Progresso e desenvolvimento


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A questão da (des)igualdade dos sexos que foi aflorada ontem aqui no blog merece que se faça correr um bocado de tinta virtual. O estatuto "decorativo", como alguém aqui disse, que aparece colado à imagem da mulher tem séculos e não parece que se modifique tão cedo - desde o Neolítico que a generalidade das sociedades são de carácter patriarcal...

Se pensarmos bem as civilizações e os períodos históricos sucederam-se sem que algo de substancialmente novo tivesse ocorrido: Egipto, Grécia, Roma, Idade Média, Renascimento, etc. A estrutura social, política e cultural manteve a sua matriz. Todas estas sociedades tinham uma componente militar ou defensiva muito grande; a clivagem social era acentuada; o Conhecimento sempre foi privilégio de poucos; Religião e Poder estavam fortemente entrosadas; a lei era a do mais forte; a escravatura susbsistiu até há 200 anos atrás.

Enquanto isso o progresso deu passos de gigante. Avanços tecnológicos diversos desde a descoberta dos metais à máquina a vapor, passando pela Matemática e pela Física, tiveram lugar desde então. As sociedade modernas são mais tecnológicas que as do mundo antigo mais não são mais avançadas. O nível de desenvolvimento não evoluiu muito passados milhares de anos.

Na verdade a grande ruptura ocorreu há bem pouco tempo no calendário das civilizações. Quem no-la trouxe foi a Revolução Francesa, protagonizada no seu chavão liberdade, igualdade, fraternidade. Esta filosofia completamente nova tem vindo a alastrar desde então como mancha de óleo numa poça de água e em 200 anos conseguiu o impensável: o desenvolvimento, enfim! Os regimes autocráticos caíram; a escravatura acabou; a pena de morte foi abolida; a instrução, o bem-estar e a segurança das pessoas passaram a ser preocupação do Poder; os Homens passaram a ter direitos. E entre os Homens estavam também - imagine-se! - as mulheres.

Mas ainda há muito por fazer. A evolução não pára.


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