
O Swing é um tipo de música derivado do Jazz caracterizado por melodias de tempo médio/rápido e ritmos sincopados. Mas esta descrição só por si não diz nada. Há um modo de tocar muito subtil com atraso/aceleração no fraseado que produz um efeito de grande dinamismo. Só alguns intérpretes possuem esta capacidade rítmica - ou se tem ou não se tem, pura e simplesmente. Alguém a definiu como "tocar a nota certa no tempo certo". Mesmo que não se possua aptidão ou "ouvido" musical é impossível ficar indiferente: o swing é contagiante.
Este género musical desenvolveu-se nos EUA a partir dos anos 20 e 30 e conheceu o seu apogeu em meados do século com as Big Bands. Estes agrupamentos eram pequenas orquestras, constituídas por 12 a 19 músicos, com uma forte componente de metais (saxofones, trompetes, trombones, ocasionalmente clarinetes, flautas ou trompas) e uma secção rítmica (bateria, baixo, piano e por vezes guitarra). O seu repertório, para além do swing, incluía igualmente baladas, blues e jazz standards e era altamente dançável...
Ao contrário do Jazz, onde havia um grande espaço para o improviso, as Big Bands apostavam muito na orquestração e nos arranjos, seguindo mesmo padrões bastante rígidos: os solos eram pré-ensaiados e muito raramente havia liberdade criativa durante a sua execução. Não obstante, reuniam um naipe de executantes de grande nível, por vezes com estilos muito individualistas e, por isso, era notável o som uníssono e poderoso que conseguiam, por vezes abrilhantado com vozes. Ouvir Frank Sinatra, Billie Holiday ou Jon Hendricks a cantar à frente de uma Big Band era uma experiência inolvidável...
Quem se lembra dos reis do swing - Glenn Miller, Tommy Dorsey, Harry James, Duke Ellington, Count Basie? Algumas destas orquestras ainda existem hoje em dia, sobrevivendo ao desaparecimento dos seus fundadores. É o caso da Count Basie Orchestra, uma das minhas favoritas. Aqui fica uma interpretação de uma das últimas apresentações da banda ainda sob a batuta do mestre no Festival de Montreux de 1977. Não era bom passarmos o ano dançando ao som de Basie?

The heat's on, Count Basie Orchestra
Piano - Count Basie
Trombones - Al Grey, Dennis Wilson, Mel Wanzo, Bill Hughes
Trompetes - Waymon Reed, Lyn Biviano, Sonny Cohn Bobby Mitchell
Saxofones - Jimmy Forrest, Eric Dixon, Danny Turner, Bobby Plater, Charlie Fowlkes
Guitarra - Freddie Green
Baixo - John Duke
Bateria - Butch Miles
4 comentários
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Cochise
Termo multifacetado, “Swing” é ainda uma API Java para interfaces gráficas, um filme de 2003 com a interessante Jacqueline Bisset e, last but not least, uma forma de sexo alternativo que consiste no intercâmbio de parceiros sexuais entre casais.
Curioso, não é?!
Um bom ano para vocês!
Laura
Olá!
Estava eu a fazer uma pesquisa sobre uma música que não sei o nome, apenas sei que tem
"muito swing", é cantada/falada por uma brasileira. é qualquer coisa como "ai é? voçe quer dançar?", também não tenho a certeza disto.
Adoro a música, não sei se mepodem ajudar.....
JouJoux
as Big Bands tiveram seu apogeu entre as décadas de 30 e 40. com a II Guerra, tornou-se muito caro para os EUA sustentarem as orquestras de Swing. para ouvir como foi tudo isso, inclusive o movimento Neo Swing que se iniciou na década de 80 (com excelentes expoentes), www.anyswing.com
Luizinho Contestador
Enfeitar o pavão: é o que muitos fazem hoje em dia ao falar do "swing". Ter "swing". "Swing" é um ritmo, "swing" isto, "swing" aquilo... Daí se conclui que se perdeu a noção do que seja "swing".
"Swing" é simplesmente um recurso da bateria que consiste em usar a peça denominada "chimbal" (ou "chimbau"?) aplicando um toque de vassourinha quando aos pratos separados pelo acionamento do pedal. Onomatopeicamente, é mais ou menos: tchetchetchetche... tcheeee...; tchetchetchetche... tcheee...
É um enfeite muito usado pelos bateristas em fox ou fox-trots, tanto norte-americanos como de outras nacionalidades, sejam jazistas ou não.