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Grandes superfícies vs. Comércio tradicional

publicado em tecnologia por seven | 2 comentários

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Esta questão, aparentemente tão sociológica ou sócio-económica é, na verdade muito simples. É fruto da época em que vivemos e da excessiva democratização de muitas coisas, como a cultura, o saber, etc. Pura ilusão. Não se julgue que, pelo facto de haver maior acesso à informação, a cultura das pessoas aumenta. Sucede paradoxalmente o contrário e as pessoas vivem na ilusão de que qualquer um pode saber fazer o que quer que seja lendo um livro bolso, fazendo um curso intensivo ou sacando umas páginas da Net. Por isso todos opinam sobre arquitectura, política, economia, medicina como quem comenta o jogo de futebol no barbeiro... As pessoas gostam de mexer nas coisas, de meter a mão na massa, como sói dizer-se. Dá-lhes uma falsa sensação de liberdade e segurança. Afinal estão apenas a ser manipuladas e não raras vezes saem prejudicadas.

Veio isto a propósito de uma imagem que um amigo meu utilizou para clarificar o conceito de Base de Dados e Sistema de Gestão de Bases de Dados (SGBD, para os da especialidade) - coisas distintas. Segundo ele, o primeiro conceito é como uma grande superfície onde as pessoas mexem em todos os dados (produtos) com total liberdade ou mesmo anarquicamente; o segundo assemelha-se ao comércio tradicional onde existe um interface entre o cliente e os produtos - um empregado ao balcão, que faz a gestão dos dados de uma forma determinada.

Pode-se argumentar que na grande superfície o utilizador tem maior liberdade de escolha - mas também tem menor informação. De igual modo se pode questionar se no comércio tradicional o atendimento (o sistema de gestão dos dados) é bem feito ou não mas isso depende da forma como foi concebido. Aqui também há liberdade de escolha - eu vou à loja onde sou melhor atendido! Por outro lado o grau de organização e optimização dos recursos é maior. Note-se que num hipermercado há uma enorme equipa que actua DEPOIS para reorganizar os dados - trocando em miúdos, limpar a bagunça em que os utilizadores deixaram os dados! Má gestão?

Comparação interessante e que dá que pensar...

seven
Sobre o autor: seven, Co-fundador e ex-colaborador do obvious, actualmente retirado, foi responsável durante bastante tempo pela definição da linha editorial. Saiba como fazer parte da obvious.

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2 comentários

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eu adoro o comercio porque é o meu trabalho da escola.

anónimo

"Por isso todos opinam sobre arquitectura, política, economia, medicina como quem comenta o jogo de futebol no barbeiro..." Seven

Parece-me que isso é exatamente o que a obviousmag.org faz neste artigo.

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