
Nan Goldin, Self-portrait with eyes turned inward, 1989
Podia ser escultora. A fotógrafa americana Nan goldin tem a obsessão dos corpos e todavia não estudou escultura, tão pouco fotografia. Desde os 16 anos que regista imagens de corpos masculinos e femininos, do seu contacto, dos gestos, da intimidade, da sexualidade humana, da vida e da morte...





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Marcos Maurício Autran
Nan Goldin faz parte de uma vertente da arte contemporânea, que procura aproximar a Arte da vida. Americana, nascida em Washington DC em 1953, ela viveu nas regiões privilegiadas da contracultura. Provavelmente viu o nascimento do Punk, e do Gay Power nos Estados Unidos e Europa. Entendo que para sua proposta estética, a fotografia não uma ferramenta do "virtuose", mas um instrumento de registro da sua própria vida, enchendo de significados latentes a sua obra. O alcançe das lentes de sua objetiva se tornam o próprio escopo de sua consciência e percepção. Essa continuidade entre a sua vida e o seu projeto artístico, revela em seu trabalho, dimensões do ser humano como a solidão, a sexualidade, a amizade e a marginalidade.