
As Boys Band e as Girls Band são um fenómeno cultural das sociedades modernas, sobretudo desde que os produtores discográficos descobriram que era rentável. Embora actualmente surja uma banda nova de boys ou girls em cada meia hora, em Portugal só no final da década de '80 se tornou comum este tipo de grupo musical. Todavia nos EUA, sempre pioneiros em questões de fazer dinheiro, o fenómeno leva já alguns anos. Vejam, a título de exemplo, estes magníficos rapagões que devem ter feito desmaiar as nossas mães e, quiçá, avós (os coletes estão um bocadinho curtos mas nestas idades cresce-se muito depressa):

A receita é simples: arranjam-se umas caras bonitas e físicos a condizer - machos ou fêmeas não interessa. Não é má ideia de todo que saibam cantar... Uma sessão de casting é o ideal para seleccionar os eleitos felizardos. A seguir o compositor de serviço, habituado a encher pneus, esgalha uma música de 3 acordes (não precisa de ser original), fácil de cantar, com umas letras primárias (amor e coisas do género) e harmonias fixes. Enquanto isso isso "produz-se" a imagem dos cantores com muita cor, roupa da moda, tiques e gel. Divulgação em força de preferência no Verão et voilá! Serve-se em doses industriais nas rádios e TV's para adolescente consumir...
Os mais novos, que ainda não têm história, só vêem aquilo que neste momento lhes entra pelos olhos e ouvidos adentro: DZR'T, D'Arrasar, etc. É compreensível. Mas os mais antigos (não disse velhos) lembrar-se-ão de uns grupinhos que na altura eram "o máximo" mas que, a esta distância, nos parecem foleiros à brava. Ora puxem pela memória:



O primeiro é Diana Ross e as Supremes; o segundo os Hardy Boys de quem posteriormente se fez um desenho animado com o mesmo nome; por fim as Spice Girls dispensam apresentações - ainda são muito recentes. Que tal? Um verdadeiro nojo, hem? Mas em Portugal também houve coisas parecidas graças à intuição e espírito visionário de alguns produtores. Mais um pequeno esforço de memória e vejamos estes espécimes:



Então, vá lá... não se lembram d' A Pandilha, um grupito de 5 miúdos espanhóis do início dos anos '70? Mas lembram-se das Doce... Elas até cantavam bem :) E os Anjos? Ainda por aí andam a cantar e a fazer espectáculos no Verão embora cada vez se fale menos deles... (fonte nostalgica de nomes).
De resto esse é o destino das Boys ou Girls Band, grupos efémeros e descartáveis que duram meia dúzia de anos, no máximo, após o que os seus elementos desaparecem da circulação, consumidos pela máquina implacável do showbiz, e não raras vezes com um triste fim. Vai-se o charme, vai-se a banda. Mas ainda bem que assim é ou estaríamos condenados a vê-los ficar como estes Boys aqui em baixo... Estão a imaginar como vão ficar os DZR'T daqui a 50 anos? :)

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comments powered by DisqusAnonimo
"trabalho" rentável para gente descartável.
Edson Medina
Infelizmente os anjos não desapareceram. Até lançaram um album agora e cheira-me que estarão a vender bem.
As spice girls também não "desapareceram", separaram-se. É diferente. Se assim não o fosse, ainda hoje estariam em alta. E diga-se de passagem que eram bem melhores do que a Jennifer Lopez ou a Britney Spears ihhiihih.
A fórmula resulta e infelizmente nem sempre é de curta duração.
katarina
fixe....anos 90....bij0kas*****
mara
viva aos anjos