Sagração da Primavera


 Musica Jazz Bill Evans

Se fosse vivo William John Evans, mais conhecido por Bill Evans, celebraria hoje o seu 77º aniversário. Morreu em 1980 vítima de várias doenças causadas pelo uso prolongado de drogas. De todos os pianistas de jazz do século XX - não me esquecendo de nomes como Errol Garner, Art Tatum, etc. - foi o meu favorito, o mais lírico, o mais inventivo. Na sua curta e atribulada vida tocou e ombreou com os grandes, como Miles Davis, mas é na sua carreira a solo com um trio de piano que iberta todas as suas qualidades. Foram vários os seus parceiros no baixo e na bateria nesse trio, desde o malogrado Scott LaFaro a Jack DeJohnette ou Eddie Gomez. Gravou temas memoráveis e influenciou uma geração inteira de músicos: Herbie Hancock, Chick Corea, Keith Jarrett no piano ou John McLaughlin na guitarra.

Alguns dos seus álbuns fariam certamente parte daqueles tais 10 que eu seleccionaria se tivesse que ir para uma ilha deserta, como o fabuloso Undercurrent, com o guitarrista Jim Hall ou o que gravou com Tony Bennett. O seu penúltimo álbum, datado de 1978, intitulou-se You must believe in Spring, tema da autoria de Michel Legrand mas que a interpretação do pianista tornou memorável. Este é um dos álbuns da minha vida, se me permitem o exagero. Deixo aqui o tema de abertura, B minor Waltz (for Ellaine), bem como a elegia escrita por Bill Zavatsky para (re)lembrar o génio de Bill Evans e a matéria de que é feita a música, a boa música...

Music your hands are no longer here to make Still breaks against my ear, still shakes my heart. Then I feel that I am still before you. You bend above your shadow on the keys That tremble at your touch or crystalize, Water forced to concentrate. In meditation You close your eyes to see yourself more clearly.

Now you know the source of sound, The element bone and muscle penetrate Hoping to bring back beauty. Hoping to catch what lies beyond our reach, You hunted with your fingertips.

My life you found, and many other lives Which traveled through your hands upon they journey. Note by note we followed in your tracks, like Hearing the rain, eyes closed to feel more deeply. We stood before the mountains of your touch. The sunlight and the shade you carried us We drank, tasting our bitter lives more sweetly From the spring of song that never stops its kiss.


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