Como Frank Lloyd Wright fez "Fallingwater"

Publicado em arquitectura por seven em 5 mai 2005 | 8 comentários

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Um post do nosso vizinho um ponto de fuga sobre a casa da cascata - mais conhecida como Fallingwater - de Frank Lloyd Wright trouxe-me à memória uma história tido como autêntica da sua génese. A história era contada por um discípulo, de seu nome Edgar Tafel, que trabalhou com o mestre como "senior" em algumas das suas obras mais relevantes, como a fábrica Johnson Wax, a casa Wingspread e... Fallingwater.

Tafel dizia que Mr. Wright pouco desenhava (pelo menos na altura e que trabalhou com ele) mas tinha tudo dentro da cabeça. Neste caso concreto tinha vindo a manter contactos telefónicos com Edgar Kaufmann em que o informava do andamento dos trabalhos. Os seus colaboradores viam com apreensão esta atitude do seu mestre pois nem um único desenho havia feito...

Um dia Kaufmann mostrou-se interessado em ver in loco o "fabuloso projecto da sua casa", nas palavras de Wright. Telefonou a dizer que chegaria daí a poucas horas, ao que Wright respondeu com aquela convicção que tanto o caracterizava: "OK, Mr. Kaufmann, está tudo pronto à sua espera". Foi o pânico entre os colaboradores!

Depois Wright serenamente estendeu papel sobre a mesa e começou a afiar os lápis. Desenhou uma planta; depois outra; os colaboradores, febrilmente iam-lhe dando lápis afiados... Tafel, à medida que as plantas iam surgindo, desenhava as elevações. A "Casa da Cascata" ficou ali pronta no seu aspecto quase definitivo a tempo de ser apresentada a Kaufmann.

Mais tarde veio o desenho dos pormenores. Wright chegava à sala de desenho, pegava num compasso e desenhava um círculo. Dizia: "Aqui é a lareira; isto é uma caldeira para aquecer água; a água deve cair em cima da pedra quente, produzir vapor e fazer o ruído característico da evaporação que se misturará com o crepitar do fogo. Pormenorizem isto!"

Era assim o génio de Mr. Wright.

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8 comentários

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Sem duvida o maior arquitecto do século XX juntamente com Le Corbusier. Um marco na história da humanidade.

Anonimo em 2 de setembro de 2007

Um horror!! Como um órgão de defesa ambiental permitiu essa agressão à natureza, uma casa dentro do córrego?!!
Privatizar um rio e usar uma pseudo-arquitetura para justificar tamanho crime ambiental é algo imperdoável!
É uma vergonha que arquitetos exaltem uma casa construída dentro de um rio como algo dotado de valor artístico ou arquitetônico.
Uma casa construída na areia da praia, sem obedecer a recuos e faixas naturais, sendo boa arquitetura, também seria algo "normal", mesmo obedecendo todas as normas ambientais, só por ser considerada boa arquitetura?
E ainda dizem que esse arquiteto era um arquiteto que pregava o respeito ao entorno natural... fala sério! horrível! Que os arquitetos desenvolvam seu senso crítico!

luciano pita em 30 de outubro de 2008

Sem dúvidas o melhor arquiteto que eu já estudei,Frank Lloyd é totalmente ligado a natureza suas obras parecem brotam do chão assim como uma árvore, seu trabalho é admirável, e a casa cascata para mim é sem dúvidas nenhuma a maior obra de arte já construida, ele conseguiu projetar esta casa sem mudar o percurso da água...ele é d+....

Luana em 27 de janeiro de 2009

Achei espectacular... para mim, Frank é um dos maiores arquitectos de todos os tempos.
Para muitos a casa da cascata constitui um horror, uma agressão a natureza porque talvez pensam que a natureza verde, ou seja, as florestas, bosques, etc. são apenas locais de abrigo para animais e têm que ser preservados, esquecendo-se que os homens também sentem a falta do conforto ambiental... mas se integrarmos ao estilo arquitectónico, veremos que a construção esta integrada com a natureza, desde o seu espaço interior que mantém harmonia com o exterior com as grandes aberturas de janelas, até mesmo a cor e o formato da casa, como no caso das varandas que parecem estar em continuidade com a cascata, etc. podemos ver também que muitos dos materiais utilizados foram aproveitados do próprio local, dando-lhe um aspecto natural e harmonioso com as rochas, a terra, ate mesmo as com as plantas.
É sem dúvida que a casa da cascata é uma das maiores construções de integração com o meio ambiente

Anderson M. Silva em 19 de março de 2009

O colega Luciano Pita deve ser ambientalista, hehe...
Cada um tem suas visões, né?
Mas se os arquitetos fossem ficar muitíssimos preocupados com o meio ambiente, certamente, não haveria arquitetura.
Aliás, em 1935 ainda não existia esta preocupação intensa.
A obra é sim fenomenal e digna de aplausos.

Lili em 23 de março de 2009

Quando rotulamos algo como o melhor do mundo, o melhor do século XX, acabamos reduzindo o objeto e seu universo a uma mera lista numérica de clichês e fetiches consumíveis. O número um, o número dois, etc. Será que não estaríamos sendo um tanto infantis ao reduzir a humanidade inteira a um homem? Nada tenho contra FLW, mas sua ascendência no mundo da arquitetura não estaria mais relacionada ao poder econômico do país em que viveu e da propaganda do que realmente ao seu poder criativo? Há muito, pesquisando sobre KHIDEKEL, arquiteto russo, encontrei croquis anteriores (10 anos antes) e idênticos à casa (dentro) da cascata!!! Basta pesquisar no google, em imagens. Fácil assim. Só não concordo com afirmações de que essa casa está em harmonia com a natureza. Isso com certeza, não está. É o mesmo que afirmar que Manaus está em harmonia com a floresta amazônica. Também não procede o fato de não haver visão ambiental há época, visto que Yellowstone, tmbm nos USA, foi demarcado como reserva ambiental em 1872.
De tanto alguém afirmar algo por muito tempo, todos acabam acreditando ser verdade tal afirmação. Como dizem por aí: a propaganda é a arma do negócio. Por isso o senso crítico e o conhecimento histórico são tão úteis em tempos de ganância e enganação.
Abrçs.

LUCIANO PITA em 24 de março de 2009

Grande mestre a frente do seu tempo.
nada mais será igual,teria que ser mais divulgado pela midia.São obras arquitetônicas, no firmamento da inteligência humana.Magnifico....

geoge nahas em 12 de novembro de 2009

Já era moderno muito antes da Bauhaus e do Le Corbusier que retrabalharam, diga-se de passagem muito bem, os seus conceitos e idéias, criando o International Style, prontamente abraçado e melhroado pelo nosso Oscar Niemeyer, outro gênio da arquitetura (adoro suas obras também). Não dá para afirmar que Loyd Wright é o melhor simpelsmente porque ele é hours concurs, está acima de tudo e de todos. Ele era "o cara" e sabia disso, por isso sua arrogância não tinha limites.

Antonio Fernandes em 16 de fevereiro de 2010

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