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Os filmes da minha vida - 2001: Odisseia no Espaço

publicado em cinema por | 8 comentários

2005052800 2001 A Space Odyssey2001: Odisseia no espaço, é um marco dos filmes de ficção científica, sendo defendido por muitos como provavelmente o melhor do género. Coincidências à parte, foi lançado em 1968, precisamente no auge da corrida espacial entre os US e URSS, contendo uma espectacularidade única, prescindindo de diálogos em favor de imagens e efeitos especiais espectaculares. O resultado do trabalho de Stanley Kubric foi algo de profundo, visionário e deslumbrante. É-nos dada uma experiência única através do silêncio e da vastidão do espaço que o filme nos retrata, permitindo à nossa imaginação e subconsciente especular sobre os diversos significados possíveis do que estamos a ver.

O primeiro dialogo surge apenas após a primeira meia hora, havendo menos de 40 minutos no total. Grande parte do filme é passado em silêncio, precisamente como no espaço, onde não se propaga o som, ou então ouvindo o som da respiração humana dentro do fato espacial. Todas as cenas do filme tem dialogo ou musica (ou silêncio), mas estes nunca se conjugam.

2001: Odisseia no espaço, na minha opinião, não é um filme fácil. Seguramente é dos filmes que mais visualizei, e constantemente descubro coisas novas, significados diferentes, que variam com a minha própria evolução como humano, tal como é retratado no próprio filme, cujo cerne é a constante evolução da humanidade. O primeiro contacto com o filme não foi dos melhores. A tenra idade e a imaturidade, que buscavam um contexto explícito e básico, não me permitiram perceber grande parte do que se pretendia transmitir, mas uma pontinha de avidez de conhecimento acabou por me levar ao encontro desta obra por diversas vezes. Não pretendo aqui fazer uma análise de todo o filme, mas vale apena uma visita a este site, que fornece uma interpretação muito interessante do mesmo.

Para quem não viu 2001, é um filme a ver...

Um última nota para a música, lindíssima:
Richard Strauss - Thus Spake Zarathustra

 

benjamin júnior esteve ligado às artes e tecnologia, sendo um dos fundadores da obvious. Adora o inverno, o conchego da lareira, bom vinho, boa comida e, acima de tudo, boa companhia. Saiba como fazer parte da obvious.

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hfm

Um dos filmes que marcaram e ainda marcam, esteticamente perfeito!

Ricardo Dias

é pena q a sequela não está à altura!

Diogo

Consegues-me arranjar Richard Strauss - Thus Spake Zarathustra s.f.f.

Obrigado

carlos

é uma pena que a maior poesia em audio-visual da humanidade não seja tão divulda!
o monolito é o nosso maior enigma e o nosso maior desafio!

carlos farias

Márcio

O "pai" da obra (Kubrick) diz que o filme não tem uma explicação, cada um tem a sua interpretação/explicação. E esse é o maior mérito do filme. Disse ainda que, contrariamente ao que muitos dizem, "Deus está no centro da obra".
Então aqui vai MINHA interpretação:
O monolito é o maior dos mistérios do filme, que é por sua vez, uma representação da história da humanidade.
O monolito está sempre presente nos momentos em que os humanos mais precisam dele, de sua inspiração No início, inspirando com sua perfeição, a técnica necessária à sobrevivência ao homem primitivo, fazendo com que este utilize um pedaço de osso e daí evolua sua tecnologia de um "salto" para a espaçonave/espaço. Depois, na lua, o monolito é desenterrado pelo homem que lá chegou com sua evolução técnica (mas não espiritual). Então, o monolito envia por si só (após receber a luz solar) um sinal ao terceiro monolito, entre a órbita do longíquo planeta Júpiter e sua lua Io. Este então seria o próximo "passo" da evolução humana, a próxima meta/destino tecnológico do homem.
Enquanto isso, o ser perfeito (HAL 9000) criado pelo imperfeito homem rebela-se e quase o destrói, pois esse ser perfeito TAMBÉM não aceita/compreende a morte (desligamento).
No entanto, quando Dave encontra o terceiro monolito, quando "liga-se" (ou religa-se) à ele, então evolui espiritualmente, deixa de ser material, deixa de ter um corpo apenas, mas continua a existir, continua a ter/ser energia, num plano incompreensívelmente superior.
A cena emblemática do final demonstra, na minha opinião, que a evolução física e mental (ética) do ser humano (representado por Dave) passa pela transformação deste em energia cósmica e daí então em reconstrução física (bebê) num processo infinito. (do pó vieste, ao pó voltarás).
O monolito está no centro da obra, guiando o ser humano. O monolito é perfeito. Está em vários (todos) lugares e em vários (todos) momentos/tempos. Ele sabe e age (envia sinais), apesar de parecer passivo. O monolito é energia, ele é o maior dos mistérios.

Enfim, o monolito é (ou melhor, representa) Deus.

Assistir novamente ao filme substituindo a figura material, fria e aparentemente passiva do monolito por Deus, o pai, onipresente, onipotente e onisciente é algo absolutamente maravilhoso. Assisti a mais de dez vezes depois dessa "descoberta" e sempre descubro coisas novas, certamente evoluindo como ser humano. É de chorar !. Experimente !

abraços,

e fiquem com o maior filme de todos os tempos, e é claro, sempre, com Deus.

Márcio.

Márcio

O "pai" da obra (Kubrick) diz que o filme não tem uma explicação, cada um tem a sua interpretação/explicação. E esse é o maior mérito do filme. Disse ainda que, contrariamente ao que muitos dizem, "Deus está no centro da obra".
Então aqui vai MINHA interpretação:
O monolito é o maior dos mistérios do filme, que é por sua vez, uma representação da história da humanidade.
O monolito está sempre presente nos momentos em que os humanos mais precisam dele, de sua inspiração No início, inspirando com sua perfeição, a técnica necessária à sobrevivência ao homem primitivo, fazendo com que este utilize um pedaço de osso e daí evolua sua tecnologia de um "salto" para a espaçonave/espaço. Depois, na lua, o monolito é desenterrado pelo homem que lá chegou com sua evolução técnica (mas não espiritual). Então, o monolito envia por si só (após receber a luz solar) um sinal ao terceiro monolito, entre a órbita do longíquo planeta Júpiter e sua lua Io. Este então seria o próximo "passo" da evolução humana, a próxima meta/destino tecnológico do homem.
Enquanto isso, o ser perfeito (HAL 9000) criado pelo imperfeito homem rebela-se e quase o destrói, pois esse ser perfeito TAMBÉM não aceita/compreende a morte (desligamento).
No entanto, quando Dave encontra o terceiro monolito, quando "liga-se" (ou religa-se) à ele, então evolui espiritualmente, deixa de ser material, deixa de ter um corpo apenas, mas continua a existir, continua a ter/ser energia, num plano incompreensívelmente superior.
A cena emblemática do final demonstra, na minha opinião, que a evolução física e mental (ética) do ser humano (representado por Dave) passa pela transformação deste em energia cósmica e daí então em reconstrução física (bebê) num processo infinito. (do pó vieste, ao pó voltarás).
O monolito está no centro da obra, guiando o ser humano. O monolito é perfeito. Está em vários (todos) lugares e em vários (todos) momentos/tempos. Ele sabe e age (envia sinais), apesar de parecer passivo. O monolito é energia, ele é o maior dos mistérios.

Enfim, o monolito é (ou melhor, representa) Deus.

Assistir novamente ao filme substituindo a figura material, fria e aparentemente passiva do monolito por Deus, o pai, onipresente, onipotente e onisciente é algo absolutamente maravilhoso. Assisti a mais de dez vezes depois dessa "descoberta" e sempre descubro coisas novas, certamente evoluindo como ser humano. É de chorar !. Experimente !

abraços,

e fiquem com o maior filme de todos os tempos, e é claro, sempre, com Deus.

Márcio.

que filme brega e sen emoçao levei 30 anos para velo pos nao tinha nas locadoras de tao velho me arrependi de velo o filme e lento e sua historia sen sentido os efeitos de luz fajutissimos jornada nas estrelas e muito melhor inpos coseitos muto avansados para epoca odiei aqueles macacos na abertura me irritou muito se quiser ver um macaco vou no zoologico e escuto eles gritando porque o diretor nao criou uma historia moldando todo conseito da ciencia e os aspectos na sociedade a representalos de maneira ben convincente talvez para epoca tenha chamado a atençao de alguns poucos mais nunca sera como jornada nas estrelas o espaço a fronteira final essas sao as viagens da interprase indo aonde nehum homen foi antes so ja ai ja me emocionava e me intrigava

Profº Thiago

è Realmente exige um pouco de intelecto para o entendimento, bom para os assíduos fãs de Rampo, Rock e outros mais, ou até mesmo os fãs de novelas e Big Brother este pode ser um "pé no saco" mesmo, aconselho que quando na locadora estiver solicite a atendente que lhe indique as melhores opições para não se arrepender novamente.

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