Diferenças


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Há pessoas que são incapazes de escrever sem erros, que trocam as letras e as palavras; outras que não conseguem fazer um risco direito; outras desajeitadas para qualquer trabalho manual; outras ainda com dificuldade em aprender... Durante muito tempo essas pessoas foram consideradas anormais, deficientes. Depois descobriu-se que a causa dessa deficiência era devida quer a factores hereditários quer bioquímicos. Chamaram-lhe dislexia e consideraram-na uma doença.

Os disléxicos enfrentam problemas durante toda a sua vida, principalmente quando são estudantes. E, no entanto, possuem frequentemente um índice de inteligência acima da média e são quase sempre brilhantes em áreas em que outros enfrentam dificuldades, tipicamente imaginação, cálculo mental ou memória visual. Na verdade o seu cérebro funciona a três dimensões - para eles um texto é um conjunto de imagens e não palavras com significado.

A dislexia não é uma doença; é uma diferença; é um dom. Um dom que apenas cerca de 8% da população possui e que lhes permite ver o mundo de uma forma maravilhosa em vez das tristes imagens bidimensionais que vêem os restantes mortais. Para eles o nosso mundo - o das pessoas normais - deve parecer-lhes um enorme aborrecimento. Um disléxico possui uma percepção acutilante, uma memória fotográfica e uma imaginação prodigiosa. São capazes de inventar um mundo fantástico dentro da sua cabeça! Se descobertos precocemente e bem encaminhados podem tornar-se autênticos génios, como Leonardo da Vinci ou Albert Einstein, ambos disléxicos...

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