Humor judaico #2


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Vladimir Jankélévitch, um dos grandes filósofos judeus do século XX, salientou num dos seus textos que "o humor, que é a superconsciência ironizando sobre a contradição, sabendo a contradição contraditória, dominando a contradição, também é uma das nossas especialidades. Aqueles que vivem um problema desse género fazem dele um jogo, mas um jogo sério. O humor é a evasão da má consciência pela liberdade; é ele que pacificaa insolúvel contradição; o humor preservava-nos do desespero quando sofríamos e agora entretem-nos nessa vivacidade que é também um dos traços que distingue a alma judaica."

Eis mais algumas histórias (e não anedotas):

Um velho rabino chega ao Céu. Uma vez lá chegado passa o tempo a discutir com toda a gente e a pôr questões a Abraão, a Moisés e até mesmo a Deus. "Senhor, diz-me o que são para ti mil anos?" O Senhor responde pacientemente: "Para mim? Um minuto..." "E um milhão de dólares?", replica o rabino. "Uma simples moeda". "Então, Senhor, dá-me uma moeda." "De acordo", diz o Criador, "espera só um minuto..."

Um judeu passa à frente de uma montra de uma loja vazia, apenas com um relógio exposto. Entra na loja e pergunta: "Quanto tempo leva a consertar o meu relógio?" "Sei lá!" diz o dono da loja. "Eu não arranjo relógios - faço circuncisões." "Mas na montra tem um relógio!" "E o que é que o senhor queria que eu lá pusesse?"

Worms apresenta-se à porta do paraíso e mostra as suas credenciais. "OK, podes entrar", diz S. Pedro. "Não, não sou digno de entrar", replica Worms. "Mas aqui diz que podes entrar... Espera aí que eu vou chamar o patrão." Deus chega à porta e diz: "O que é que se passa aqui?" "Não posso entrar, Senhor. Há desonra na minha família... O meu filho converteu-se..." "E qual é o problema? O meu também. Anda daí..."


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