O passado da tecnologia #4


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A televisão em 1980

O telespectador que se familiarizou com o pequeno écran torna-se cada vez mais exigente; gostaria de ter em casa um écran televisivo que permitisse obter imagens com as mesmas dimensões das de um projector para amadores de cinema. Por outras palavras: a televisão perdria a sua característica de pequeno écran para ter as dimensões de uma janela. (...)

De momento, temos de nos contentar com um écran de 70cm de lado, no máximo, ao passo que a profundidade do televisor só poderá diminuir ainda de alguns centímetros. Os problemas por resolver no plano tecnológico são ainda consideráveis. O maior obstáculo é o princípio com base no qual é constituído o tubo catódico. (...) Uma solução neste sentido conduziria a televisores volumosos e muito caros que poderiam ter lugar em instalações públicas, como cinematógrafos, salas de conferrência, etc., mas certamente não aconselháveis para uso doméstico.

O futuro da transmissão das imagens televisivas de um ponto para outro poderia estar nos raios laser, em substituição das ondas electromagnéticas actualmente usadas. Mas também aqui as coisas não são nada fáceis. O feixe laser não é tão dócil como o feixe de electrões. Não se deixa modular nem desviar com facilidade. Conseguiu-se, todavia, no decurso de demonstrações experimentais, projectar por meio de raios laser imagens televisivas num écran com cerca de 1m de lado.

É necessário referir que que a imagem projectada por um só feixe laser, que é uma luz monocromática, apresenta uma só cor, a qual depende da fonte do laser. Para se obter o branco ou as diferentes cores do espectro visível é preciso utilizar raios laser com as cores fundamentais (vermelho, azul e verde), as quais se sobreporão no écran de projecção.

Em conclusão: podemos afirmar que o futuro da televisão está em televisores com écran de 1m de lado e de forma extraplana, ao passo que para a transmissão de imagens talvez se possa dispor do laser.


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