
Há um tipo de mulheres que são encantadoras. Se repararmos bem são ao mesmo tempo fascinantes e vulgares, é uma questão de ângulo... Esta fragilidade torna-as comoventes. As suas imperfeições fazem parte do seu charme. São mulheres orgulhosas, susceptíveis, púdicas e honestas. Coram, indignam-se, irritam-se, adoram chorar, adoram rir. Se lhes agradarmos, as respeitarmos ou as divertirmos teremos tudo delas. É preciso merecê-las. Tudo é possível com estas criaturas de aparência reservada. No entanto se as olharmos com um brilho nos olhos elas coram e replicam: "Não me olhes assim!" São mulheres que se encontra sempre demasiado tarde. Depois perdemo-las de vista, desaparecem sem sabermos o que lhes aconteceu.

As mulheres deslumbrantes baixam os seus belos olhos condenados a não cruzar a vulgaridade dos olhares de admiração muito insistentes. Cabelo, pele, boca, olhos, mãos, peito, ancas, pernas - tudo é perfeito! Iniciaram a sua vida sexual bem cedo. São mantidas luxuosamente por machos endinheirados que as exibem como um bom investimento. Quando começam a envelhecer arranjam-se muito. Dão viúvas adoráveis.

As brincalhonas são, na verdade, muito infelizes. Então disfarçam galhofando sempre, dizendo asneiras, bebendo muito, comendo muito, fazendo gestos obscenos. Fazem rir as amigas com as suas histórias sem história. Acabam sempre por casar com um tipo sinistro e tornam-se ainda mais sinistras do que ele. Depois há quem diga delas: "Era tão engraçada..."
3 comentários
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Anonimo
Essas descriçoes são mesmo verdadeiras...tocou la no fundo...gostaria de saber quem é o autor.
seven
O autor é Georges Wolinski e falei dele no primeiro post sobre as mulheres. É muito sentido, de facto - dá a ideia de ser autobiográfico até...
trevax
ta mxm certo ixo...msm mt certo :S