José vs Joseph


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Torneio de Sumo Pontífice

O Tiago voltou a fazer das suas como tinha prometido. Desta vez infiltrou-se no último Conclave Cardinalício e revelou-nos os bastidores da eleição de Bento XVI. Como o acesso foi muito restrito e as fotografias eram rigorosamente proibidas enviou-nos este desenho acompanhado de um relato detalhado de todo o processo que, obviamente, partilhamos convosco em primeira mão.

Graças a ele sabe-se agora que a eleição do Papa é decidida aos pontos através de combates singulares de Sumo. Os cardeais são organizados em grupos por sorteio. Na primeira mão é feito o apuramento dos dois melhores de cada grupo que serão classificados para os oitavos de final. A partir daqui apenas o vencedor de cada combate passa à fase seguinte até à grande final, onde o vencedor é aclamado Papa. Em caso de empate poderá haver lugar a prolongamento.

Para este torneio foi construída uma arena especial no pátio do Palácio Barberini, no Vaticano, rodeada de uma bancada de cadeirais de espaldar alto com capacidade para mais de 2000 bispos. Numa das paredes da Basílica de São Pedro, sobre uma pintura de Rafael Sanzio, foi colocado um écran gigante. Apenas foram utilizados árbitros muçulmanos ou budistas de modo a garantir a imparcialidade dos combates. Alguns números, impressionantes: 250 quilos de hóstias; 30 almudes de vinho; 2 toneladas de sal; 17 quilómetros de pavio; 10 m3 de cera...

Desde o início que Joseph Ratzinger, no grupo B, era o principal favorito. Dom José Policarpo, que o sorteio colocou no grupo C, logrou ainda classificar-se para os oitavos de final. Aqui teve a infelicidade de se defrontar com o temível pastor alemão que o bateu sem apelo nem agravo apesar da sua menor compleição física. Com outro adversário talvez víssemos um cardeal português na final. Paciência. Ficará para a próxima.

Para saber o resultado deste combate clique em Sumo.Ifice.


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