René Goscinny


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Sou uma pessoa que diverte. Em minha opinião, há três espécies de pessoas deste género. Primeira categoria: aquele que se diverte a si próprio. Pode tratar-se de um imbecil ou de um precursor. Segunda categoria: o brincalhão que faz rebentar de riso os seus colegas de escritório, a sua mulher, os que convivem com ele mais de perto. Fora do seu meio, as suas bricadeiras, as suas lindas palavras caem no vazio. Trata-se de um amador. Terceira categoria: o profissional. Ele não conhece o seu público nem quer conhecê-lo. Trabalha esforçadamente com um único fim: divertir as pessoas o mais possível, sem discriminação de idade, de sexo, de nacionalidade. Tanto pior se vos pareço ter um orgulho insensato: eu sou um profissional. E tanto pior se vos decepciono, mas, quando escrevo uma história, não penso nas crianças. Nem, de resto, nos seus pais. O meu público é toda a gente.

Se fosse vivo, René Goscinny faria hoje 79 anos. Como já devem ter reparado, sou um grande admirador do seu génio, que nos deixou prematuramente há quase 27 anos...


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