Bilal


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Face ao problema criado pela falência da Meribérica e pela interrupção de diversas séries que eram da sua exclusiva publicação em Portugal tomei uma decisão: completar as séries com as edições francesas! E comecei por um dos meus favoritos - Bilal. O 3º tomo da saga que se iniciou com O sono do Monstro a que se seguiu de 32 de Dezembro foi publicada este ano e já ocupa lugar nas minhas prateleiras. Rendez-vous à Paris é um excelente álbum numa excelente edição da Casterman - capa cartonada, papel couchè, impressão cuidada. Bilal continua a exceder-se no argumento, prodigiosamente imaginativo, e sobretudo no desenho, onde usa uma série de técnicas que vão desde o puro grafismo ao tratamento digital das imagens. Deslumbrante!

Todo o enredo continua a girar à volta da memória e da ligação entre três personagens centrais - Nike, Leyla e Amir - orfãos de Sarajevo e das memórias da guerra na terra natal do seu autor. Um quarto personagem (porque não quatro?), o sinistro Dr. Warhole, serve de elo de ligação entre eles e de motor da história. Há algumas imagens marcantes como a do antigo porta-aviões israelita convertido em campo de futebol voador destinado ao Campeonato Europeu Inter-Religioso. Foi criada de propósito uma equipa de jogadores e jogadoras de confissões religiosas diferentes: The Multiconfessional Mixte Danube Ironfly FC. Esta equipa iria defrontar os poderosos colectivos fundamentalistas ortodoxos, islâmicos, católicos, judaicos e outros. Premonição e pessimismo? A não perder...

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