Tigre



 Poesia Literatura William Blake Tigre Poema

Tigre, Tigre! Brilho brasa que a furna noturna abrasa que olho ou mão araria tua feroz simetria?

Em que céu se foi forjar o fogo do teu olhar? Em que asas veio a chama? Que mão colheu esta flama?

Que força fez retorcer em nervos todo teu ser? E o som do teu coração de aço, que cor, que ação?

Teu cérebro, quem o malha? Que martelo, que fornalha o moldou? Que mão, que garra seu terror mortal amarra?

Quando as lanças das estrelas cortaram os céus, ao vê-las, quem as fez sorriu talvez? Quem fez o cordeiro te fez?

Tigre, Tigre! Brilho brasa que a furna noturna abrasa, que olho ou mão araria tua feroz simetria?

William Blake (trad. Augusto de Campos)

Tiger, tiger, burning bright In the forests of the night, What immortal hand or eye Could frame thy fearful symmetry?

In what distant deeps or skies Burnt the fire of thine eyes? On what wings dare he aspire? What the hand dare seize the fire?

And what shoulder and what art Could twist the sinews of thy heart? And when thy heart began to beat, What dread hand and what dread feet?

What the hammer? what the chain? In what furnace was thy brain? What the anvil? What dread grasp Dare its deadly terrors clasp?

When the stars threw down their spears, And water’d heaven with their tears, Did He smile His work to see? Did He who made the lamb make thee?

Tiger, tiger, burning bright In the forests of the night, What immortal hand or eye Dare frame thy fearful symmetry?



seven

Co-fundador e ex-colaborador do obvious, actualmente retirado, foi responsável durante bastante tempo pela definição da linha editorial. Concebeu e coordenou a transição do blog para o formato de magazine.
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