Sexo surreal


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Hoje falaremos de sexo. Toda a gente o faz, porque não nós também? Além disso o sexo está na ordem do dia; o sexo é um ponto quente; o sexo anda nas bocas do mundo(?); há até quem ande sempre com o sexo na cabeça, pese embora os problemas de visão que isso causa... seria mais prudente tê-lo(s) no sítio...

Em boa verdade deve dizer-se que nada é mais antigo do que o sexo. No princípio não era o Verbo - era o Sexo! Só muito mais tarde é que apareceu o Norte, a Sé de Braga e o Tv Rural. Sabemos que há quem pense que o sexo serve para a reprodução e mais uma data de asneiras. Pura mentira. O sexo serve para distinguir os sexos, quer dizer, o macho da fêmea. Só deste modo se conseguem evitar grandes confusões.

Todavia elas acontecem, sobretudo nos seres humanos. E porquê? Porque a maioria das pessoas tem a mania ridícula de ocultar o sexo por baixo de um tufo de pêlos. Outras, pelo contrário, e outras ainda pelo sim pelo não, exibem-no. Esta tradição de ocultação do sexo perde-se na noite dos tempos. Conta-se que o Pai Adão, expulso do Paraíso, com grande vergonha sua tapou o sexo com o primeiro pano que lhe veio à mão (uma colcha de Castelo Branco, dizem): estava inventada a roupa.

Mas não se pense, erradamente, que todas as pessoas tapam o sexo por vergonha ou, imagine-se, por questões de higiene. Não é nada disso! É porque têm frio (os pêlos não lhes chegam...). Com efeito, o sexo só funciona a temperaturas elevadas, razão pela qual deve ser mantido sempre quente. A baixas temperaturas – zás! – encolhe; nalguns casos hiberna mesmo.

O maior inimigo do sexo é a inveja. Há quem julgue que o sexo do vizinho é melhor que o seu. Há até quem estabeleça comparações com os animais (alguns vão mesmo aos pormenores). Ora os sexos, tal como os homens, não se medem aos palmos. Devemos, por isso, proteger sempre o nosso sexo da cupidez alheia. Senão veja-se: recentemente, numa festa íntima, um rapazote, irado com o comentário mesquinho que um dos convivas fez em relação ao tamanho do seu sexo, não reparou num tapete de Arraiolos enrolado no chão. Erro fatal: tropeçou e bateu com a cabeça numa esquina, tendo morte imediata e falecendo logo a seguir.

Por isso, nas festas íntimas, recomendamos sempre o uso de capacete.


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