, por volta do final dos anos 60 e como consequência da demulição do Edifício Singer, foi aprovada uma lei que proibe a destruição de edifícios históricos da cidade.
Em Lisboa, por oposição, encoraja-se a destruição de belezas da arquitectura dos séculos XIX e XX com o propósito da construção de aberrações do género das projectadas por esse arquitecto de que tanto dizem bem sem justificação.
A meu ver: Arranha-céus, sim mas não a custo de zonas históricas como a Baixa de Lisboa e zonas circundantes.
Maxwell em 12 de maio de 2009

Não discutindo a opinião do poster sobre a insensatez de um projecto daquela escala naquele lugar, com a qual concordo,
João Castro em 13 de março de 2010

O Sr. João Castro (último comentador) levanta um ponto interessante: termos específicos da profissão de arquitecto – têm relevância decisiva para o debate sobre uma obra de arquitectura?
Pessoalmente tenho de admitir que discordo de que seja necessário usar, ou conhecer, vocabulário específico de arquitectura para discutir o impacto social de uma dada obra.
As obras arquitectónicas são construídas para o povo em geral. Nos poucos casos em que isto não acontece, ainda assim a obra tem de ser aceite pelas pessoas que vivem nas imediações e passar um teste de inserção cultural ao cargo das autoridades comunitárias. O comprador de uma obra de arte, digamos que um quadro, não tem de saber que linguagem o artista usa para trocar ideias com os seus colegas de profissão. Se o pintor utiliza perspectiva atmosférica ou perspectiva geométrica não é essencial para o cliente. No final do dia o que interessa é que o cliente se sinta bem com o quadro. O vocabulário específico é (e sempre foi) uma maneira de comunicar que poupa tempo e energia aos profissionais de um mesmo ramo. É ridículo tentar forçar esse vocabulário sobre as pessoas que estão fora do ramo. Afinal de contas esse vocabulário só será utilizado quando a pessoa falar com um profissional, ou outra pessoa educada no ramo.
Em Portugal já ouvi profissionais dizerem para alunos que devem usar terminologia específica do seu ramo para se distanciarem da audiência como pertencentes a uma elite ultra-profissional. Não é para isto que os vocábulos específicos existem. Isto é apenas a tentativa de um grupo de pessoas frustradas de eliminar a sua frustração através da criação do estatuto social a que aspiram. Criando uma elite própria podem distinguir-se dos demais como superiores. Não nos deveríamos espantar com isto quando se trata de Portugal: somos um povo obcecado com o estatuto social, as pessoas buscam importância subjectiva como se fosse o único oásis do deserto.
Eu não preciso de saber ler uma pauta para apreciar uma peça de música. É óbvio que conseguirei obter mais prazer da peça de música de compreender mais sobre música. Saber ler pautas permitir-me-à apreciar mais a peça de música mas não é esse conhecimento que me faz gostar da música. No fundo é uma questão emocional: o código de emoções de cada pessoa é que faz com que umas gostem de Mozart mais do que Shubert (o que ninguém gosta é de ouvir Mozart e Metálica em simultâneo).
A meu ver um leigo tem tanto direito a comentar arquitectura, com a sua linguagem (simples para um arquitecto), como os próprios arquitectos. Isto porque é para o leigo que a arquitectura se destina. Ainda não vi um edifício em que só vivessem arquitectos e cujos arredores sejam, até perder de vista, ocupados unicamente por domicílios de arquitectos. Enquanto não existirem “cidades exclusivas para arquitectos” os leigos têm todo o direito de comentar e opinar sobre os productos da actividade dos primeiros.
Compare-se com o ramo da medicina: o paciente tem todo o direito de se queixar de dores com palavras simples.
Aquilo que escrevi no meu comentário anterior é a ideia que acho mais importante: a arquitectura é uma arte para um público vasto. A arquitectura existe para as pessoas, não são as pessoas que existem para a arquitectura.
Gostaria de explicar que não critico a Arquitectura, critico os arquitectos que não compreendem o que é a arquitectura. Sou um grande admirador da boa arquitectura e se fosse por mim não se contruiria um único edifício neste país sem a assinatura de um arquitecto.
Gonçalo em 14 de março de 2010

OLha!!! As Torres do Ciza :D O que eu me ri com este projecto (primeiro fiquei literalmente de boca aberta e depois ri-me)!! Devo esclarecer desde já que sou um fã de arquitectura e um apaixonado por NYC e, em especial Manhattan. Pessoalmente sou contra este projecto dado que acho bastante inadequado a circundante e á área onde se insere. Convenhamos também que LEGALMENTE e, de acordo com o Plano Director Municipal a construção naquela zona e até Belém é (ou deveria ser, se a lei fosse cumprida) bastante restrita e condicionada, mantendo-se apenas para obras de recuperação (sérias, e não que se faz pela cidade fora) (e sim, o novo museu dos coches que eles teimam em construir é uma violação directa do PDM).
Tirando legalidade da equação, acho que há algo que os arquitectos se esqueceram: eles trabalham PARA as populações e não o contrário. É certo e concordo que um arquitecto deixe a sua ‘assinatura’ no projecto mas quando essa assinatura passa a Ser o projecto, algo está mal. Não é apenas um defeito do Ciza mas é um pensamento que se generalizou na arquitectura e que, infelizmente, é um valor passado aos novos arquitectos. Tem que existir uma coesão nas arquitecturas porque um edifício não está sozinho, ao contrario de uma tela, de uma musica, de um texto (como as outras artes). Um edifício tem outros edifícios à sua volta e pior, é algo necessariamente visto por todos. Um pintor ou um fotografo que tem uma exposição, não obriga toda a gente a entrar, ver, interpretar como o artista quer. Os arquitectos esqueceram-se que, quer queiram quer não, é isso que estão a fazer.
E se alguém não partilha a opinião do autor da verticalidade e relação com a ponte? Que mal tem não partilhar essa opinião? Afinal os arquitectos não acham que fase uma arte como qualquer outra? Regra base: arte é subjectiva e cada um interpreta COMO Quer.
Portanto, liberdade para projecção? Toda. Liberdade para construção efectiva do projecto? Não. Porque, dizem as regras que a liberdade de um começa onde acaba a do outro. E eu tenho liberdade de querer olhar do cimo do monte e poder ver a ponte no seu todo e o rio, se assim o entender.
Sou a favor da construção em altura, sim, mas com regras.
Primeira: não à custa de património histórico (e especialmente quando há zonas de Lisboa e fora dela que carecem de boas obras e planeamento).
Segunda: Os edifícios a construir devem ter identidade uma vez que serão icónicos (se assim o artista pretender, o que é cada vez mais a regra) e não serem apenas uns blocos grandes.
Em Manhattan, nem tudo o que se fez (e especialmente desde o nascimento do estilo internacional) foi bom. Não é só opinião minha mas é partilhada por uma maioria novaiorquina. Erros de arquitectura e urbanismos que estão actualmente a ser corrigidos.
M. em 14 de março de 2010

Gonçalo, a questão não é essa.
João Castro em 14 de março de 2010