Citroen 2 CV, o patinho feio


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Grande admirador e seguidor de Henry Ford, cujos conceitos introduziu na indústria automóvel europeia, André Citroen sempre desejou produzir um pequeno veículo motorizado acessível a todas as bolsas que pudesse substituir o cavalo e a carroça, tal como aconteceu com o Ford T nos EUA. Esta ideia remonta a 1934 mas Citroen morreu pouco depois sem a ver concretizada.

Baptizado sob o código de TPV (toute petite voiture) passou por várias fases de desenvolvimento. Inicialmente foi construído em alumínio e magnésio para reduzir o peso, ideia que posteriormente foi abandonada. A motorização era inovadora: um motor de 2 cilindros horizontais com arrefecimento por ar, se bem que o arranque fosse feito pelo sistema tradicional de manivela. A tracção era às rodas dianteiras. A carroçaria era moldada em chapa ondulada muito fina Na parte dianteira foi-lhe colocado um único farol central (razão porque lhe chamaram Ciclope) que depois foi deslocado para a esquerda. As portas eram abertas exclusivamente por dentro - era preciso abrir o vidro primeiro...

Somente após a guerra foi possível produzir o veículo que viu finalmente a luz no Salão Automóvel de Paris de 1948 com o nome de 2Cv. Na altura foi ridicularizado e todos pensaram que a Citroen cometeu um grande erro a produzir aquilo. O logótipo da marca ostentava então um cisne, o que levou um jornalista a afirmar que tinha nascido um patinho feio, estigma de que nunca se conseguiu livrar.

Mas o tempo veio a provar o contrário. De início saíam apenas 4 exemplares por dia das linhas de produção e era preciso esperar cerca de 18 meses por uma entrega. Ao todo foram produzidos mais de 3 milhões de exemplares, o último deles saído da linha de montagem às 16h00 do dia 27 de Julho de 1990 da fábrica de... Mangualde, Portugal. O Citroen 2Cv tinha-se tornado num automóvel de culto.

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